Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz. Em 2018 estreia na série “Assédio” (Rede Globo), “África da Sorte” (TV Brasil), “Onde quer que você esteja” (longa), “Flores do Cárcere” (longa), “15 segundos” (longa), “Causa Mortis” (curta). Formada na Faculdade de Comunicação Social; curso técnico profissionalizante de Teatro (SP); curso superior na University of the West Indies (Trinidad & Tobago). 6 séries de TV (“Sob Pressão”/ Rede Globo; “A Mulher do Prefeito”/ Rede Globo); em cinema, 7 longas (“As Melhores Coisas do Mundo”/ Laís Bodanzky; “Bruna Surfistinha”); 10 curtas; 9 espetáculos teatrais; 10 campanhas (como apresentadora); 15 comerciais (publicidade, institucionais) e 8 videoclipes. Inglês fluente, francês avançado. Também diretora, roteirista e montadora de 5 curtas: “Aqui Jaz” (prêmio ‘melhor atriz de curta’ p/ Brenda Ligia no CinePE 2017), “Rabutaia”, entre outros. Contato: brenda.ligia@hotmail.com

7 de abril de 2009

NASCEU!!!

Paulo Henrique, meu pequeno sobrinho, ser tão amado e esperado... hoje você fez a titia chorar de emoção ao te ver pela primeira vez na maternidade São Camilo. Seu corpinho frágil, suas mãozinhas grandes, sua cabecinha lisa e bochechinhas rechonchudas me obrigaram a conter meu afeto e amor por você. Sim, pois minha vontade era te tirar daquela estufa, te segurar no meu colo, te beijar, te abraçar, sentir seus 3kg e 200g de ternura pesando nos meus braços, Paulo Henrique.


Te esperamos há 39 semanas, e agora você ainda prolonga um pouco mais. Ora, Paulo Henrique, meu caro lindo sobrinho recém-nacido: venha logo aqui pra fora, receber os beijos que te esperam. Os presentinhos e mimos. Venha conhecer seu bercinho, seu quartinho, a decoração e tudo mais. Tenho tanto pra contar, e cantar! Você vai ver tudo azul, só pra você!

O mundo é seu, Paulo Henrique, para além da transparência acrílica dessa Unidade de Terapia Intensiva. E é com esse pensamento, querendo te explicar sobre a vida e o mundo aqui fora, meu amado sobrinho, que abro o vão da estufa e canto pra você. Aquela canção da formiguinha da roça, que minha mãe costumava cantar para ninar. E você se agita todo; acho que não gosta.

Quanto estresse, não? Imagino que nascer não seja nada fácil! Gente desconhecida invadindo sua intimidade, abrindo sua casa à força, te puxando pra fora. Luz, barulho, desordem. Tudo tão diferente do lar, doce lar uterino, né? Ouvi dizer que você estava relutante na hora do parto; ficou com preguiça de sair. A titia te entende... deve ser uma delícia ficar no ofurô que é a placenta da sua mãe, enchendo a cara de líquido amniótico.

Mas, passado o susto, Paulinho, te digo: pode vir. Saia. Mame. Golfe. Fique sossegado. Todos vão cuidar de você. Não digo que o pior já passou (ah, os tropeços da vida!), mas garanto que todos faremos tudo que estiver ao nosso alcance (ou fora dele!) para que você tenha uma estadia deliciosamente satisfatória. E feliz.

Acaricio sua fina barriguinha, dou meu dedo (prévia e meticulosamente esterelizado) pra você segurar, e te assisto apaixonadamente, enquanto unha esse seu rostinho tenro de tal maneira inconsequente que só os bebês dominam. Te assisto, Paulo Henrique, te amo.

Você é o novo amor da vida da titia.

Um comentário:

Anônimo disse...

Querida Brenda,
Parabéns!!!
Muito emocionante o que voce escreveu.
Este texto tem que ser guardado, para que ele veja um dia quando estiver grandinho, o quanto essa titia coruja é especial.
Forte abraço,
Sidnei