Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia: prêmio de Melhor Atriz no festival Cine PE 2017 (Mostra Curtas PE). Estreias em 2017: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa da Macondo Filmes/SP); “Causa Mortis” (curta da LRJ Filmes/PE), “Sob Pressão” (série da Rede Globo/ direção: Andrucha Waddington) e “África da Sorte” (série da TV Brasil/direção: Renata Pinheiro). Brenda está nos longas "Todas as Cores da Noite" (Pedro Severien), "As Melhores Coisas do Mundo" (Laís Bodanzky), "Sangue Azul" (Lírio Ferreira), "Bruna Surfistinha" (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão "A Mulher do Prefeito" (Rede Globo), "Beleza S/A" (GNT), "9mm SP" (Fox), "Somos Um Só" (TV Cultura). Também é apresentadora e videomaker. Protagonizou comerciais e videoclipes musicais. Estudou no Teatro Escola Macunaíma/SP; atuou em comédias, musicais, infantis e dramas. Foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida!”. É formada em Comunicação Social pela Faculdade Oswaldo Cruz/SP, cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

26 de setembro de 2010

Notícia ruim corre rápido

No embalo de sábado à noite, meu telefone tocou e soube da notícia. Bingo, o cachorro boxer lá de casa, morreu ontem, aos 10 anos de idade. Minha mãe contou que ele começou a tossir, roncar, gemer; então caiu e não levantou mais. Dormiu ali no alpendre de casa, numa tarde nublada, pra nunca mais acordar. Meu irmão, o dono verdadeiro, ligou pro centro de zoonoses e pediu pra retirar a carcaça do animal. Homem feito, partido por dentro.
Ao saber da notícia, senti aperto no peito. Justo eu, que nunca fui fã de bicho de estimação. Pensei nos 10 anos em que Bingo fez parte da minha vida; quase um membro da nossa família. Quando saía cedinho pra trabalhar, ele se despedia de mim roçando o focinho no portão. Quando eu chegava em casa de madrugada, era ele quem me saudava, abanando o cotôco do seu rabicó.

Quantas vezes espiei cenas do Bingo com as crianças! O bebê vibrando de excitação ao colocar ração na bocarra dele; meu sobrinho chegando da escola e brincando com o cão, que pulava de alegria ao vê-lo. Amor incondicional, irracional, bilateral. Todos, sem exceção, falavam com ele. Até eu. "Oi, Bingo".

Agora, "tchau, Bingo". Pra nunca mais.

Tantas lembranças invadiram minh'alma. E, a quase 600km de São Paulo, desabei. Chorei a morte do Bingo, na cama, como uma menina abandonada, longe de casa, sozinha no mundo. Chorei minha culpa, minha solidão, meu medo... solucei meu pranto. Suspirei minha dor. Assoei minha saudade. Rezei... então me acalmei. O sono veio acalentar meu espírito, enquanto a Savassi, lá fora, fervia em buzina, música e gente. Aqui dentro (do meu peito), só eu, mesmo. E Deus.
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Como não poderia deixar de ser, o Bingo também estrelou na Mexerica Filmes.
Segue o link do vídeo . É comédia. E saudade.

Um comentário:

Jully disse...

We miss you Bingo!