Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz. Em 2018 estreia na série “Assédio” (Rede Globo), “África da Sorte” (TV Brasil), “Onde quer que você esteja” (longa), “Flores do Cárcere” (longa), “15 segundos” (longa), “Causa Mortis” (curta). Formada na Faculdade de Comunicação Social; curso técnico profissionalizante de Teatro (SP); curso superior na University of the West Indies (Trinidad & Tobago). 6 séries de TV (“Sob Pressão”/ Rede Globo; “A Mulher do Prefeito”/ Rede Globo); em cinema, 7 longas (“As Melhores Coisas do Mundo”/ Laís Bodanzky; “Bruna Surfistinha”); 10 curtas; 9 espetáculos teatrais; 10 campanhas (como apresentadora); 15 comerciais (publicidade, institucionais) e 8 videoclipes. Inglês fluente, francês avançado. Também diretora, roteirista e montadora de 5 curtas: “Aqui Jaz” (prêmio ‘melhor atriz de curta’ p/ Brenda Ligia no CinePE 2017), “Rabutaia”, entre outros. Contato: brenda.ligia@hotmail.com

8 de março de 2014

8 de março na Folha de SP

Primas Brenda Ligia Miguel e Ana Maria Gonçalves

Eu, caçula, amo meus irmãos mais velhos, mas sempre quis ter uma irmã pra dividir o quarto, os segredos, as roupas, a vida. Aí, um belo dia, minha prima foi pra SP morar com a gente por um tempo. A jovem Ana Maria dava aulas de inglês; era quase independente. Tinha amigos da Faap que tocavam violão em turmas. Gostava de ficar lendo, quietinha, no nosso apartamento em Higienópolis. Eu achava lindo seu jeito de trançar os cabelos crespos à hora de dormir. Os olhos, claros, num tom de verde com amarelo e mel. Criamos piadas internas em mineirês-dialeto; víamos televisão com o aparelho desligado (juro!), comentando os supostos programas imaginários e rindo do nosso próprio "burricimento". Uma vez, peguei seu diário escondido (eu queria ser Ana), mas confessei o pecado; perdoada. Minha prima, amiga, virou irmã, com todo o amor que pode haver nessa vida, incluindo conselhos ácidos. 

Depois da faculdade de Publicidade e de toda a loucura da cidade, a prima se cansou e bolou um plano: foi pra ilha de Itaparica morar numa casa com paredes coloridas, bem pertinho do mar. Escreveu um livro: sucesso. E depois escreveu outro: quase mil páginas de mais sucesso ainda, Um defeito de cor - O livro - de Ana Maria Gonçalves, que chamou atenção do cineastaFernando Meirelles e deve virar série da Rede Globo com direção de Luiz Fernando Carvalho. Aguardem... a moça promete e cumpre.

Depois de anos morando em Nova Orleans, ela está de volta ao solo brasileiro. Atualmente, trabalha em série pra TV e filme pro cinema, no melhor estilo do longa premiado do Oscar "12 Anos de Escravidão". No nosso caso, o personagem brasileiro é Luís Gama, que foi escravizado, leiloado, e, com persistência, conseguiu liberação do cativeiro após "7 anos de escravidão". Seus relatos escritos no Brasil escravocrata do século XIX são os únicos de que se tem notícia. Nos Estados Unidos, eles preservam documentos com narrativas de ex-escravos. Aqui no Brasil, não. Por isso, gente como minha prima-irmã-amiga Ana Maria Gonçalves é fundamental para passar a limpo nossa História suja. Orgulho, saudade e gratidão. 

HOJE, 8 de março, no jornal Folha de S.Paulo, na capa da Folha Ilustrada
(guardem pra mim esta matéria de Sylvia Colombo, por favor!) 
Folha de SP (Ilustrada): matéria sobre o trabalho de Ana Maria Gonçalves

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