Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia: prêmio de Melhor Atriz no festival CinePE 2017. Estreias: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa/ Macondo Filmes SP); “Causa Mortis” (curta/ LRJ Filmes), “África da Sorte” (série/ TV Brasil), “15 Segundos” (longa/ prod.: Antonio Fagundes). Brenda está nos longas “Todas as Cores da Noite” (Pedro Severien), “As Melhores Coisas do Mundo” (Laís Bodanzky), “Sangue Azul” (Lírio Ferreira), “Bruna Surfistinha” (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão “Sob Pressão” (Rede Globo), “A Mulher do Prefeito” (Rede Globo), “Beleza S/A” (GNT), “9mmSP” (Fox), “Somos Um Só” (TV Cultura). Formada em Comunicação Social na Faculdade Oswaldo Cruz/ SP. Cursou Técnico Profissionalizante em Teatro no Teatro Escola Macunaíma/SP. Em Teatro, foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida”. Cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). Idiomas: Português, Inglês, Francês. Publicidade: Vivo, Santander, Sebrae, Coca-Cola, Mc Donald’s, Nossa Caixa, Nestlé, Nextel. Também APRESENTADORA e videomaker. CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

5 de novembro de 2014

Sangue Azul em Festival de Cinema

Lirio Ferreira apresenta "Sangue Azul" no Festival Janela Internacional de Cinema do Recife
"Sangue Azul", de Lirio Ferreira (prêmios de melhor direção e melhor filme no Festival do Rio 2014) no Cinema São Luiz (Festival Janela Internacional de Cinema do Recife). 
Estreia em 2015 nos cinemas do Brasil inteiro.

Cinema São Luiz (Recife)
Marcelo Pinheiro e Brenda Ligia




Sangue Azul no cinema from Brenda Ligia on Vimeo.

28 de outubro de 2014

Mais "Sangue Azul" nos cinemas

Alô, meu Nordeste! Atenção aos próximos passos do nosso premiado longa-metragem Sangue Azul - O Filme, de Lirio Ferreira/PE (Drama Filmes/SP): será exibido a céu aberto, n'O Pico, nos dias 30/10, 31/10 e 2/11, na ilha de Fernando de Noronha (onde filmamos).

-Dia 02 de novembro (domingo), aqui no Recife, haverá sessão especial de encerramento do Festival Janela Internacional de Cinema do Recife, às 20h, no Cinema São Luiz

-E dia 05 de novembro (quarta-feira), em Salvador, vai passar às 18:40h no Panorama Internacional Coisa de Cinema.

Os atores Brenda Ligia e Daniel de Oliveira em cena do longa-metragem Sangue Azul, de Lirio Ferreira (Drama Filmes)
Só pra lembrar: "Sangue Azul" ganhou prêmio de melhor longa-metragem de ficção no Festival do Rio | Rio International Film Festival 2014, concorrendo com 41 outros longas. O cineasta Lirio Ferreira também foi premiado como melhor diretor. Rômulo Braga ganhou como melhor ator coadjuvante. Já no Paulínia Film Festival, o filme venceu com melhor fotografia e figurino. 

Ou seja, SEN-SA-CIO-NAL! E imperdível. 

(Sangue Azul estreia nos cinemas no primeiro semestre de 2015).

20 de outubro de 2014

Mostra Internacional de Cinema/ São Paulo

Sangue Azul no Adoro Cinema
Aos amigos que ainda não assistiram ao nosso premiado Sangue Azul - O Filme no cinema: vai passar esta semana na 38ª Mostra Internacional de Cinema / São Paulo International Film Festival!  
Dia 21/10, terça-feira, às 21:40h, no Reserva Cultural, e dia 26/10, domingo, às 16:15h, no Espaço Itaú de Cinema do Shopping Frei Caneca.

Aos amigos do Recife, o filme será exibido no encerramento do festival Janela Internacional de Cinema do Recife, no dia 2 de novembro, domingo, às 19h30h, no elegante e tradicional Cinema São Luiz

Vamos nessa? 


19 de outubro de 2014

Prêmio Esso de Jornalismo

Há algum tempo, tive a honra de participar do projeto "A História de Mim", de uma das minhas jornalistas favoritas, Fabiana Moraes. Foi um lindo trabalho! Acabei de saber que está concorrendo ao Prêmio Esso de Jornalismo, o mais importante do país. Foram avaliados mais de mil trabalhos, restando apenas 35 finalistas. Os vencedores serão conhecidos dia 15 de novembro. 

Ah, e o projeto também tem uma exposição no Museu Mamam de Recife até o começo de novembro.   
Imperdível! Fabiana brilhando no Jornal do Commercio!

Brenda Ligia em A História de Mim
Concorrendo ao Prêmio Esso de Jornalismo (Fabiana Moraes/ JC)
 

9 de outubro de 2014

Prêmio de melhor filme para Sangue Azul (Festival do Rio)

Cineasta Lírio Ferreira e atriz Brenda Ligia
em Fernando de Noronha (Sangue Azul)
Ontem à noite, no Rio de Janeiro, nosso "Sangue Azul - O Filme" ganhou o prêmio de melhor longa-metragem de ficção no Festival do Rio | Rio International Film Festival (concorrendo com 41 outros longas)! O cineasta Lirio Ferreira também foi premiado como melhor diretor. De fato, todas as vezes em que tive o privilégio de ser dirigida pelo talentoso pernambucano, criou-se uma atmosfera mágica onde a criatividade reinava. O homem trabalha com aquele brilho nos olhos de criança quando abre um brinquedo pela primeira vez. Ele vibra (ou sofre) junto com a gente! É um artista que consegue extrair o melhor de cada ator, pois sabe exatamente o que quer de cada cena (ou finge saber muito bem! hehehe), agregando ao fluxo imprevisível do processo criativo. Isso é lindo e raro!



Sangue Azul no Festival do Rio
Lirio Ferreira, vulgo "Gatito", um cineasta sensível e aberto ao teatro do acaso, permite que seu talento instintivo comande o elo ator-diretor. É rico, único e gratificante! Quem viveu, sabe como é... amor à arte e à vida. 


Gatito, parabéns! Muito amor pra você! Muito obrigada! "Jandira" foi um personagem inesquecível que você me deu de presente para batizar Fernando de Noronha com nosso "Sangue Azul". Aprendi muito com você e com sua trupe de primeira linha... experiência única! 


PS.1: Sangue Azul, que também levou prêmios no Paulínia Film Festival, será exibido em breve, no festival Janela Internacional de Cinema do Recife. Por enquanto, segue sem data de estreia nacional. Também estou louca pra assistir! Parabéns, também, pro Rômulo Braga, que ontem ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante. 


PS.2: Abaixo, trechos de um episódio da série de televisão "Somos Um Só" (Tv Cultura), sob direção de Lírio Ferreira. Com: Brenda Ligia, Xico Sá, Mário Bortolotto, José Mojica Marins Zé Do Caixão, Lirinha, Halley Maroja e grande elenco.

8 de outubro de 2014

Amor incondicional

Brenda e Raul (#34 semanas). Foto: Edson Kumasaka. Maquiagem: Sabrina Simões
Nem o sol nascendo na praia dos Carneiros, nem o sonho bom do sono de conchinha com o amado, nem o escuro do cinema com a música que emociona. Nem a galinhada que minha vó fazia, nem o passeio inesquecível aos jardins italianos do Lago Maggiore, nem a hora da descida no barco Viking, nem as crises de riso incontrolável na calada da noite. Nada disso, nem tudo isso, pode ser comparado à felicidade de olhar o resultado do exame “ecocardiografia fetal com mapeamento de fluxo em cores” e ver que o neném está perfeitamente saudável! De repente, isso é tudo o que me importa na vida.

Pode sugar todo o cálcio dos meus dentes. Botar peso na minha bacia. Ocupar todo o espaço interno, me deixar cheia de azia. Quando ele se mexe, nadando brincalhão aqui, me derreto e o amor transcende. Raul, que me conhece por dentro, mesmo depois de sair, irei carregá-lo pra sempre no coração. Isso é amor incondicional.

Em breve, eu e seu pai voltaremos pra casa pra esperar você ficar pronto pra vir à luz... meu filho pernambucano, com muito orgulho.

4 de outubro de 2014

Deus

São Paulo
O táxi estava parado no ponto. Pedi pra me deixar na Juscelino.
-Pra quando é?
-Ué, agora.
-Não, o bebê.
-Ah, novembro.
Riso amarelo via retrovisor.
-Eu também tenho 3 meninas. Mas tô separado delas. Aprontei com a minha mulher, sabe, moça? Eu mexia com coisa errada...
Por algum motivo que até agora não consigo desvendar, o taxista resolveu desabafar comigo. Em menos de alguns quarteirões, incluindo o trânsito do rush, me contou que aplicava golpes em caixas eletrônicos. É... isso mesmo.
Falando em banco, eu, no de trás, procurava transparecer serenidade diante da revelação.
Av. Europa parada, imagina. Ele disse que um dia foi pra quadra curtir com os trutas e traiu a esposa com uma prima. Aí foram pro hotel e passaram a noite no “rá-tá-tá”.
-Quando o dia tava clareando, me vi naquela situação. Pensei na minha família, me ajoelhei e pedi a Deus pra me salvar. Eu não aguentava mais! E ele falou comigo, sabe? Eu senti, moça, te juro pra você.
Concordei com a cabeça; “é... tava doidão”.
-Mas eu ainda tinha um corre pra fazer de manhã com os camaradas. Era pra ser o último. E cê acredita que nós rodamos?!
Eu, passageira sonsa, achando tudo su-per nor-mal.
Contou que ficou mais de 1 ano preso. A mulher só foi visitá-lo uma vez. As filhas, nenhuma. “Porque cadeia não é lugar de criança”. Na cela, fez vários amigos firmeza. Ficar trancado foi até bom pra largar o crack, porque estava desandado. E foi lá dentro que recebeu a bênção e Deus tocou seu coração: foi curado pelo Pai. Emocionado, enxugou os olhos por trás dos óculos de grau.
-Aprendi a roubar por causa da televisão, vendo o Lucas da novela Top Model, lembra? Pena que perdi minha família por causa disso... olha ali, que da hora!
De repente, viu um prédio comercial, na Faria Lima, todo espelhado e moderno. Achou lindo; pegou o celular e tirou 3 fotos. “Vou mandar pra ela, pelo whatsapp”. Ah, tá.
Ufa, chegamos. Parou o carro. Confusa, dei 30 reais.
-Moça, posso te fazer uma pergunta pra você?
Ai, ai, ai... gelei. Mas manda, vai. Ele quis saber se, quando eu rezava pra pedir alguma coisa pra Deus, conseguia ouvir a resposta dos céus.
-Olha, pra ser sincera, moço, ultimamente não tenho pedido nada pra Deus, não. Somente agradeço, todos os dias. E muito obrigada... fica com Deus.
Sorri e bati a porta tão forte que quase não deu pra ouvir quando ele respondeu “amém”. Foi sem querer.

2 de outubro de 2014

Libertem Angela Davis

Libertem Angela Davis
Saí do cinema extasiada com o primoroso documentário “Libertem Angela Davis”, que teve estreia hoje. Que mulher! Que força! Que mito! Poder para fazer História e combater o sistema, lutando pela liberdade dos oprimidos. Símbolo de resistência contra o racismo, o machismo, a injustiça social... que belo exemplo de amor, luta e revolução política!
O filme é lindamente arranjado, bem montado, ilustrado, musicado... super envolvente. Me fez lembrar que as dores da vida podem nos derrubar ou fortalecer; a escolha está dentro de cada um de nós. E é possível sentir-se livre mesmo estando confinada a algo, pois o conhecimento é o poder capaz de mudar o mundo... PODER PARA O POVO!
Assistam... “Libertem Angela Davis”!
http://youtu.be/Yp9StQhWGdc (música para ela, feita por John Lennon) 

Reta final do trabalho

Estamos na primeira reta final de trabalho... agradeço a cada um desta equipe de primeira com quem tive o prazer de conviver ao longo dos últimos meses. Obrigada, meus caros! Até a próxima.
Brenda Ligia em gravação no estúdio

Equipe D14 Filmes / SP

29 de setembro de 2014

Sangue Azul nos cinemas do Rio de Janeiro

Pra quem estiver no Rio de Janeiro esta semana, tem "Sangue Azul" nos cinemas, no Festival do Rio | Rio International Film Festival!
Longa-metragem de Lírio Ferreira, que traça um paralelo entre o cinema e o circo, falando de mar, arte e amor... 
(PE+ Drama Filmes/SP)

Com: Daniel de Oliveira, Sandra Corvelone, Milhem Cortaz, Matheus Nachtergaele, Brenda Ligia Miguel… e grandioso elenco.

É HOJE, amanhã e depois (seg, ter e qua; 29/set a 1/out). 

28 de setembro de 2014

Soneto de aniversário

"Passem-se dias, horas, meses, anos, amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida, entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida, diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos, melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura, à medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece."
Soneto de aniversário, Vinicius de Moraes 
Brenda e Marcelo
Parabéns ao dono do meu maior sorriso... feliz aniversário!
Brenda (e Raul)

23 de setembro de 2014

Pai e Mãe: ouro de mina

Eu e meu pai, Sr. Paulo Miguel, brindando à vida no Champs Elysées
Ontem foi aniversário do MELHOR PAI DO MUNDO... o meu!!!
Meu pai, meu herói... o homem mais íntegro, inteligente, honesto, trabalhador, simples, forte, responsável e guerreiro que conheci nesta vida. Desde a infância, papai sempre foi nossa base sólida. Pra mim e meus irmãos, um grande exemplo de vida. Mais que um pai: um amigo conselheiro com quem podemos contar, nos bons e maus momentos, desde sempre. Foi ele quem nos ensinou a ser mais “gente”, a lutar pelo que se acredita, com pé no chão, respeitando o próximo e tentando ser melhor a cada dia.
Feliz de quem tem um pai como o nosso! Harmonia perfeita entre afeto e rigor. Ele cavava buracos na areia pra me ajudar a construir os mais imponentes castelos. Botava o despertador pra 2:30h da manhã para me buscar nas festinhas, e ainda dava carona pras amigas da escola. Sempre insistiu para que fizéssemos inglês, francês, música, faculdade... Nos levava pra passear na Disney, em Nova Iorque, no Caribe, na Europa... Foi dele que herdamos a visão de mundo, o amor à família, a atitude perante a vida e as características genéticas. Só não herdamos os olhos da cor verde-esmeralda do negro mais bonito do Brasil (por dentro e por fora): meu pai, Sr. Paulo Miguel, com muito orgulho. Para sempre, muito grata por tudo, papai. FELIZ ANIVERSÁRIO, te amoooo!
(saudades)
E hoje é aniversário da MELHOR MÃE DO MUNDO... a minha!!!
Mexerica Filmes orgulhosamente apresenta: "8 minutos com minha mãe". Estrelando: Dona Marizia Coelho. Direção, roteiro e edição: Brenda Ligia.
Parabéns, mamãe! 

22 de setembro de 2014

Histórias Mestiças

Brenda Ligia e Marisa Orth na exposição Histórias Mestiças

Histórias Mestiças é uma exposição com profunda e renovada investigação sobre as matrizes formadoras do povo brasileiro: a questão da mestiçagem e seu rebatimento na produção artística.

Traz ao público não uma história da mestiçagem, mas uma mestiçagem de muitas histórias.

Em cartaz até 5 de outubro no Instituto Tomie Otakie (entrada gratuita). 





Operários, Incômodo, Contigente Yanomami e Parangolé



OPERÁRIOS” (1933, Tarsila do Amaral)
O quadro, que recebeu muitas críticas, representa o imenso número e variedade racial das pessoas vindas de todas as partes do Brasil para trabalhar nas fábricas que começavam a surgir no país, principalmente nas metrópoles, como em São Paulo, na década de 30, impulsionando o capitalismo e a imigração.

INCÔMODO” (2014, Sidney amaral/ Sidney Amaral)
“Se negro sou, ou sou bode
Pouco importa. O que isto pode?
Bodes há de toda a casta,
Pois que a espécie é muito vasta.
Há cinzentos, há rajados,
Baios, pampas e malhados,
Bodes negros, bodes brancos,
E, sejamos todos francos,
Uns plebeus, e outros nobres,
Bodes ricos, bodes pobres,
Bodes sábios, importantes,
E também alguns tratantes”
Luís Gama (o maior abolicionista do Brasil, em 1859)
CONTINGENTE YANOMAMI” (2003, Adriana Varejão Atelier)
Adriana trabalha bastante com azulejos e está entre as mais bem-sucedidas artistas do circuito mundial de artes plásticas. Sua obra tem como base o período colonial brasileiro, e ela se inspira nos botequins cariocas e nos banheiros públicos europeus.

PARANGOLÉ” (Hélio Oiticica)
Hélio Oiticica chamava o Parangolé de "antiarte por excelência". Trata-se de uma espécie de capa que não desfralda plenamente seus tons, cores, formas, texturas, grafismos ou as impregnações dos seus suportes materiais (pano, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, esteira).

Nixi Pae, A Negra, Baiana e Macumbinha
EM BUSCA DO SAGRADO JIBÓIA NIXI PAE” (2014, Ernesto Neto).
O ritual do Nixi Pae é cantado todo na sua língua de origem, o hatxã kuin, e segue a tradição milenar de seus antepassados. Conta o mito de que foi a jibóia encantada que trouxe esta medicina sagrada (Ayauaska) para seu povo.
Chocalhos, pimenta, cravo… experiência sensorial deliciosamente única!

A NEGRA” (Alfredo Volpi)
Alfredo Volpi (1896-1988) foi um pintor ítalo-brasileiro considerado pela crítica como um dos artistas mais importantes da segunda geração do modernismo. Uma das características de suas obras são as bandeirinhas e os casarios. Em 1927, Volpi conheceu o seu grande amor, uma pessoa com quem se afeiçoava muito: uma garçonete chamada Benedita da Conceição, com quem teve uma filha. É quase certo que sua mulher tenha sido sua modelo para o quadro Mulata.

BAIANA” (artista desconhecido, 1850)

MACUMBINHA” (2008, Erika Verzutti/ Erika Verzutti)
Sabe por que a pipoca é usada nos trabalhos?
"A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. E você, o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?"(Emídio de Ogum)
A Mestiça, Aleijadinho, Velho Ex-Escravo e Índia

A MESTIÇA” (1934, Candido Portinari)

"Aleijadinho" (Minas Gerais, 1738)
Quase nada ficou registrado sobre sua vida pessoal, a não ser que gostava de se entreter nas "danças vulgares" e comer bem, e que amasiou-se com a mulata Narcisa, tendo com ela um filho. Depois de 1777 o artista começou a exibir sinais de uma misteriosa doença degenerativa, que lhe valeu o apelido de "Aleijadinho". O seu corpo foi progressivamente se deformando, o que lhe causava dores contínuas; teria perdido vários dedos das mãos, restando-lhe apenas o indicador e o polegar, e todos dos pés, obrigando-o a andar de joelhos. Para trabalhar tinha de fazer com que lhe amarrassem os cinzéis nos cotos, e na fase mais avançada do mal precisava ser carregado para todos os deslocamentos - sobrevivem recibos de pagamentos de escravos que o levavam para cá e para lá, atestando-o. Para ocultar sua deformidade vestia roupas amplas e folgadas, grandes chapéus que lhe escondiam o rosto, e passou a preferir trabalhar à noite, quando não podia ser visto facilmente, e dentro de um espaço fechado por toldos.

VELHO EX-ESCRAVO” (1925, Lasar Segall)
O velho Olegário, um ex-escravo de olhar embaçado pela idade avançada, posou para Segall diante do terraço da casa de uma fazenda no interior de São Paulo. Segall se impressionou de tal forma com o rosto vincado do negro Olegário, semelhante a uma máscara expressionista, que transformou esse personagem na figura central da grande tela Bananal, de 1927, hoje no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

ÍNDIA” (Anita Malfatti)
Anita Malfatti (SP,1889 - 1964) nasceu com atrofia no braço e na mão direita. Aos três anos de idade foi levada pelos pais à Itália, na esperança de corrigir o defeito congênito. Os resultados do tratamento médico não foram animadores e Anita teve que carregar essa deficiência pelo resto da sua vida.
"Eu tinha 13 anos, e sofria porque não sabia que rumo tomar na vida. Nada me revelara minha sensibilidade. Resolvi, então, me submeter a uma estranha experiência: sofrer a sensação absorvente da morte. Achava que uma forte emoção, que me aproximasse violentamente do perigo, me daria a decifração definitiva da minha personalidade. E veja o que fiz. Nossa casa ficava próxima da estação da Barra Funda. Um dia saí de casa, amarrei fortemente as minhas tranças de menina, deitei-me debaixo dos dormentes e esperei o trem passar por cima de mim. Foi uma coisa horrível, indescritível. O barulho ensurdecedor, a deslocação de ar, a temperatura asfixiante deram-me uma impressão de delírio e de loucura. E eu via cores, cores e cores riscando o espaço, cores que eu desejaria fixar para sempre na retina assombrada. Foi a revelação: voltei decidida a me dedicar à pintura."
Anita Malfatti

21 de setembro de 2014

Minha Luz

Ontem fui fazer pé, mão e hidratação num salão da Vila Nova Conceição (a rima, aqui, foi desproposital). Prestes a entrar em transe relaxante no lavatório, surgiu uma senhora, cliente habitual, de cabelo violeta. Senti sua mão apalpando minha barriga...
-Tá de quantos meses? 
Cuidando da beleza
Ah, não... posso até parecer legal, mas no fundo, no fundo, não ando lá muito sociável.
-Quase 8.
-Com essa barriga enooorme?! Impossível estar só de 8... está muito grande! Vai nascer a qualquer momento, menina. Ou você tem diabetes?!
-Não... não tenho.

De olhos fechados, senti o jato d’água morninha lavando meu bulbo capilar. “Ah, tá... então quer dizer que esta sábia senhora desconhecida sabe mais que meu obstetra, que os 5 ultrassons estavam errados, e que todos os exames do meu pré-natal mentiram pra mim!”

-Olha, eu tive 6. Todos nasceram com olhos azuis! Saiba que, desde bebê, é importante não mimar, viu? Quando chorar, você não pode pegar no colo, não. É manha. Tem que deixar no berço, pra aprender desde cedo.

“Aprender o quê, minha senhora!? A lidar com o abandono? Isso só pode ser pegadinha...”

-E outra coisa: você tem marido, né? Pra vocês dormirem de noite, não pode acostumar a mamar no peito, não. Pros meus eu já dei mamadeira logo cedo. E dormiam a noite inteira, era uma beleza. Você se recupera rápido e não fica com os seios caídos... ainda mais você, que já tem bastante. Senão o marido que sente, né?

E riu. Sozinha. A danada da velha.

Aí falei pra cabeleireira que preferia enxaguar o produto em casa, mesmo. Enquanto passava meu cartão de débito, a senhora ainda teve tempo para soltar a seguinte pérola:
-Você não faz escova? Quando nascer, vai precisar ter um cabelo mais prático. A moça que trabalha lá em casa passou um produto que deixou o dela bem lisinho... e era igualzinho ao seu. Ficou até mais bonita!

Então tive que respirar fundo... e engolir minha vontade de chorar. Sorte dela que aprendi, com meus pais, a respeitar as pessoas; sobretudo os idosos de cabelo violeta. Driblei meu lado Darth Vader, que queria estapear Dona Alaíde ali mesmo, e, de pé na saída do salão, desembuchei:

-Dona Alaíde, hoje tive um dia bom: trabalhei com pessoas queridas, comi um prato delicioso no almoço, vi coisas belas que encantam meus olhos. Infelizmente, justo quando vim relaxar aqui no salão, tive que ficar ouvindo essa ladainha da senhora, que foi a pior coisa que aconteceu no meu dia. Num mundo cheio de desgraças reais, até que tá bom, né? Não posso reclamar... boa noite, gente, obrigada.

É... educação, elegância e bom senso passaram longe desta Dona Madame. E eu preciso me fortalecer para lidar com os “bem-intencionados” que, eventualmente, se sentirão ofendidos quando eu rejeitar conselhos não solicitados sobre como viver esta fase linda, intensa e amorosa, mas que, obviamente, também tem suas sombras. Estou disposta a passar por todas; só não admito que venham apagar minha luz. 
Existe amor em SP

13 de setembro de 2014

Estreia Internacional de "Rabutaia"

A boa nova: nosso filme "RABUTAIA" vai ter estreia internacional! Fomos selecionados para o "Golden Orchid International Festival", nos Estados Unidos (Pensilvânia). Iremos concorrer com outros curtas da Alemanha, Espanha, Egito, França, Inglaterra, Noruega, México, Itália... e a gente lá, no meio disso tudinho! Feliz da vida…
"Rabutaia" (direção, roteiro e montagem de Brenda Ligia) tem estreia nos Estados Unidos
RABUTAIA (2014, Mexerica Filmes- legendado em inglês)
Direção, Roteiro e Edição: Brenda Ligia.
Com: Gilson Silva, Diva Miguel & família.
Direção de Fotografia: Marcelo Pinheiro.
Color Grading: Cristiano Lemos.
Música: Gustavo DA Lua e Ricardo Miguel.
 
Carnegie Cinema - The Pennsylvania State University (13 a 21 de setembro, 6pm-9pm)
Mais informações no site: http://www.goiaf.com/news.html
(estamos no "Short Films- Group # One")

4 de setembro de 2014

"A História de Mim" no jornal

Geralmente não sou do tipo que, estando num lugar, fica querendo estar em outro; mas esta noite, confesso, adoraria estar no meu Recife para prestigiar a abertura da exposição “A história de mim”, de Fabiana Moraes (profissional de altíssimo nível literário por quem tenho grande admiração). É uma honra participar deste projeto único, que saiu direto do Jornal do Commercio (versão impressa e online) para o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM), onde ficará em exposição até 2 de novembro. Aproveitem! E a visitação é gratuita.

"A História de Mim" no Jornal
Para divulgar o trabalho, o Caderno de Cultura publicou esta foto de quando eu era uma menininha black power de 5 anos de idade. Foi tirada pelo meu pai, meu herói... o homem mais íntegro, inteligente, honesto, trabalhador, simples, forte, responsável e guerreiro que conheci nesta vida. Desde a infância, papai sempre foi nossa base sólida. Pra mim e meus irmãos, um grande exemplo de vida. Mais que um pai: um amigo conselheiro com quem podemos contar, nos bons e maus momentos, desde sempre. Foi ele quem nos ensinou, junto com mamãe, a ser mais “gente”, a lutar pelo que se acredita, com pé no chão, respeitando o próximo e tentando ser melhor a cada dia.

Feliz de quem tem um pai como o meu! Harmonia perfeita entre afeto e rigor. Ele cavava buracos na areia pra me ajudar a construir os mais imponentes castelos. Botava o despertador pra 2:30h da manhã para me buscar nas festinhas, e ainda dava carona pras amigas da escola. Sempre insistiu para que fizéssemos inglês, francês, música, faculdade... Nos levava pra passear na Disney, em Nova Iorque, no Caribe, na Europa... Foi dele que herdamos a visão de mundo, o amor à família, a atitude perante a vida e as características genéticas. Só não herdamos os olhos da cor verde-esmeralda do negro mais bonito do Brasil (por dentro e por fora): meu pai, Sr. Paulo Miguel, com muito orgulho. Para sempre, muito grata por tudo, papai.

PARA LER:
http://especiais.jconline.ne10.uol.com.br/ahistoriademim/brenda
PARA ASSISTIR:

3 de setembro de 2014

Sangue Azul no Festival de Cinema do Rio

Durante as filmagens de "Sangue Azul"
Nosso longa-metragem "Sangue Azul" foi um dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva do Festival do Rio | Rio International Film Festival, que acontece de 24 de setembro a 08 de outubro. SANGUE AZUL é um filme sobre o mar, o circo e a impossibilidade de amar… lindeza pura! 

Direção: Lirio Ferreira
Com: Daniel de Oliveira, Matheus Nachtergaele, Milhem Cortaz, Paulo Cesar Peréio, Sandra Corveloni, Carol Abras, Laura Ramos, Brenda Ligia, & grande elenco. 



O filme ganhou 2 prêmios no Paulínia Film Festival, e agora vamos disputar o troféu Redentor. 
Brenda Ligia em dia de folga na Praia do Leão, em Fernando de Noronha (filmagens de "Sangue Azul")
Atores de "Sangue Azul" nos bastidores da filmagem: Brenda Ligia, Laura Ramos, Rômulo Braga, Glicério Rosário, Armando Babaioff, Carol Abras, Gisele Bossi, Lívia Falcão e Daniel Oliveira.

2 de setembro de 2014

A História de Mim no Museu de Arte Moderna

Aquele projeto do qual participei ganhou mais vida (além do impresso e internet) e agora também vai pro museu! Todos estão convidados para a abertura da exposição "A história de mim", no Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM), no dia 4 de setembro, às 19h. É um prazer fazer parte do trabalho desta artista que admiro muito, a jornalista/ escritora/ pensadora Fabiana Moraes (brilhante!), do Jornal do Commercio.
Além dos registros e relatos pessoais sobre "a vida de todos nós", também haverá palestra "Fotografia, Jornalismo e Memória". Imperdível... apareçam!

PS.: Sabe essa menininha black power na foto dos anos 80? Então. Sou eu. http://especiais.jconline.ne10.uol.com.br/ahistoriademim/brenda

26 de agosto de 2014

Bienal Internacional do Livro 2014 - SP

Hoje, na Bienal do Livro SP (Anhembi), às 15h, tem lançamento de "O Livro das Mulheres Extraordinárias", de Xico Sá (imperdível: página 249, rs rs rs). Depois, às 16h, tem mesa de debate com Xico + os colunistas da Folha de S.Paulo Gregório Duvivier e Antonio Prata. 
O Livro das Mulheres Extraordinárias, de Xico Sá
“Cleópatra era negra e se chamava Brenda Ligia. Sensacional Brenda Ligia, como no balanço da música homônima, é Cleópatra negra banhada de leite por imaginações tantas. Brenda Ligia quando chega aos lugares, os lugares ficam povoados por todos os orixás”. (por Xico Sá)
 
Xico Sá lançou “O Livro das Mulheres Extraordinárias”, com capítulos elogiosos às principais beldades brasileiras do cinema, teatro, televisão, música, moda, literatura... Tem Gisele Bündchen, Taís Araújo, Patrícia Poeta, Fernanda Lima, Camila Pitanga, Sabrina Sato, Luana Piovani, Juliana Paes, Patrícia Pillar, Carolina Dieckmann... e, no penúltimo capítulo do livro (mas não menos importante, sob o justo “critério da desordem”), página 249, entre Malu Mader e Vera Fischer, tem também Brenda Ligia!!!

"Era pouco para o mulherão e o talento, mas ela faz tudo com muito gosto. Um reclame vira um épico (...). Brenda Ligia não entra para brincadeira, embora seja a pessoa mais engraçada do mundo".

Quase tropecei no orgulho e caí no buraco da vaidade, meu caro amigo Xico, com este eterno presente de devoção literária. Pura prosa poética do danado cabra gênio do Crato, que, desde sempre, encanta os corações do mulherio com seu brilho no zóim por trás das lentes garrafais.
Olhe, vou dizer... encerrar o capítulo “BRENDA LIGIA- Das melhores coisas do mundo” falando de Deus, com letra maiúscula e tudo (“um Deus melhor do que aquela falta de fé de Nietzsche”), me fez chorar. Hormônios... será?

Sensacional! Devorei tudinho. E recomendo: “O Livro das Mulheres Extraordinárias”, de Xico Sá, por apenas R$39,90.

"Imagino Brenda Ligia com sua graça ao infinito, inventando um Deus pra mim (...), Brenda Ligia é a própria provação divina cá neste pobre e azulado planeta, eu, quase ateu, ajoelho e boto fé. Ela faz milagre em qualquer tenda". (pág. 250)

Mais um Festival Internacional de Cinema

Abriram a porteira dos festivais internacionais: o curta "Maldita Vougue" (de Melina Schleder e Julia Portella) também foi selecionado para o SAGA Stockholm International Women's Film Festival (Festival Internacional de Filmes feitos por Mulheres), e vai ser exibido em Estocolmo esta semana (29 de agosto, às 18:30h), na noite de abertura. Oba!
Maldita Vougue exibido em Festival de Cinema em Estocolmo

21 de agosto de 2014

Vida!

"Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse a casa dele, e é."
Brenda Ligia e seu menino na barriga (Rio de Janeiro)
É menino! (perfil 6/7 meses)

13 de agosto de 2014

Tragédia e dor

O avião que caiu com Eduardo Campos também carregava outras pessoas... cada um com sua história, seus sonhos, seus amores, seu destino. Hoje perdemos um amigo, Marcelo Lyra (cinegrafista oficial da campanha): grande homem, gente boa, pai de família, surfista, skatista, artista... um cara do bem, que também está fazendo muita falta. Estou sentindo uma forte angústia e rezando para que as famílias tenham conforto e paz. Sobretudo à amiga Paulina, viúva de Marcelo, envio todo o meu amor. 


ROMEO-
Um dia comprei um livrinho de pano para presentear o bebê Romeo, filho do casal de amigos Paulina e Marcelo. Ele me fitou com curiosidade. Olhou pro pacote com os olhinhos vivos. A mãe abriu. Quando viu o que era, largou-o imediatamente no chão e começou a brincar com o embrulho, amassando entre as mãozinhas o papel de presente brilhante, de bolinhas coloridas. Sorriu pra mim com carinha safada, como se dissesse “massa, tia!”. Foi aí que me apaixonei.

No dia desta foto, 21 de julho, chuvosa segunda-feira, a mãe de Romeo me levou à roda de parto humanizado na capital pernambucana, onde moramos. Quem esteve presente naquela noite mágica ouviu relatos viscerais de Paulina, mulher corajosa, que passou muitas horas em trabalho de parto domiciliar para receber seu bebê da forma mais humana possível. Foi amparada, o tempo todo, por um pai presente, ativo, seguro e amoroso: seu marido Marcelo, essencial ao processo de entrega, desde a preparação anterior até o momento em que a cabecinha despontou neste mundo e os pulmõezinhos sentiram a primeira lufada de ar. Desde então, esta criança tem sido a maior alegria da família inteira, celebrando a vida com um sorriso tão largo quanto o da mãe e o do pai, juntos.

Romeo, meu doce menino... o que mais me dói é pensar na tristeza de quem amo. Ah... se eu pudesse envolver vocês numa bolha protetora que anestesia o sofrimento! Voltaríamos no tempo e mudaríamos tudo. Tenho certeza que, antes da tragédia, a última agonia do seu pai foi amenizada pelo pensamento em vocês. Sem palavras para explicar essa fragilidade incicatrizável, porque nossa saudade é imortal. Querido amigo Marcelo Lyra e todos que estavam no avião: descansem em paz, rumando à luz.

8 de agosto de 2014

"Maldita Vougue" em Festival de Cinema Australiano

"Verde é o novo preto! Saiba tudo sobre esta cor de outro planeta." (Vougue) 

O curta-metragem "Maldita Vougue" (direção: Melina Schleder e Julia Portella) foi selecionado para o Sydney Underground Film Festival e vai ter estreia mundial na Austrália, dia 5 de setembro, às 22:30h. Obaaa! 
O filme trata do desejo de se encaixar nos padrões estéticos da sociedade e da maneira como este desejo pode te consumir (e destruir!).

Parabéns a toda a equipe (Wander Wildner está genial, rs rs), principalmente a Melina e Julia (meninas super poderosas)… muito orgulhosa de vocês! 

Viva o cinema nacional!

3 de agosto de 2014

O Livro das Mulheres Extraordinárias

"Brenda Ligia- Das melhores coisas do mundo" em O Livro das Mulheres Extraordinárias (Xico Sá)
“Cleópatra era negra e se chamava Brenda Ligia. Sensacional Brenda Ligia, como no balanço da música homônima, é Cleópatra negra banhada de leite por imaginações tantas. Brenda Ligia quando chega aos lugares, os lugares ficam povoados por todos os orixás”. (por Xico Sá

Hoje acaba a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty. Lá, entre tantas mentes brilhantes da literatura mundial, o grande Xico Sá lançou “O Livro das Mulheres Extraordinárias”, com capítulos elogiosos às principais beldades brasileiras do cinema, teatro, televisão, música, moda, literatura... Tem Gisele Bündchen, Taís Araújo, Patrícia Poeta, Fernanda Lima, Camila Pitanga, Sabrina Sato, Luana Piovani, Juliana Paes, Patrícia Pillar, Carolina Dieckmann... e, no penúltimo capítulo do livro (mas não menos importante, sob o justo “critério da desordem”), página 249, entre Malu Mader e Vera Fischer, tem também Brenda Ligia!!! 

"Era pouco para o mulherão e o talento, mas ela faz tudo com muito gosto. Um reclame vira um épico (...). Brenda Ligia não entra para brincadeira, embora seja a pessoa mais engraçada do mundo".

Quase tropecei no orgulho e caí no buraco da vaidade, meu caro amigo Xico, com este eterno presente de devoção literária. Pura prosa poética do danado cabra gênio do Crato, que, desde sempre, encanta os corações do mulherio com seu brilho no zóim por trás das lentes garrafais. 
Olhe, vou dizer... encerrar o capítulo “BRENDA LIGIA- Das melhores coisas do mundo” falando de Deus, com letra maiúscula e tudo (“um Deus melhor do que aquela falta de fé de Nietzsche”), me fez chorar. Hormônios... será? 
Sensacional! Devorei tudinho. E recomendo: “O Livro das Mulheres Extraordinárias”, de Xico Sá, por apenas R$39,90. Em breve, numa livraria perto de você. OBRIGADA, meu querido Francisco Reginaldo! Brilhe sempre. 


"Imagino Brenda Ligia com sua graça ao infinito, inventando um Deus pra mim (...), Brenda Ligia é a própria provação divina cá neste pobre e azulado planeta, eu, quase ateu, ajoelho e boto fé. Ela faz milagre em qualquer tenda". (pág. 250)

(Agora, deixa eu voltar pra Terra... aaah!)

30 de julho de 2014

"Sangue Azul" premiado no Festival de Paulínia

Nosso longa-metragem "Sangue Azul" (de Lírio Ferreira) ganhou dois prêmios no Paulínia Film Festival: Melhor Fotografia (Mauro Pinheiro Jr) e Melhor Figurino (Juliana Prysthon). 
Atores Matheus Nachtergaele (Gaetan) e Brenda Ligia (Jandira) em cena do filme "Sangue Azul", do cineasta Lírio Ferreira
"Ele busca sempre o ângulo inusitado, o plano original, o movimento de câmera poético. Tem gosto pela linguagem cinematográfica e a conhece. Não basta narrar uma história de maneira competente; é preciso fazê-lo com arte e graça. Com ginga." 
-Luiz Zanin, do Estadão, sobre o cineasta Lirio Ferreira.

27 de julho de 2014

Brenda Ligia em "A História de Mim"


Brenda Ligia em "A História de Mim" (Jornal do Commercio). Imagens: Igo Bione. Reportagem: Fabiana Moraes.
E também no jornal impresso de hoje.
Brenda Ligia em "A História de Mim" (Jornal do Commercio)

23 de julho de 2014

Sangue Azul estreia no Festival de Cinema de Paulínia

Eu nunca tinha mergulhado em Fernando de Noronha até o momento em que fui convidada pelo cineasta Lírio Ferreira para atuar em seu novo longa-metragem “Sangue Azul” (inédito), que estreia no cinema esta semana, competindo no Paulínia Film Festival.
Foi uma experiência intensa. Recomendo aos corajosos, mas não me chamem! Confesso: temi por um eventual piripaque subaquático. Ao mesmo tempo, foi um lindo e inesquecível espetáculo. À época, registrei as seguintes impressões, completamente narcosada com a embriaguez das profundezas...
Mergulho em Fernando de Noronha (Brenda Ligia e Márcio Lisboa)
“Era dezembro e fazia sol na ilha tropical. Borboletas ventavam no estômago da mulher, que, sem pensar, pulou. Com tudo, se jogou. Pesada, afundou.

Primeiro, os pés. Pouco seguros.

Daí, o corpo. Com a alma toda lá dentro, jorrando líquida, quase eufórica.

Por fim, a cabeça. Gorda, faminta de vontades e medos. Pensa.

Eu, surto. Ela, Mente.

Respirei ar seco, bolhas e dúvidas. A luz superior ofuscou minha falsa coragem. Então, enxerguei as algas todas, leves, dançando valsa úmida ao balanço das águas... bonito espetáculo, o fundo do mar!

Meu quase-livre-arbítrio sorriu por dentro. Olhei o peixe das cores mais belas do mundo, os corais formando núcleos de poesia, as tartarugas majestosas que desfilavam sua pompa... encanto, pureza e magia. Tudo era vida!

Quando notei que naquele mundo azul reinava a harmonia suprema, me senti tão grata e viva que até me afoguei em paz. Aí sim, valeu.”

Por Lenda Brígia ou Brenda Ligia

Sexta-feira, dia 25 de julho de 2014: estreia de “Sangue Azul” no Festival de Cinema de Paulínia.

22 de julho de 2014

Antes que eu morra

“Ninguém lê um livro. Lê-se através dos livros”.
Antes que eu morra, de Luis Erlanger
É fascinante notar o quão criativas são algumas pessoas. Acabei de devorar o vaporoso “Antes que eu morra”, de Luis Erlanger: para maiores de 16, por conter sexo, drogas e violência. Mas não só. Tem, também, experiência, linguagem, escândalo, frenesi, suspense, ritmo, política. Pra mim, um “livro-filme”, se é que o termo existe. Road-book pode?

O protagonista sem nome tem caráter único: ame ou odeie este egocêntrico ser que não tem umbigo, especialista em generalidades, que tergiversa o quanto lhe convém, divagando, no divã de análise, por páginas e páginas, como em tempo real. Às vezes não se entende o que quer dizer, afinal, ninguém saca tudo, o tempo todo, com maestria, seja nas neuras da psicanálise ou nas da vida, mesmo.

A ideia central do livro é incrível. O primor do título se encaixa perfeitamente à feroz habilidade de contar histórias viscerais com verdade e paixão. Em “Antes que eu morra”, Erlanger nos provoca o tempo todo: “será isso verdade?”

Confesso que investiguei, via ferramenta de busca, desde histórias de músicas como “Otis Regrets” até paranoias de sobrevivente às pragas mundanas.
Em um dos capítulos, tentando ser discreta, me peguei fazendo a experiência de pressionar as pálpebras, de olhos fechados contra a luz, para ver as imagens daquelas estrelinhas que aparecem pra gente na escuridão do olhar, como num passe de mágica visual. Coisa que todo mundo conhece, mas ninguém teve ideia de escrever.
 Gostei bastante desta fértil viagem com volta, rumo ao intelecto. Obrigada, Sr. Erlanger... detetive da alma.

Da minha vida, apenas agradeço ao meu pai por ter morrido cedo o suficiente para eu não precisar matá-lo, e à minha mãe, por ter vivido o bastante para perder a vontade de comê-la”. (L.E.)

PS.: Agora quero ler “Quarto de Despejo” (Carolina de Jesus) e/ou “Ponciá Vicêncio” (Conceição Evaristo). Tô caçando, mas não encontro. Alguém tem pra emprestar? Garanto devolução certeira em até 10 dias, sem despesas para o fornecedor, c/ frete para São Paulo e minha gratidão eterna. Quem ajuda? Muito obrigada.

19 de julho de 2014

Apenas um momento

Hoje é dia de pegar resultado de ultrassom no laboratório: justo sexta, o pior trânsito. Aí resolvi contratar um motoboy, que veio rápido, apressado. O jovem rapaz, negro franzino, tirou o capacete, pegou os dados todos, e, quando cruzava o portão do prédio para seguir seu destino, falei:
“Ó, lá fecha às 18h, mas, se não der tempo, não precisa ficar aperreado, desesperado, correndo feito doido nessa moto, tá?”
Ele, estático, ouvia.
“Sua vida vale muito mais que '30 reais ida e volta', rapaz... não se esqueça disto”.
Percebi que seus olhos, úmidos, voaram longe, perdidos n’alguma lembrança. Com voz embargada, respondeu:
“Dona Brenda, 'vou te contar uma coisa' pra senhora... se minha mãe perder dois filhos em uma semana, ela é que morre”.

Silêncio.
Vazio.
Começou a chover.
Virou as costas e saiu carregando sua história e suas dores no baú da empresa.
E eu, aqui, envolta na minha felicidade fácil... sei que não faltam lágrimas pras grandes tragédias do mundo, mas... AH!, as individuais também me tocam tão fundo!

17 de julho de 2014

Estreia Internacional do meu novo filme

Ah! Meu novo curta-metragem "Ah!" (Direção, Roteiro e Edição: Brenda Ligia, no qual também atuo) foi selecionado para um festival de cinema e terá estreia internacional no Feria Internacional de Cine de Manizales FICMA, que acontece na Colômbia, de 29 de julho a 2 de agosto. 

Este filme é baseado na música "Ah!" da banda os poETs (Alexandre Brito, Ricardo Silvestrin e Ronald Augusto; valeu, meninos!). O diretor de fotografia é meu parceiro na vida e na arte, Marcelo Pinheiro.

O FICMA está em sua 5ª edição, acumula público de mais de 4 mil pessoas, e sua seleção oficial da Mostra Internacional tem filmes (longas e curtas) do Japão, França, Rússia, Itália, Espanha, Cuba, Índia, Suíça, Alemanha, Brasil... entre outros.

Ou seja: tô feliz e rindo à tôa!  

Link da seleção oficial: http://www.ficma.co/info/seleccion-oficial/ 

Ah! (obrigada)

10 de julho de 2014

Meu coração de pedra-pomes

Meu Coração de Pedra-Pomes (Juliana Frank).
Mudando de pato pra ganso (não os jogadores, mas a expressão): você sabe o que é trabalhar todos os dias esfregando a imundície do chão de um hospital? E ser considerada louca por Deus e o mundo, vivendo sua própria realidade inventada? Prestando serviços escusos aos pacientes, fazendo macumba nas horas vagas, sonhando com um amor de mentira e colecionando coisas bizarras?

Então… a personagem deste livro, "Meu coração de pedra-pomes", sabe. Foi criada por esta jovem moça escritora, Juliana Frank, que incomoda muita gente com sua escrita ousada e original. Eu gosto. Indico. Parabéns, Juliana… mexeu comigo, entre gargalhadas e repulsas, entrei na sua loucura sã. Obrigada!
Agora, voltemos às notícias da Copa.

"É triste quando temos nossa própria vida pra cuidar e perdemos a dos outros". (pág. 60)