Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia: prêmio de Melhor Atriz no festival Cine PE 2017 (Mostra Curtas PE). Estreias em 2017: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa da Macondo Filmes/SP); “Causa Mortis” (curta da LRJ Filmes/PE), “Sob Pressão” (série da Rede Globo/ direção: Andrucha Waddington) e “África da Sorte” (série da TV Brasil/direção: Renata Pinheiro). Brenda está nos longas "Todas as Cores da Noite" (Pedro Severien), "As Melhores Coisas do Mundo" (Laís Bodanzky), "Sangue Azul" (Lírio Ferreira), "Bruna Surfistinha" (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão "A Mulher do Prefeito" (Rede Globo), "Beleza S/A" (GNT), "9mm SP" (Fox), "Somos Um Só" (TV Cultura). Também é apresentadora e videomaker. Protagonizou comerciais e videoclipes musicais. Estudou no Teatro Escola Macunaíma/SP; atuou em comédias, musicais, infantis e dramas. Foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida!”. É formada em Comunicação Social pela Faculdade Oswaldo Cruz/SP, cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

12 de fevereiro de 2009

Prezada Solange Couto

Hoje à tarde senti na pele o que aconteceu com você, menina.

Saí de casa praticamente "de mãos abanando": sem bolsa, carteira, nada. Apenas com aquele plastiquinho (ou plasticozinho!) do cartão de débito, sabe? Pois bem.

Na minha vila, tem o restaurante do Seu João, que faz comida caseira. E lá estava eu, hoje à tarde, antes de acontecer o ocorrido.

(agora, redobre a atenção, Solange Couto, pois se trata de raciocínio logicamente estatístico)

Lá comprei três coisas:
-minha marmita, com bastante beterraba, brócoles e carne vermelha, que é pra curar a tal da anemia que a doutora falou que eu tinha (MENTIRA DELA!)
-um picolé mega recheado de baunilha e com cobertura de chocolate crocante
-e um refrigerante caçulinha, pra presentear meu irmão que trabalha no banco da esquina.

Ah, mas pra quê! Foi dada a largada. Rumo à difícil missão de entrar no banco da esquina, caminhar 10 metros, entrar na sala do irmão bancário, deixar o refri caçulinha pra alegrar o dia dele, e sair pela mesma porta giratória que tanto cisma comigo, distribuindo sorrisos a todos os clientes transeuntes!

Resumindo a história (porque se deixar, rola resenha até umas horas, Solange...): o segurança não me deixou entrar, porque disse ser proibida a entrada de marmita, por causa do alumínio.

(proposta para o serviço de apoio ao cliente: providenciar lindas tupperwares coloridas para serem distribuídas à porta. Hã?)

Pediu para eu guardar minha humilde marmita suada no guarda-volumes da entrada. Voltei, abri o armário. Cadê a chave? Não tinha. Voltei pra giratória:

_Onde ficam as chaves, moço?
_Não é com chave, é com o cartão do banco.

Ou seja: eu não tinha um cartão daquele banco. Eu não estava ali pra investir, e sim para deixar o refri caçula pro meu irmão, quase caçula. Moral da história: "só os correntistas almoçam quentinhas".
(nossa, parece título de porno-chanchada, com o Nuno Leal Maia! hahaha)

Voltei pra tal da porta. Aí, nesse ponto, Solange, confesso que já estava começando a espumar. Pensei em você na hora, juro! (JURA!) Fiquei plantada na entrada, disposta a não sair. Barack Obama veio à minha mente, também. YES, WE CAN! Ah, nunca estive tão anárquica! Solange, querida, você nos libertou a todas nós!
E eu, decidida, determinada a entrar naquele banco e entregar o refri caçulinha pro meu irmão nem que fosse a última coisa que... ah, exagero. Bobagem.

Enfim: me pus de um jeito que a fila de gente que esperava pra SAIR do banco não conseguiria se mover, a não ser que eu entrasse. Essa era minha estratégia: vencer o adversário tendo-o sob pressão social! hahaha (risada maligna, de bruxa). Dois clientes na fila pra sair.

Então o segurança pediu para eu pendurar a sacola-marmita na alça da porta giratória. Ah, que saco... de novo, esse papo? A gente já sabe que são ELES que apertam o botão pra bloquear a gente. Sim, porque passou no Fantástico. Resolvi obedecer, mesmo assim... mas... a alça da sacola não passava pelo (cabeção do) sorvete! Oh céus! E o picolé já estava sem embalagem, logo, não podia ser confiado à qualquer superfície insalubre, ora bolas! O que eu faria? Hã?

Enquanto eu pensava, ninguém saía. O sorvete ia começando a derreter. A baunilha ali, querendo pingar. E a casquinha crocante prestes a cair. A situação ia ficando grave, tensa... mais duas clientes na fila pra sair. E eu simplesmente não arredaria o pé de lá!
Foi então que senti um cheiro de gasolina; veio chegando um motoboy, com perfume da Avon (sabe, deo-colônia?). Aliviada, pedi para que segurasse meu picolé por um instante. Ele tirou as luvas de couro, sujas de graxa (essa parte já tô inventando... pra dar mais cor pro caso, sabe?!) e segurou meu picolé. Pendurei a alça da sacola da marmita na haste da porta (na outra mão, o caçula perseverava). Resgatei meu picolé. Agradeci com um sorriso estressado. Girei a porta.

ENTREI! (matrix)

(mas juro, JURA... não entendi até agora a lógica do segurança: quer dizer que não é permitida a entrada de marmitex, a não ser que venha pendurado na própria porta giratória??? Hein?!)

Andei até a sala do meu irmão, e seu colega de trabalho disse, ao me ver:
_O Arthur não está... horário de almoço.

FIM.
É de PASSAR MAL!
PS1.: No final das contas, Solange, foi até bom não ter ficado de calcinha, hoje, na agência da vila. Porque a depilação tá marcada é pra sexta; amanhã! Sou louca mas não rasgo dinheiro. haha

PS2.: E outra: ainda bem que meu irmão não estava no banco. Senão, imagine a vergonha, tadinho do bichinho... sangue do seu sangue dando chilique na porta do trabalho, aff! Quem merece?

PS3.: E, no fundo, no fundo, eu sei que não deveria reclamar pela fiscalização ser severa... afinal, se EU tenho dificuldades de entrar com o alumínio de uma quentinha suada, imagine então o bandido que tentar entrar com um três oitão... cruz-em-credo! Ou seja: meu irmão está seguro. (pensamento à La Gasparetto, adooooro!)
AGORA SIM, fim...

2 comentários:

Arthur Miguel disse...

kKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
IMAGINA O DIA Q VC FOR LEVAR UMA SMIRNOF ICE PRA MIM ?!?!?!
O GUARANÁ TAVA ÓTIMOOOOOOOOOOOOOOO

BJSSSSSS

Priscilla disse...

Ahahahahhhhahaahahahhahaha... Dona Jura não tem do que reclamar.. Picolé no motoboy é bem mais grave que ficar semi-nua na porta do banco.