Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz. Estreias em 2017: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa da Macondo Filmes/SP); “Causa Mortis” (curta da LRJ Filmes/PE), “Sob Pressão” (série da Rede Globo/ direção: Andrucha Waddington) e “África da Sorte” (série da TV Brasil/direção: Renata Pinheiro). Brenda está nos longas "Todas as Cores da Noite" (Pedro Severien), "As Melhores Coisas do Mundo" (Laís Bodanzky), "Sangue Azul" (Lírio Ferreira), "Bruna Surfistinha" (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão "A Mulher do Prefeito" (Rede Globo), "Beleza S/A" (GNT), "9mm SP" (Fox), "Somos Um Só" (TV Cultura). Também é apresentadora e videomaker (roteiriza, dirige e monta curtas autorais). Protagonizou diversos comerciais e videoclipes musicais. Estudou no Teatro Escola Macunaíma/SP; atuou em comédias, musicais, infantis e dramas. Foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida!”, de Ana Maria Gonçalves, no Auditório Ibirapuera (nov/16). É formada em Comunicação Social pela Faculdade Oswaldo Cruz/SP, cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

23 de abril de 2013

Teatro, Cena e Crítica

Teatro, Cena e Crítica: Nelson Rodrigues/ Seminário Pernambuco (Teatro Marco Camarotti)
Curso com Fátima Saadi (RJ)/ Sesc PE (realização: Rudimar Contâncio/ coordenação: Antonio Cadengue)

A moralização típica da comédia de costumes e do melodrama transforma-se em discussão moral ou discussão da moral.
Curso intensivo com F.Saadi, com espetáculos, conferências, palestras e debates com outros especialistas no tema.

Acima, os planos "Alucinação", "Memória" e "Realidade", no palco do Teatro Marco Camarotti, em Recife. 
Mergulho intenso nos estudos de procedimentos como a síntese, o jogo de versões, a desconstrução do senso comum, o traço forte do grotesco e a vertiginosa rapidez da ação. 

Mestre e Diretor Antonio Cadengue no Teatro Marco Camarotti
Nelson Rodrigues 
 TEATRO DESAGRADÁVEL, por Nelson Rodrigues (outubro de 1949)
"No meu exagero, dividia os nossos autores em duas classes: a dos falsos profundos e a dos patetas. Esta última sempre me pareceu a melhor, a mais simpática. Recebi, muitas vezes, este conselho:'Você precisa perder a mania de ser gênio incompreendido!'.
Enveredei por um caminho que pode me levar a qualquer destino, menos ao êxito. Que caminho será esse? Respondo: de um teatro que se poderia chamar assim - desagradável. Numa palavra, estou fazendo um "teatro desagradável", peças desagradáveis. E por que peças desagradáveis? Segundo já se disse, porque são obras pestilentas, fétidas, capazes, por si só, de produzir o tifo e a malária na platéia.
Peçam tudo, menos que eu renuncie às atrocidades habituais dos meus dramas. Considero legítimo unir elementos atrozes, fétidos, hediondos ou o que seja, numa composição estética. Qualquer um pode, tranqüilamente, extrair poesia de coisas aparentemente contra-indicadas. E continuarei trabalhando com monstros. Quando escrevo para teatro, as coisas atrozes e não atrozes não me assustam.
Quando se trata de operar dramaticamente, não vejo em que o bom seja melhor que o mau. Passo a sentir os tarados como seres maravilhosamente teatrais. E no mesmo plano de validade dramática, os loucos varridos, os bêbados, os criminosos de todos os matizes, os epiléticos, os santos, os futuros suicidas. A loucura daria imagens plásticas e inesquecíveis, visões sombrias e deslumbrantes para uma transposição teatral!" (trechos)

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