Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia: prêmio de Melhor Atriz no festival Cine PE 2017 (Mostra Curtas PE). Estreias em 2017: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa da Macondo Filmes/SP); “Causa Mortis” (curta da LRJ Filmes/PE), “Sob Pressão” (série da Rede Globo/ direção: Andrucha Waddington) e “África da Sorte” (série da TV Brasil/direção: Renata Pinheiro). Brenda está nos longas "Todas as Cores da Noite" (Pedro Severien), "As Melhores Coisas do Mundo" (Laís Bodanzky), "Sangue Azul" (Lírio Ferreira), "Bruna Surfistinha" (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão "A Mulher do Prefeito" (Rede Globo), "Beleza S/A" (GNT), "9mm SP" (Fox), "Somos Um Só" (TV Cultura). Também é apresentadora e videomaker. Protagonizou comerciais e videoclipes musicais. Estudou no Teatro Escola Macunaíma/SP; atuou em comédias, musicais, infantis e dramas. Foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida!”. É formada em Comunicação Social pela Faculdade Oswaldo Cruz/SP, cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

23 de outubro de 2012

Fazendo cinema

No set de filmagem- estúdio da TV Universitária
Do momento em que a diretora me convidou pra fazer um teste pro seu próximo longa até o instante do “ação” no set de filmagem, muito aconteceu aqui, de dentro para fora, pra que nascesse essa personagem que me foi dada como presente inesquecível: A Pastora. Uma delícia!

Na fase inicial da pesquisa, passei a frequentar a Assembléia de Deus de Boa Viagem. Amigos bebiam no bar, e eu orava no culto de libertação, às quintas-feiras. De saia nas canelas e óculos de grau, tentava não chamar atenção na igreja, enquanto internalizava tudo: a percepção, os detalhes, o olhar do outro, a crença.
Primeiro, comprei a Bíblia Sagrada com letras gigantes por R$39,90, no Extra. Comecei a ler para o trabalho, e agora continuo fazendo para a vida; gostei. Minhas madrugadas passaram a ter companhia dos pastores que apresentam programas na TV; coisa que sempre gostei de assistir, confesso. No meu fone de ouvido, tocava o sermão da Pastora Gisele, da Bispa Edinalva, da Irmã Maria Lúcia... aprendi expressões em aramaico que surtem forte impacto numa ministração. Kadosh Adonai Echad Melek Al-Ilah.
Foram horas, dias, semanas de prática... às vezes, disciplinada. Outras, preguiçosa. Muitas na frente do espelho, tantas na web cam, e algumas só no pensamento, mesmo.  Me sentia bem preparada pro teste quando chegou o dia: e consegui converter a produtora de elenco. Passei. E isso era só o começo.
Nova instrução da direção: minha Pastora não deveria ter fé. Era uma vaidosa, bipolar. Novo ensaio, novo elemento: ela tampouco faria referências à Bíblia, a Deus, Jesus, Aleluia... nada disso. Claro que nada seria tão óbvio... e achei ótimo esse desafio do “algo a mais”, que dá riqueza ao personagem. Quando é fácil não tem graça...
Aí sim, comecei a ensaiar com mais afinco. Eram treinos solitários, com muita loucura e experimentação, para, talvez, ter conseguido chegar a algum lugar interessante.
Camarim lotado 
Agora resta a expectativa, a espera, o tempo certo pro filho ficar pronto e poder ser contemplado. E as pessoas todas dessa produção seguem eternizadas em cada sorriso que floresce do peito e transborda benquerência, matéria e estampido. Assim dá gosto trabalhar... com essa equipe que faz tudo de verdade, com vontade de tornar o sonho real, cheio de luz, cor e arte nessa realidade inventada. 
bastidores da cena
“Mas quem pode livrar-se porventura
dos laços que o amor arma brandamente” (Camões)


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