Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

Minha foto
Brenda Ligia, atriz. Estreias em 2017: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa da Macondo Filmes/SP); “Causa Mortis” (curta da LRJ Filmes/PE), “Sob Pressão” (série da Rede Globo/ direção: Andrucha Waddington) e “África da Sorte” (série da TV Brasil/direção: Renata Pinheiro). Brenda está nos longas "Todas as Cores da Noite" (Pedro Severien), "As Melhores Coisas do Mundo" (Laís Bodanzky), "Sangue Azul" (Lírio Ferreira), "Bruna Surfistinha" (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão "A Mulher do Prefeito" (Rede Globo), "Beleza S/A" (GNT), "9mm SP" (Fox), "Somos Um Só" (TV Cultura). Também é apresentadora e videomaker (roteiriza, dirige e monta curtas autorais). Protagonizou diversos comerciais e videoclipes musicais. Estudou no Teatro Escola Macunaíma/SP; atuou em comédias, musicais, infantis e dramas. Foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida!”, de Ana Maria Gonçalves, no Auditório Ibirapuera (nov/16). É formada em Comunicação Social pela Faculdade Oswaldo Cruz/SP, cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

22 de julho de 2014

Antes que eu morra

“Ninguém lê um livro. Lê-se através dos livros”.
Antes que eu morra, de Luis Erlanger
É fascinante notar o quão criativas são algumas pessoas. Acabei de devorar o vaporoso “Antes que eu morra”, de Luis Erlanger: para maiores de 16, por conter sexo, drogas e violência. Mas não só. Tem, também, experiência, linguagem, escândalo, frenesi, suspense, ritmo, política. Pra mim, um “livro-filme”, se é que o termo existe. Road-book pode?

O protagonista sem nome tem caráter único: ame ou odeie este egocêntrico ser que não tem umbigo, especialista em generalidades, que tergiversa o quanto lhe convém, divagando, no divã de análise, por páginas e páginas, como em tempo real. Às vezes não se entende o que quer dizer, afinal, ninguém saca tudo, o tempo todo, com maestria, seja nas neuras da psicanálise ou nas da vida, mesmo.

A ideia central do livro é incrível. O primor do título se encaixa perfeitamente à feroz habilidade de contar histórias viscerais com verdade e paixão. Em “Antes que eu morra”, Erlanger nos provoca o tempo todo: “será isso verdade?”

Confesso que investiguei, via ferramenta de busca, desde histórias de músicas como “Otis Regrets” até paranoias de sobrevivente às pragas mundanas.
Em um dos capítulos, tentando ser discreta, me peguei fazendo a experiência de pressionar as pálpebras, de olhos fechados contra a luz, para ver as imagens daquelas estrelinhas que aparecem pra gente na escuridão do olhar, como num passe de mágica visual. Coisa que todo mundo conhece, mas ninguém teve ideia de escrever.
 Gostei bastante desta fértil viagem com volta, rumo ao intelecto. Obrigada, Sr. Erlanger... detetive da alma.

Da minha vida, apenas agradeço ao meu pai por ter morrido cedo o suficiente para eu não precisar matá-lo, e à minha mãe, por ter vivido o bastante para perder a vontade de comê-la”. (L.E.)

PS.: Agora quero ler “Quarto de Despejo” (Carolina de Jesus) e/ou “Ponciá Vicêncio” (Conceição Evaristo). Tô caçando, mas não encontro. Alguém tem pra emprestar? Garanto devolução certeira em até 10 dias, sem despesas para o fornecedor, c/ frete para São Paulo e minha gratidão eterna. Quem ajuda? Muito obrigada.

Nenhum comentário: