Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

Minha foto
Brenda Ligia, atriz. Estreias em 2017: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa da Macondo Filmes/SP); “Causa Mortis” (curta da LRJ Filmes/PE), “Sob Pressão” (série da Rede Globo/ direção: Andrucha Waddington) e “África da Sorte” (série da TV Brasil/direção: Renata Pinheiro). Brenda está nos longas "Todas as Cores da Noite" (Pedro Severien), "As Melhores Coisas do Mundo" (Laís Bodanzky), "Sangue Azul" (Lírio Ferreira), "Bruna Surfistinha" (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão "A Mulher do Prefeito" (Rede Globo), "Beleza S/A" (GNT), "9mm SP" (Fox), "Somos Um Só" (TV Cultura). Também é apresentadora e videomaker (roteiriza, dirige e monta curtas autorais). Protagonizou diversos comerciais e videoclipes musicais. Estudou no Teatro Escola Macunaíma/SP; atuou em comédias, musicais, infantis e dramas. Foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida!”, de Ana Maria Gonçalves, no Auditório Ibirapuera (nov/16). É formada em Comunicação Social pela Faculdade Oswaldo Cruz/SP, cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

4 de abril de 2010

Verdade cênica


Todos os sábados e domingos aquela atriz se apresentava naquele mesmo teatro. No pico dramático do espetáculo, entrava em cena. De costume, fazia bonito no palco. Mas naquela noite, a última, fez diferente.
Entrou ainda mais de verdade. Mergulhou no poço profundo da personagem perdida e se encontrou lá dentro. Só existia aquela vida do palco, a cena da separação.

A dor. A ruptura. O vazio. Ela personificou tudo isso.
A plateia ficou estaticamente hipnotizada por ela, colossal, que estava do tamanho do mundo. Quem não a conhecia, sentia. E quem a amava sentia ainda mais. Ela pulsava, e toda a gente doía junto.
Eu, semi vestida de vestido de noiva, olhava tudo da coxia, com meu coração apertado no peito desnudo. Ela ardia em cena. Brotaram as lágrimas que respingaram em todo o teatro.

Oscar Wilde dizia que a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida.