Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz. Em 2018 estreia na série “Assédio” (Rede Globo), “África da Sorte” (TV Brasil), “Onde quer que você esteja” (longa), “Flores do Cárcere” (longa), “15 segundos” (longa), “Causa Mortis” (curta). Formada na Faculdade de Comunicação Social; curso técnico profissionalizante de Teatro (SP); curso superior na University of the West Indies (Trinidad & Tobago). 6 séries de TV (“Sob Pressão”/ Rede Globo; “A Mulher do Prefeito”/ Rede Globo); em cinema, 7 longas (“As Melhores Coisas do Mundo”/ Laís Bodanzky; “Bruna Surfistinha”); 10 curtas; 9 espetáculos teatrais; 10 campanhas (como apresentadora); 15 comerciais (publicidade, institucionais) e 8 videoclipes. Inglês fluente, francês avançado. Também diretora, roteirista e montadora de 5 curtas: “Aqui Jaz” (prêmio ‘melhor atriz de curta’ p/ Brenda Ligia no CinePE 2017), “Rabutaia”, entre outros. Contato: brenda.ligia@hotmail.com

2 de dezembro de 2013

Nossos Ossos

Nossos Ossos
Marcelino Freire
Passei 120 páginas prendendo a respiração, ralentando as ideias, saboreando as imagens. Cada palavra, nua, me transportava pra longe, onde a imaginação do autor brincava de deus e eu me perdia do agora.

Quando a gente gosta de um livro, é um caso de amor: você se deixa levar, pensa, quer. Depois do banho noturno, veste camisola perfumada e abre na página marcada. Viaja; adormece junto. Sonha, volta, sente. Ele, sempre ali, te esperando. Frescor. 

91, 92, 93… "revelando mundos e inventando outros". 
99, 100, 101… "um autor só é autor quando é vítima de um desprezo". 
Marcelino Freire e Brenda Ligia
Aí, de repente, 105, 106, 107… paro na despedida triste, no beijo teatral. 
Tomo chá, ando até a janela e sinto a brisa do mar da praia de Boa Viagem. 
116... encerro a ladainha. 119 e 120: decreto o fim deste "road-book" cinematográfico. Mas, para mim, o pano ainda não caiu; Heleno reverbera aqui dentro. 


Recomendo o incrivelmente intenso livro "Nossos Ossos", a primeira "prosa longa" de Marcelino Freire. Sensacional! 

"São Paulo foi sempre um mal necessário, seus apelos e prédios, viadutos e bichos, drogas e sexos, de nada me arrependo, compreendo meu destino, trágico, dele construí minha arte, o meu maior sacrifício, toda a minha liberdade". 
-Heleno, em Nossos Ossos.

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