Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia: prêmio de Melhor Atriz no festival CinePE 2017. Estreias: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa/ Macondo Filmes SP); “Causa Mortis” (curta/ LRJ Filmes), “África da Sorte” (série/ TV Brasil), “15 Segundos” (longa/ prod.: Antonio Fagundes). Brenda está nos longas “Todas as Cores da Noite” (Pedro Severien), “As Melhores Coisas do Mundo” (Laís Bodanzky), “Sangue Azul” (Lírio Ferreira), “Bruna Surfistinha” (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão “Sob Pressão” (Rede Globo), “A Mulher do Prefeito” (Rede Globo), “Beleza S/A” (GNT), “9mmSP” (Fox), “Somos Um Só” (TV Cultura). Formada em Comunicação Social na Faculdade Oswaldo Cruz/ SP. Cursou Técnico Profissionalizante em Teatro no Teatro Escola Macunaíma/SP. Em Teatro, foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida”. Cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). Idiomas: Português, Inglês, Francês. Publicidade: Vivo, Santander, Sebrae, Coca-Cola, Mc Donald’s, Nossa Caixa, Nestlé, Nextel. Também APRESENTADORA e videomaker. CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

30 de março de 2010

Clara

Tenho uma amiguinha criança chamada Clara. Ontem, serelepe que só, mostrou-me, saltitante, que sabia fazer "vampirinho". Trata-se de uma modalidade "caretística" que consiste em tapar o lábio inferior com a arcada dentária superior, deixando à mostra apenas os caninos. Neste caso, um deles completamente mole, prestes a cair. Cutuquei seu dentinho de leite; me deu aflição. Ela riu. Soube que a família inteira se mobilizava em prol daquele dente capenga, temendo o risco de que o engolisse. Cruz credo!

Pois bem; Deus escreve certo por linhas tortas, mesmo. Chegou o momento da criança dentro de mim finalmente fazer gracinha para Clara. Peguei um pequeno cachorro de pelúcia que supostamente imitava o cão real da família (o Pixel) e coloquei-o no chão, como se conversasse com o exemplar vivo de sua raça. Clara, participativa, aproximou-se para dar pitaco no diálogo imaginariamente canino. Subi ao alto dos meus 178 centímetros, e, comigo, veio minha bolsinha levemente parruda, que acertou milimetricamente o canino de Clara, parte atuante do discurso também canino.

Foi tudo muito rápido. Ela começou a gritar. Eu quase. Daí caiu uma pocinha de sangue no assoalho da sala. Aí sim: ela começou a gritar. Chamei sua mãe, mas só o cachorro veio. Lambeu o sangue, como quem apagasse as evidências coaguladas. Levei Clara ao banheiro e lavei sua boquinha, tadinha. Da área de serviço, Dona Catarina (a babá que vende Avon) gritava: "Vê se a menina engoliu o dente!". Até que chegou o irmãozinho e entregou-lhe o dente, triunfante. Então ela parou de chorar. Eu voltei a respirar. E foi assim que uma simples bolsada derrubou o dentinho de leite da filhinha da minha amiga!


PS.: Desde que a comédia Diálogos de Escovas de Dentes estreiou, tenho notado no meu blog diversos posts sobre dentes, siso, dentista, etc... é, no mínimo, curioso! Embora não proposital.

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