Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz. Em 2018 estreia na série “Assédio” (Rede Globo), “África da Sorte” (TV Brasil), “Onde quer que você esteja” (longa), “Flores do Cárcere” (longa), “15 segundos” (longa), “Causa Mortis” (curta). Formada na Faculdade de Comunicação Social; curso técnico profissionalizante de Teatro (SP); curso superior na University of the West Indies (Trinidad & Tobago). 6 séries de TV (“Sob Pressão”/ Rede Globo; “A Mulher do Prefeito”/ Rede Globo); em cinema, 7 longas (“As Melhores Coisas do Mundo”/ Laís Bodanzky; “Bruna Surfistinha”); 10 curtas; 9 espetáculos teatrais; 10 campanhas (como apresentadora); 15 comerciais (publicidade, institucionais) e 8 videoclipes. Inglês fluente, francês avançado. Também diretora, roteirista e montadora de 5 curtas: “Aqui Jaz” (prêmio ‘melhor atriz de curta’ p/ Brenda Ligia no CinePE 2017), “Rabutaia”, entre outros. Contato: brenda.ligia@hotmail.com

21 de maio de 2010

Quando o alívio vira vergonha

Numa manhã de sexta-feira chuvosa, a saltitante moçoila (que NÃO se chamava Brenda Ligia, obviamente, pois trata-se de uma estória fictícia) resolveu dar uma recauchutada no visual, num salão de cabeleireiros qualquer. Nos cabelos, tonalizante castanho escuro; nas cutículas, uma camada de Toque de Ira com Santa Gula; na alma, a vontade de embonecar-se toda.

Ali sentada na cadeira de beleza, com um profissional a seus pés e outro à cabeça, a moça sentiu, de repente, um arrepio da cabeça aos pés. Não era beliscão no bife do dedão nem fisgão no couro cabeludo: era vontade de fazer coco. "Pronto, só faltava essa", pensou a cliente.

-Emerson, preciso ir ao toalete - cochichou ao cabeleireiro, pois este estava mais próximo do orifício pelo qual se cochicha, em relação à manicure.

Foi ao banheiro, então. Forrou. ALÍVIO! Pensou. Se tem algo que as mulheres invejam nos homens (generalizando, é claro) é a capacidade que eles tem de deixar o intestino livre, leve e solto para funcionar normalmente, mesmo quando estão viajando, com a vida desregrada, em ambiente desconhecido... a mulherada trava por dias; a homarada nem tchum!

Por isso ela se encontrava ali, reflexiva e solitária naquele troninho de porcelanato azul bebê, num salão de beleza xis. Esperara três dias por aquele momento profundo, de resgate. Sentia-se íntegra, límpida, leve, solta... sorriu. Limpou. Olhou. Deu descarga. Olhou.

Deu descarga... deu descarga. Olhou. E deu descarga.

Que merda!!! Amaldiçoou todas as descargas molengas e insossas da face da Terra, que só fazem o redemoinho girar e não cumprem seu papel em relação à carga. Nada ecológicas, gastam água à tôa e não resolvem bosta nenhuma.

Olhou. Deu descarga. Olhou. Suspirou, lavando as mãos. Abriu a porta e viu manicure e cabeleireiro a postos, em inércia. Hesitou. Chamou com a mão esquerda enquanto a direita dava descarga. Tudo girava lá dentro. Pediu um balde e fez questão de fazer o serviço sujo, enquanto pensava no alívio que virou vergonha.

3 comentários:

Jefferson de Morais disse...

Brenda, bastante engraçado! rs
Gostei.
Jefferson.

SabrinaLee disse...

Que situação!
Hahahahaha

jaque eller disse...

Que hilário isso, kkkkkkkkk... mas espero que nao aconteça comigo.