Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz, atuou em 17 longas, 13 séries de TV e 10 espetáculos teatrais. Também é mestre de cerimônias, apresentadora, diretora e locutora trilíngue; fala inglês fluentemente e francês. 6 prêmios nacionais e internacionais de Melhor Atriz e Melhor Direcão. No CINEMA, atua em Lusco-Fusco, Amadeo, Cerrates Robin Hoods, Meu último desejo, Lispectorante, Cidade;Campo, Amado, Sangue Azul, Onde Quer Que Você Esteja, Todas as cores da noite, Bruna Surfistinha, Flores do Cárcere, As melhores coisas do mundo, Bom dia, eternidade, Dente por dente, Contra a parede. Na TELEVISÃO, atua na série Na Batalha (estreia em breve). Na TV Globo, atuou nas séries Sob Pressão, Assédio e na comédia A mulher do prefeito. Na HBO Max, está no k-drama Além do Guarda-roupa. Protagonizou episódio da série História de Preta. Participou das séries África da Sorte, Hard, Beleza S/A, Ninguém tá olhando, Somos um só, 9mmSP. É apresentadora da série Gol de Letra (estreia em breve). Contato: brenda.ligia@hotmail.com

29 de abril de 2010

Tudo pode dar certo

Aqui no Brasil decidiram que o título do último filme do Woody Allen seria o mesmo desse post. Porém, traduzido ao pé da letra, "Whatever works" ficaria "O que quer que funcione", ou sejA, tem sentidos bem diferentes.

Mas pouco importa, pois ontem fiquei extasiada com o espetáculo cinematográfico ao qual fui submetida num cinema da Paulista. O filme é sensacional, fantástico, incrível, maravilhoso, magnífico, inteligente, engraçado, grandioso, divertido, imbatível E delicioso.

Recomendo imensamente; OBRA-PRIMA do Woody Allen, nos cinemas perto (ou longe) de você.

PS.: O bichão Woody Allen deve ter ficado fulo da vida quando assistiu a todas aquelas cenas nas quais o boom aparece (o microfone suspenso, sabe). Não é possível que tantos profissionais do cinema tenham deixado passar tudo aquilo! Não compromete, afinal, o FILME É SENSACIONAL. O chato é que quando aparece o boom flutuando nos extremos da tela, a gente se lembra, de fato, que está num cinema. Então os olhos não conseguem mais se desgrudar daquele cisto, até que suma por completo.


Mas gente, peraí... o ser humano já chegou até a lua... então como é que não consegue, via computador, apagar o microfone que aparece no filme do Sr. Allen através da tecnologia (interroga)

27 de abril de 2010

Seje, esteje...

Ah! Meus ouvidos ouvem de tudo um pouco, mas "seje" e "esteje" realmente incomodam bastante. Basta!

MENAS a gente tolera. PRA MIM FAZER também. TINHA CHEGO, ok... mas SEJE e ESTEJE representam algo além: a morte do subjuntivo (supostamente aprendido na escola).

Aposto que se o Maneco (de Viver a Vida) resolvesse lançar uma campanha subjuntivista pró-"SEJA & ESTEJA", bastariam 2 ou 3 capítulos da novela nobre para (grande parcela d)o povo brasileiro parar de cometer esse feioso erro em nossa língua mãe. Já imagino esse "merchan linguístico" na boca da monstra da tevê Lília Cabral... ah!

A.U. (adendo urgente)- cena HILÁRIA da Lília Cabral fumando maconha
Concluindo: se o problema fosse dinheiro (pra executar tal ação, na Globo ou onde quer que sejA!), talvez o Ministério da Educação pudesse até liberar algum... afinal, fica clara uma falha grotesca no sistema de ensino fundamental brasileiro. Se a maioria da população fala errado, é porque não aprendeu direito na escola. Pública. Ponto.

26 de abril de 2010

Rir ou Chorar

Imagine um baixista que parte numa viagem de navio pelo Mediterrâneo, para tocar música latina até meados de novembro. Pois bem, esse ser existe e é o amigo Gabriel, cuja despedida foi em um petit comité, semana passada.

No frisson da real despedida, já sentindo o gosto amargo da saudade doce, abracei o casal Telma Luciana e Gabriel Catanzaro e corri pro Fusquinha 68, vinho - tanto faz a bebida ou a cor. Só que a songa-monga que vos fala simplesmente havia esquecido que o banco do passageiro tinha sido retirado, sendo que era ali que eu iria me sentar. Ou melhor, ACHAVA que iria me sentar.

Estava armado o espetáculo especialmente montado para alegrar o momento "sei que é triste a dor do parto mas eu tenho que partir". O que se passou a seguir é inexplicável. Despenquei feito vara verde do alto dos meus 68kg (tá bom, omiti uns quilinhos de toucinho na região do pânceps), pois entrei no carro convicta de que tudo seria, de novo, do jeito que já foi um dia. Estava crente que teria um assento para me assentar, mas dei com a bunda no chão. Bati meu chassi no assoalho, e meus joelhos se envergaram pra cima. Fiquei, literalmente, de pernas pro ar. Me senti aquela mocinha azul do filme Avatar; toda grande, esparramada feito manteiga na chapa. 1.78cm de mico garantido ou sua risada de volta.

Óbvio que juntou gente na janela, perguntando o que tinha acontecido comigo. Eu, ainda na chón, nem levantava nem respondia; não sabia se ria ou se chorava (se não me engano, fazia ambos). Tá bom, bati as costas num ferro (talvez um tripé!) e estava doendo muito, mas a cena era tão patética, mas tão patética, que a risada inevitavelmente encobria o choro!

-Meu bem, você se machucou (interroga)
-Vambora, pelo amor de Deus!

Adendo urgente
Depois de um tombo brabo, existem três opções de providências a serem tomadas:

1- a pessoa levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima com categoria e "guenta" a dor - aí todos podem relaxar e tirar sarro do mané;

2- a pessoa finge desmaio ou convulsão - aí todos se preocupam e ficam enternecidos;

3- ou a pessoa implora pro namorado acelerar o carro e sair dali com urgência - aí todos ficam com cara de lápis, ainda sem saber se era pra rir ou chorar.

Adivinhe qual alternativa escolhi!

FIM DA PARTE LEVE DA COISA. E INÍCIO DA SESSÃO "POBREMA DO ZÔTO".
(se não quiser isso pra sua vida, minimize a janela e não continue a leitura. E que se dane, agora, meu bom humor).

Alguns dias depois, comecei a sentir uma dorzinha... que começou "inha" e virou "ona". Foi horrível. Começou na lombar e foi se espalhando por toda a coluna, até que não conseguia mais levantar da cama, de tanta dor.

Comecei a chorar. Me sentia impotente com aquelas fisgadas horrorosas; era como se minha bacia estivesse deslocada. Beirei o estado de pânico. E era sábado, penúltima semana de peça no teatro. Chorei mais ainda, pensando na comédia.

Em meu socorro veio o doutor benhê: com pomada, Salonpas (antes de P e de B só usamos M) e Tandrilax (salve a droga). Tomei às 17h, pro efeito atingir o cume às 21h; bem no terceiro sinal, início do espetáculo... e bingo!

Ufa, deu tudo certo. Não só consegui apresentar, como foi o dia da plateia mais gostosa, leve e risonha. Minha cura e minha força vieram da energia daquelas (quase) 100 pessoas presentes, da magia do palco, da solidariedade da coxia, do ombro amigo do camarim... foi inesquecível.
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Edu (e família!): sem você(s), não sei o que teria feito (amor).

E já faz 3 dias que tô com o nariz cheirando a cânfora, aff.

23 de abril de 2010

Niltão Cornão

Em tempos de corrida final para entrega da declaração do imposto de renda até dia 30, me vi obrigada a ir ao despachante da minha rua. O nome dele é Nilton.

Acontece que, segundo as "boas línguas" do bairro, Nilton (o Niltão) largou sua ex-mulher, que era "linda de viver" (ainda de acordo com as mesmas "boas línguas") para se casar com uma mulher mais jovem. Sim, pasmem: eu disse "mais jovem".
E o povo da Jaguara falou, o bairro se chocou, as fofoqueiras estremeceram em seus portões... até que deu no que deu: picharam o muro do escritório de contabilidade do homem com os dizeres "NILTÃO CORNÃO", rabiscados com spray apressado.


Só que isso já faz anos... Niltão nunca quis apagar a ofensa que lhe dá bom dia todas as manhãs quando chega ao trabalho. Eu, curiosa com a vida alheia, perguntei a minha mãe, que é mais entendida, qual o motivo de não apagarem aquilo ali. Ela disse que o Nilton é muito bem resolvido e tem cabeça boa, então nem liga praquele papo de cornão. É a velha história: chifre é uma coisa que colocam na cabeça da gente... quem disse que adulto não sofre bullying!

Pois hoje fui lá para entregar o comprovante de rendimentos (como se eu tivesse algum). Confesso que estava um tanto ansiosa para ver a cara do tal Niltão. A secretária novinha veio à porta e falou comigo pelo intercom.

-Pois não (interroga)
-Eu queria falar com o Nilton.
-Quem gostaria (interroga)
-É a Brenda.
-Brenda de onde (interroga)
-... (eu pensativa)
-... (ela interrogativa)

Fiquei pensando de onde eu era. Brenda de Ibiá, Minas Gerais, do triângulo mineiro... mas acho que não era isso que ela queria saber.

-Brenda... daqui! - foi o que saiu - sou filha da Marizia.
Ah, bom. Ela sorriu e abriu a porta. Olhei à volta, na esperança de ver algo que pudesse identificar o alvo... mas ele não estava. Entreguei o documento, falei meia dúzia de palavras e saí apressada, tentando fugir da chuva da penúltima sexta-feira de abril de 2010.

21 de abril de 2010

Os 18 Mandamentos da Atriz

Seguindo os moldes das revistas femininas, seguem OS MANDAMENTOS DA ATRIZ - em um dia de trabalho.

1. Esteja com as axilas bem depiladas. Afinal, ninguém quer um sovaco de coentro no meio da cena! Meia-perna e buço também são imprescindíveis.

2. Corte o pé de uma meia-calça e leve consigo uma touca sensacionalmente funcional (para o caso de ter que usar uma peruca).

3. Dizem que "sutiã bege é coisa de tia velha". Mas não em dia de gravação, ou no teatro. Vá de bege, pois cor da pele é curinga. E use calçados confortáveis, com solado aderente e que não machuquem os pés.

4. Mantenha as unhas sempre curtas e bem feitas com esmalte clarinho (Renda).

5. Cabelos devem estar limpos e secos. Se você for uma mulher de muitos penteados, use o mesmo com o qual foi vista no teste ou registro de imagem.

6. Tome bastante cuidado com o figurino. Atenção para não manchá-lo ou danificá-lo acidentalmente.

7. Depois do break pro cigarro, é elegante lavar as mãos, escovar os dentes e borrifar em si algum neutralizador de odores. Afinal, fumar e chupar uma balinha é como cagar e sentar num sabonetinho.

8. Itens indispensáveis na sua necessaire: escova de dentes, fio dental, lencinhos umedecidos, desodorante, hidratante, trecos pro cabelo (substâncias + acessórios), maquiagem básica (corretivo, base, pó, blush e rímel) e PROTETOR SOLAR PRO ROSTO (sempre, todo dia!).

9. Descubra qual o seu perfil (executiva, mãezinha, sexy, etc) e explore-o (em fotos). Divulgue. Mande por email. Venda-se.

10. Somente prometa o que pode cumprir. Não deixe ninguém esperando, no trabalho.

11. Deixe seus problemas pessoais fora do seu ambiente de trabalho. Faça bom uso do seu profissionalismo.

12. Saiba seu texto de trás pra frente. Estude antes, e muito. Sinta-se exageradamente segura depois de tanta prática. Isso vai ajudá-la a fazer tudo com presteza e eficácia. Serviço bem feito deixa todo mundo satisfeito! Deixe o foco no seu TRABALHO, não no seu EGO. Sinta a delícia de trabalhar fazendo o que gosta. Faça bem feito e agradeça.

13. Não tenha pudores em relação a hierarquias (dentro de um estúdio, set, etc). Claro que existem, mas lembre-se que todos tem sua importância interligada. Não tenha vergonha de dizer "não entendi". Pergunte quantas vezes achar necessário; de preferência, direto ao diretor. Pense na teia de funções por trás de você, e facilite tudo que puder. Diga não ao amadorismo.

14. Um pouco de bate-papo é bom pra quebrar o gelo, mas deve ser curto e discreto. Seja simpática, sem forçar. Não é um crime conversar com seus colegas, desde que esteja atenta às ordens superiores para atendê-las rapidamente. Saiba que algumas equipes são formadas só por gente boa, enquanto outras cumprem o protocolo e só (não desenvolvem vínculos). Jamais tenha a falta de ética de revelar cachês ou perguntar valores, para fazer comparações com colegas.

15. Se por algum motivo sentir-se lesada ou ofendida com algo, conteste. Claro. Porém seja discreta e pontual, para SOLUCIONAR problemas, e não alimentar DISCÓRDIAS.

16. Gravando! Evite todo tipo de dispersão. Você é (bem) paga pra ficar concentrada no seu trabalho. Quando estiver falando palavras ou frases que vão aparecer na legenda do filme, use as mãos para indicá-las. E lembre-se sempre de apontar da direita pra esquerda (direção correta, na visão do espectador).

17. Existem tantas estrelas no céu e nenhuma encobre a outra, pois tem espaço para TODAS brilharem. O mesmo vale para nós atrizes... atores, e afins. Seja GENEROSA, sempre.

18. Faça o que ama... e ame o que faz! Está aí O SEGREDO DA FELICIDADE!

15 de abril de 2010

Expectativa

Pra ver alguma coisa possivelmente dar errado é só botar muita expectativa. Ontem fui ao cinema pra assistir ao filme "O segredo dos seus olhos", crente que veria algo estupendamente espetacular. Foi o que tantos disseram, e eu cri.

Começou. E nada. Cena vai, cena vem. E não começava. Eu lá, esperando. Otimista, cheia de expectativa. "Deve ser um filmaço!", pensava comigo. E nada.
Um barulhinho começou suave e foi subindo o tom: era meu namorado roncando baixinho, à vontade na poltrona. "Eu entendo", pensei, sobre sua jornada da sétima arte direto pro oitavo sono.
Enquanto isso, na tela, Ricardo Darín, com aquela cara inchada de cachaça (mas parece!), escrevia um livro sobre um assassinato que nunca saiu da sua cabeça... investigação, traminhas baratas. O filme todo em flash back. Não que eu tenha algo contra flash back, imagina. Até gosto. Minha bronca é com todo o resto do enredo, mesmo.


Aí chegou a hora de alguma revelação. Silêncio total na tela, no cinema... e o ronquinho do meu bem ecoava pelas fileiras. Dei-lhe uma leve cutucada. Ele logo acordou e perguntou:
-O que foi (interrogação)

PS.: Ainda não achei o ponto de interrogação no meu teclado. Estou, desde dezembro de 2009, sem fazer perguntas. Se alguém souber como colocar este acento, por favor escreva para brenda.ligia@hotmail.com - o modelo do meu lap é DELL Inspiron, se é que isso é um dado essencial. Obrigada!


Concluindo a história: em nenhum momento eu quis que "O segredo dos seus olhos" acabasse logo, pois minha esperança ainda dizia que algo surpreendente iria acontecer para justificar tanto barulho em volta do filme (olha a expectativa lá no alto!). É claro que é bem conduzido, tem ritmo, tem um plano sequência que é de impressionar (surreal)... mas não me tocou. E olha que ganhou Oscar de melhor filme estrangeiro e tudo! Tá vendo só, como nem tudo que reluz é ouro...

13 de abril de 2010

A enfermeira paciente

Imagine uma enfermeira em pleno exercício da função, que começa a passar mal e... tem um princípio de piripaque. Claro, no bom sentido. Se é que existe um.
Pois bem, aconteceu com minha mãe. Pobrezinha, sentiu dores no peito e a pressão subiu muito; fez eletrocardiograma e exame de enzimas. Por pouco não ficou internada. Nesse ínterim, houve mobilização geral. Filhos, netos, colegas de trabalho.


Meu irmão do meio, o figuraça Arthur Eustáquio, me disse:
-Falei com a enfermeira Rose e ela me tranquilizou bastante. Deve ser bem experiente nisso.
E eu:
-É, tranquilizou tanto que em 5 minutos você saiu do trabalho e veio me buscar para irmos visitar a mamãe.
RISADAS DO AUDITÓRIO
(primeira piada do episódio "A enfermeira paciente")


No caminho pra zona noroeste da cidade, obviamente, nos perdemos. Cada posto de gasolina ou ponto de taxi que passava, eu sugeria que parássemos para perguntar. E ele, nada.
-Não entendo o porquê dos homens relutarem para pedir informações quando estão perdidos!
E ele:
-A gente não pergunta porque vocês já chegam contando pra todo mundo que teve até que parar pra perguntar. E sempre tem alguém pra explicar que era só pegar tal rua até tal ponto, e a gente fica com cara de tacho.
RISADAS DO AUDITÓRIO


Enfim, paramos pra perguntar. Ele bufava. Enquanto o frentista pensava na resposta, ele chiava, resmungando:
-Ih, olha a cara desse aí... tá na cara que não sabe o caminho. O cara nem mora aqui.
RISADAS...
E eu ria tanto, mas tanto que nem parecia que estávamos indo visitar a mamãe no hospital.


Meu irmão é muito engraçado! Traz uma leveza infinita para todo e qualquer momento! Uma bênção, raio de luz!


E, se existem "pequenas sacanagens" veladas que só irmãos podem fazer entre si, foi o que fiz assim que chegamos lá. Na primeira oportunidade de responder se havíamos chegado bem, falei:
-Ih, mãe, a gente ficou rodando quase meia hora... tivemos até que parar pra perguntar!
E ela:
-Era só pegar a Inajar até o final, Arthur!
RISADAS FINAIS. Fim do Episódio "A Enfermeira Paciente".
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E GRAÇAS A DEUS mamãe vai bem, obrigada.
Não ficou internada. Foi só susto, não foi nada.

11 de abril de 2010

Saiba com quem está lidando

Nasci numa maternidade mineira, mudei pra uma cidade baiana, fiz amigos sionenses num colégio paulistano, aprendi língua estrangeira numa escola suíça, morei no alojamento de uma universidade caribenha, mas me formei numa brasileira, mesmo (obrigada, papai).
Atualmente moro na capital pernambucana. É isso!
PORMENORES DA MINHA PESSOA FÍSICA:
Aos 3, fazia xixi nas botas ortopédicas.
Aos 6, afanei uma roupinha da Barbie da vizinha (no valor de 1 cruzado novo). Me arrependi do crime, e desde então tenho andado do lado dos justos.
Aos 7, passei Henê Marú para alisar os cabelos pela primeira vez.
Aos 10, queria ser paquita da Maria das Graças Xuxa Meneghel.
Aos 13, dei o primeiro beijo. O rapaz tinha hálito puro de atum, pois comera o sanduíche com patê servido na festinha de então (em Ibiá, MG).
Aos 15, trouxe um Mickey Mouse enorme da Disney, que ficou entulhando meu quarto quase rosa por anos.
Aos 16, senti a delícia de pisar num palco. A adrenalina da comédia me causou um certo piriri na coxia. Desde então, nunca mais parei.
Aos 20, só queria saber de festa, festa, festa... me canso só de lembrar.
Aos 22, trabalhei no aeroporto internacional de SP e tinha que acordar às 4 da manhã para pegar o ônibus fretado e fazer o check-in das 6am. Conheci o Tarcísio Meira.
Aos 24, não me lembro. Só sei que dava aulas nas escolas de inglês de SP.
Aos 27, fui assaltada pela primeira vez, em Olinda. O ladrão, bonzinho, ainda devolveu meu RG e o dinheiro da condução. No mesmo dia, conheci meu futuro marido.
Aos 29, faltei pela terceira vez no meu próprio aniversário. Amigos ficaram com uma baita duma réiva,então decidi que não vou mais fazer festa de aniversário (minha). E não gosto de bolo com glacê.
Aos 30, sem saber, saí da faixa etária que dá direito a tomar a vacina contra a gripe suína, H1N1.
A SEGUIR, FASES DA MINHA VIDA:

Frustrações da meninice: não ter usado aparelho nos dentes nem quebrado o braço, pros coleguinhas escreverem no meu gesso "Brê, te adoro".

COISAS DAS QUAIS NÃO GOSTO:
-PALMITO
-AXÉ
-PETS
-FRIO
e... (pasme)
-COPA DO MUNDO

8 de abril de 2010

Voadero Clube

Quatro músicos se juntam para tocar um som da pesada. Munidos de baixo, sax, bateria e guitarra, os jovens rapazes do Voadero Clube prometem fazer "música para dançar e voar". Eles (ainda) não tem página no Myspace, muito menos cd gravado. Simplesmente porque a banda "nasceu ontem": foi o primeiro show, no Bar B, centro de São Paulo. Flanaram do jazz ao afro-beat num tilintar de dedos, e a torcida vibrou.

Na base do improviso, os profissionais (da melhor qualidade) conseguem captar a vibração do momento, da casa, do público e deles próprios. Falam através da música. Divertem tocando e fazendo dançar (e voar!). São harmônicos. Leves. Ousados. Criativos. Suingados.
Eles tocam com a alma. E a gente escuta com o coração.


VOADERO CLUBE - música para dançar E VOAR...


Em abril, quinzenalmente, no Bar B (http://www.barbsp.com.br/)





7 de abril de 2010

Espetáculo!

















A fotógrafa Mari Maciel (amiga!) foi assistir Diálogos de Escovas de Dentes






Antes de entrar em cena, todos os sábados e domingos, nos reunimos em círculo no centro do palco para fazer a seguinte oração. É poderosa e revigora! Acredite e experimente.






SOU ALEGRE, PERFEITO E FORTE
TENHO FÉ E MUITA SORTE
SOU FELIZ, INTELIGENTE
VIVO POSITIVAMENTE
TENHO PAZ E SOU UM SUCESSO
TENHO TUDO QUE EU PEÇO
ACREDITO FIRMEMENTE
NO PODER DA MINHA MENTE
PORQUE SEI QUE TEM UM DEUS LÁ
NO MEU SUBCONSCIENTE
ANJO DA GUARDA, DOCE COMPANHIA
NOS PROTEJA DE MANHÃ, DE TARDE, DE NOITE
E PRINCIPALMENTE AGORA!

Agradeço ao amigo ator e grande comediante Rapha Véles por me ensinar essa oração. E tantas outras coisas, enfim! Você e Óbvios pra sempre no meu coração... Xabura!


O CRIADOR (sentado, director Wagner D'avilla) e as CRIATURAS: -Lenda Brígia, o alter ego; -Rodrigo Caetano, o preferido; -Gabi Cywinski, a felina; -Ariane Ferrari, a gostosa; -André Vasco, o famoso; -Marcelle Kaiser, a Barbie; -Antonio Ranieri, o costa-quente; e Bruno Mograbi, o "meu" noivo.

MERDA!

5 de abril de 2010

A Bruna Surfistinha

Em resposta A BRUNA SURFISTINHA - de Brenda Ligia para Raquel Pacheco
Era a última diária de trabalho do longa-metragem. Frisson no set com cenário incrível e muita gente na filmagem noturna, puxada e postergada pela cidade encharcada (lembre das enchentes do ano passado, um Deus nos acuda).

A senhorita amada Deborah Fialho Secco, que na ocasião também atendia por Bruna e Raquel, sabia sobre minha vontade de conhecê-la; a verdadeira. A criadora causadora de tanta mobilização.

Assim que Raquel, a verdadeira, entrou no set, fomos ao encontro dela. Fiquei "afro-bege" com o que vi: eu estava diante de uma menina. Juro. Tímida.

Dei um abraço nela, que sorriu com os olhos. Estava ali, de peito aberto, sem máscaras. Sem fazer tipo. Isso é algo que admiro nas pessoas, Raquel. Que bom que você é assim.

PAUSE- flash back reflexivo- momento LIV ULLMANN
Há algum tempo, eu DE-VO-REI o livro "Mutações", escrito pela sensacional Liv Ullmann (amei o presente, cunhada!). Uma brilhante atriz, diretora, mãe... grande mulher.

Quando acabei de ler, quis imediatamente BATER UM PAPO com ela. Isso mesmo, com a Liv (que deve morar na Noruega, ou algum lugar desse naipe).

O fato é que me sentia íntima dela; quase melhor amiga de infância de alguém cuja biografia me encantou!

PLAY - narrativa sobre BRUNA SURFISTINHA - ou melhor, RAQUEL PACHECO
Contei a ela que tinha devorado seu livro "O Doce Veneno do Escorpião" (vendagem de 250 mil exemplares, imagina!), que era um prazer conhecê-la, que sua vida era coisa de cinema, e tal.
Em seu olhar vi simplicidade e ingenuidade, que cativam.
Que possamos, em breve, nos encontrar para um café; vamos bater papo à tôa, já que a vida é tão boa, menina Raquel.

4 de abril de 2010

Verdade cênica


Todos os sábados e domingos aquela atriz se apresentava naquele mesmo teatro. No pico dramático do espetáculo, entrava em cena. De costume, fazia bonito no palco. Mas naquela noite, a última, fez diferente.
Entrou ainda mais de verdade. Mergulhou no poço profundo da personagem perdida e se encontrou lá dentro. Só existia aquela vida do palco, a cena da separação.

A dor. A ruptura. O vazio. Ela personificou tudo isso.
A plateia ficou estaticamente hipnotizada por ela, colossal, que estava do tamanho do mundo. Quem não a conhecia, sentia. E quem a amava sentia ainda mais. Ela pulsava, e toda a gente doía junto.
Eu, semi vestida de vestido de noiva, olhava tudo da coxia, com meu coração apertado no peito desnudo. Ela ardia em cena. Brotaram as lágrimas que respingaram em todo o teatro.

Oscar Wilde dizia que a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida.

31 de março de 2010

Doce Orgulho com Entardecer

Em consequência do meu "projeto-mocinha", fútil e secreto, fui à manicure pela terceira semana consecutiva. Notam-se dois resultados diretos:
PRIMEIRO- cutículas visivelmente enfraquecidas pela incessante (e dolorosa) luta contra afiados alicates de unha e espátulas indecorosas;
SEGUNDO- uma certa intimidade (caminho sem volta!) com as habitués do salão, o que impossibilita uma eventual leitura do jornal.

Tem uma cliente em especial que atormenta minhas idas ao salão de beleza. É uma só, mas fala por dez. Não suporta a companhia de si mesma. E provavelmente ama o som da sua própria voz. Incomoda até na internet (sim, pegou meu email há 3 semanas, e desde então acumulo correntes com as mais diversas orações e piadas para todos os gostos, AFF).

Hoje, enquanto lia sobre a "gangue da bicicleta" que assalta transeuntes na Avenida Paulista, ela dizia:
-Brenda, você tem que ir no Vila Country "de" quinta ou domingo!
-Mas só amarrada! - retruquei, simpática.
Pior que ir ao Vila Country ouvir sertanejo é ir com ela, aff!- pensei, enquanto virava a página.

Em outro caderno lia sobre o jovem e premiado diretor de cinema Esmir Filho, cujo filme estreia sexta-feira. E ela não para.
-Tá escrito duende aí... ué, será que um marmanjão desse tamanho acredita em duende! -gritou, polarizando atenção para o trecho que leu do nome do filme, "Os Famosos e os Duendes da Morte". Tudo era pretexto pra puxar conversa, que golpe baixo. Achei melhor fingir que não ouvi essa.


Mas ela não desiste: resolveu contar por que estava triste (jura!).
Não posso mais ler nesse salão de cabeleireiros, pensei, guardando o jornal na bolsa.
Sem tempo nem para me olhar nos olhos, contou a história da sua prima que deixou seu bebê para o pai da criança cuidar, porque ela trabalhava muito e não tinha tempo pro próprio filho. Perguntou o que eu achava, já emendando sua própria resposta: o bebê estava muito melhor cuidado lá, com a presença da avó paterna.

-Ah... -sussurrei num tom de alívio forjado que fez me sentir ridiculamente hipócrita. O desconforto durou o tempo da próxima gorfada verborrágica:
-E o BBBesta ontem, hein! Graças a Deus que o Dourado ganhou. Eu e minha irmã votamos o dia inteiro. Se bem que ele já era carta marcada pra ganhar, só por ter tatuado o símbolo do Big Brother, imagina!

Ah nããão! Vergonha alheia! Já não bastava o fato de eu ter que lidar com minha própria culpa por ter ficado SIM na frente da TV até o final do programa, mesmo sabendo que nada muda na minha vida agora que um cara de nome Marcelo Dourado ficou milionário. E que, se qualquer um dos outros 2 tivessem vencido, tampouco iria me importar. Ainda assim, assisti a final do Big Brother (pronto falei). Pelo menos eu não votei! Como se isso fizesse de mim uma pessoa pior, ou melhor... enfim: eu só queria fazer as unhas e ler meu jornal em paz, sem ter que me fingir minimamente interessada nas baboseiras daquela mulher. Escolhi uma camada de esmalte Doce Orgulho coberta com Entardecer, na certeza de que não piso mais naquele salão quando a madame que engoliu vitrola estiver por ali.

30 de março de 2010

Estreia no Cinema

Página do Cinema: As Melhores Coisas do Mundo
Laís Bodanzky aborda a vida dos adolescentes
Depois dos elogiados “Bicho de Sete Cabeças” e “Chega de Saudade”, Laís Bodanzky estreia “As Melhores Coisas do Mundo” dia 16 de abril. Adaptou para o cinema os livros de Gilberto Dimenstein, e, como não poderia ser diferente, o elenco é formado basicamente por caras novas, com exceção de Caio Blat e Paulo Vilhena: Brenda Ligia, Paula Preta, Francisco Miguez e Gabriela Rocha, entre outros.




No set de filmagem com a diretora Laís Bodanzky (fofíssima, talentosérrima e pessoa deliciosa).

Clara

Tenho uma amiguinha criança chamada Clara. Ontem, serelepe que só, mostrou-me, saltitante, que sabia fazer "vampirinho". Trata-se de uma modalidade "caretística" que consiste em tapar o lábio inferior com a arcada dentária superior, deixando à mostra apenas os caninos. Neste caso, um deles completamente mole, prestes a cair. Cutuquei seu dentinho de leite; me deu aflição. Ela riu. Soube que a família inteira se mobilizava em prol daquele dente capenga, temendo o risco de que o engolisse. Cruz credo!

Pois bem; Deus escreve certo por linhas tortas, mesmo. Chegou o momento da criança dentro de mim finalmente fazer gracinha para Clara. Peguei um pequeno cachorro de pelúcia que supostamente imitava o cão real da família (o Pixel) e coloquei-o no chão, como se conversasse com o exemplar vivo de sua raça. Clara, participativa, aproximou-se para dar pitaco no diálogo imaginariamente canino. Subi ao alto dos meus 178 centímetros, e, comigo, veio minha bolsinha levemente parruda, que acertou milimetricamente o canino de Clara, parte atuante do discurso também canino.

Foi tudo muito rápido. Ela começou a gritar. Eu quase. Daí caiu uma pocinha de sangue no assoalho da sala. Aí sim: ela começou a gritar. Chamei sua mãe, mas só o cachorro veio. Lambeu o sangue, como quem apagasse as evidências coaguladas. Levei Clara ao banheiro e lavei sua boquinha, tadinha. Da área de serviço, Dona Catarina (a babá que vende Avon) gritava: "Vê se a menina engoliu o dente!". Até que chegou o irmãozinho e entregou-lhe o dente, triunfante. Então ela parou de chorar. Eu voltei a respirar. E foi assim que uma simples bolsada derrubou o dentinho de leite da filhinha da minha amiga!


PS.: Desde que a comédia Diálogos de Escovas de Dentes estreiou, tenho notado no meu blog diversos posts sobre dentes, siso, dentista, etc... é, no mínimo, curioso! Embora não proposital.

24 de março de 2010

Presente

-Brenda, tenho um presente pra você! -ela me disse.
Sacou um pacotinho da bolsa de palha e entregou-me; abri. Era uma meinha de celular. Daquelas... que algumas pessoas tem.

Silêncio.

Nunca entendi direito o porquê de deixar o celular dentro de uma meinha (geralmente feinha; embora a minha seja até bonitinha) que precisa ser removida às pressas cada vez que o telefone toca. Meias são para pés, não para celulares. Pronto falei! Quer dizer, só pensei.

-Obrigada, Dona Ofélia.

Agradeci e parti. Pensando que talvez tivesse sido uma pegadinha com câmera escondida e tudo, e que o Ivo Holanda estivesse com máscara de Dona Ofélia.

22 de março de 2010

Meia Boca

Hoje fiquei boquiaberta ao saber que pessoas evoluídas não precisam do terceiro molar. Seu papel na sociedade dentária era somente facilitar a mastigação da carne de bisão-antigo, que está extinto há muito tempo.
Fonte: Kleber Lúcio Miguel, meu dentista desde os anos 90 e meu irmão desde que me entendo por gente (evoluída).
http://www.youtube.com/watch?v=4WQ21TwLBHU

18 de março de 2010

Criei juízo

Nunca fico doente e não sinto dores. Mas ontem uma incômoda dor de dente me acordou pela manhã. Tentei ignorá-la (tudo a que se põe atenção, cresce!); em vão, pois à tarde senti ainda mais forte. Ao cair da noite fui levada a bater à porta do meu dentista Kleber Lúcio (irmão de Arthur Eustáquio, Vanessa Noëlla, Daniel Felipe e Brenda Ligia). Este, piedosamente prestativo, passou o nenê Paulinho pro meu colo e foi até a cozinha. Salvou-me do infortúnio da dor de dente com 1 comprimido que tomei sem titubear (mais confiável, impossível: meu IRMÃO, MAIS VELHO, e FORMADO NA USP, imagina!). Engoli aquele diclofenaco (hein!) pensando "viva droga de drogaria!". Engasguei. Tossi, ejetando a pílula. O neném se assustou, chorou (com lagriminha e tudo, tadinho!).
Agora eu crio juízo, porque (acho que) tá nascendo meu dente do siso.

15 de março de 2010

Contos de Fadas


2 contos de Fadas para Mulheres do Século 21

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu: NÃO!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

FIM!!!
(Luís Fernando Veríssimo)

Outro conto de fadas para mulheres do séc. 21

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo....den...do!

FIM!!!
(Luís Fernando Veríssimo)

10 de março de 2010

Para Drica Moraes

Drica, tenho claro em minha mente o momento em que nos conhecemos. Naquela manhã de setembro você chegou na casinha geminada onde passamos aquele tempo infinitamente arrastado pelas horas. Você já entrou gritando ordens e remexeu o turbilhão que existia dentro da minha personagem.
Até hoje ecoa na minha mente a primeira frase que me disse (na vida fictícia, embora tão real): "engole esse choro!" -foi o que ouvi da Dona Larissa que enxergava através dos seus olhos. Me olhava por cima dos óculos; era de meter medo na Kelly dentro de mim.

Você chegou encantando, dominando, trazendo luz e sombra. O conflito mais que necessário: indispensável. Enriquecedora. Essencial. Cada uma deu vida a pessoas inventadas por outras, e criamos um time denso, real, de forma profundamente inenarrável.

O que vivemos ali não pode ser relatado na íntegra, pois nem imaginávamos o quão longe podíamos ir no exercício da cena, da verdade, do não-desmontar. Convivíamos naquele silêncio triste em contraponto com a gritaria ensandecida ("Favo fecha as janela quando a Dona Larissa começa a grita" - dizia o bilhete de Kelly imantado à geladeira).

A acuada menina Raquel chegou na casinha pra engrossar o caldo, mudando o curso do todo (juro que era impossível enxergar a mulher Deborah naquela pequena perdida no mundo). Foi uma das experiências mais verdadeiras e profundas que já vivi. Naquele mês de setembro nós até sonhávamos com tudo aquilo, sobretudo depois de 60 horas corridas sem dar trégua ao laboratório que viria mudar minha concepção de preparação de elenco.

Não houve, na história do filme, lembrança mais engraçada que o dia em que você estava com a macaca, Drica, e resolveu botar pra quebrar na casinha. Ao despedir-se do "cliente" Seu Nelson (não temos vaga ideia se este é seu nome verdadeiro), um dos atores contratados para visitar o privê em "horário de expediente", você cismou que ele não tinha "acertado" o serviço. Dona Larissa queria dinheiro. Você andava pra lá e pra cá, fitando o senhorzinho por cima dos óculos, e dizendo: "Seu Nelson, o senhor não vai sair daqui enquanto não pagar o que deve". E ele, coagido, quase sussurrando: "Eu queria falar com a Drica Moraes... porque vim aqui por causa de um filme...". E você: "Que filme, Seu Nelson! Aqui não pode filmar nada! Não me cause problemas!"; e ele: "Então vou ligar pro meu agente...", tadinho! hahahaha

FLASH DE MEMÓRIA: o senhorzinho fazendo o gesto de dar dinheiro pra você (de mentirinha), pra ver se saía do jogo, e você olhando com estranheza para a mão dele, vazia: "Quê isso, Seu Nelson! Tá me achando com cara de trouxa!" - hahahaha

Olha, Drica, é impagável a lembrança dele na sala da nossa casinha, beirando o estado de insanidade, perguntando se você não era a atriz Drica Moraes, e você, deslavadamente, dizendo "que Drica que nada, Seu Nelson! Não muda de assunto que o senhor tem que pagar o que deve!". Desde o "engole esse choro!", foi ali que comecei a te amar; e olha que ainda nem sabia que ser humano maravilhoso de coração gigante mora dentro de você. Sinta-se abraçada agora, Drica.

Castigo Público


http://www.youtube.com/watch?v=GTwekYo7lsE
Metrô de São Paulo na hora do rush: o castigo público do trabalhador que acorda cedo, paga impostos e dá duro labutando. CAOS!


*Note que nem todos os trens param na estação, pois o volume de pessoas é muito maior do que pode comportar.


*E quanto a segurança dos usuários: ZERO. Observe como todos (MESMO!) ultrapassam a dita "faixa de segurança" (linha amarela). Se cair, caiu. Um verdadeiro ABSURDO!

ESTE É O RETRATO DO TRANSPORTE COLETIVO NA MAIOR CIDADE DO PAÍS.
Por falta de opção, esses brasileiros não desistem NUNCA.

(Video gravado via celular)

9 de março de 2010

Estreia!!!


Minha estreia (agora sem acento por causa da reforma ortográfica) vai ser esse sábado, 13 de março, às 21h, no Teatro Shopping Sílvio Romero (200 lugares). Com coquetel (ui, que chique)! É risada garantida nesta comédia de-li-ci-o-sa!

Aos meus amigos "duros": mandem um email com seus nomes para brenda.ligia@hotmail.com (o quanto antes do dia do espetáculo). A lista-amiga, com número limitado por apresentação, dá desconto de 50%! Oba-oba!

Sábados -21h - R$ 40 (meia R$ 20)
Domingos - 19h - R$ 30 (meia R$ 15)
* meia entrada: estudantes, terceira idade, classe artística mediante identificação (DRT), E (tcham tcham tcham tcham!) casais portadores de certidão de casamento!

Ficaremos em cartaz todos os finais de semana, até maio, MÊS DAS NOIVAS, ui ui ui... venha gargalhar a valer!

4 de março de 2010

Energia

Do site PORTAL DA PROPAGANDAA Eletropaulo estreia esta semana a nova campanha de uso consciente de energia elétrica, que visa conscientizar a população sobre o uso racional de energia. Os filmes serão veiculados na Rede Globo, Rede Record, Bandeirantes e SBT.

3 de março de 2010

Chupeta

Essa semana passamos a ensaiar no teatro onde estreiaremos dentro em breve (dia 13!), rumo a uma temporada de quase 2 meses num shopping center de São Paulo. Obá!, estava com tanta saudade do palco, da comédia, do processo... que delícia.

Tem uma magia que só acontece ali, durante os ensaios. A troca, a criação, a repetição, a adaptação, o desafio, a interpretação, o corpo, os sentimentos, os movimentos, a marcação, a pulsação... uma alegria que só se sente quando está fazendo o que gosta, mesmo. O trabalho. As vidas. As linhas (imaginárias ou não). O "se mágico". A memória, a resistência, o físico, a mente. Como é inexplicavelmente bom!

E foi assim que eu e minha amiga de trabalho, Ariane Ferrari, deixamos o teatro naquela noite (de paredão recorde do BBB10, diga-se de passagem); tomadas pela euforia e o bem-estar de toda aquela endorfina liberada durante o ensaio.

Conversávamos animadamente quando a ironia do destino nos sorriu: estacionado em frente ao shopping, o carro da moçoila estava com os faróis, lanternas, e tudo o mais acesos, desde 5 da tarde, sendo que eram 11 da noite, então. Fizemos cara de "putz!". Otimista, ela tentou dar partida. Em vão, pois o carro estava, obviamente, sem bateria. Precisávamos fazer uma chupeta com urgência, antes que ficasse tarde demais para duas madames indefesas nas redondezas de um shopping fechado.

Num olhar cruzado, percebemos que deveríamos correr atrás do restante do elenco, de preferência alguém do sexo masculino (como se tal diferença de gênero garantisse algum tipo de segurança emocional e física a nós, mulheres). Atabalhoada pelo frisson do momento, Ariane (ou Bruxinha Ririca, como é conhecida nos bastidores) deixou cair no chão as páginas soltas do seu texto. As quase 80 páginas facilmente esparramaram-se pelo asfalto, justamente na hora em que o farol abriu e os carros avançavam. Hilária a cena de nós duas, histericamente femininas, catando folhas esvoaçantes ao meio fio, no mais puro estilo "Os Trapalhões" (eu o Mussum, e ela o Zaca).

Ok, fim do primeiro desafio. Corremos ao encontro dos 3 amigos atores-trabalhadores, que deixavam o local naquele mesmo instante. Cada qual com seu carro, e nenhum deles (pasme!) tinha condições de ajudar com a tal chupeta.


PERSONAGEM 1
Eu troquei de carro com meu marido e deixei lá.
PERSONAGEM 2
Eu nunca tive, mesmo.
PERSONAGEM 3
Eu tinha, mas sumiu.



Nova cara de "putz". Unidos pelo uníssono do companheirismo, decidimos que o jeito seria acionar o seguro. Mas Ariane não tinha nem ideia do nome da seguradora, pois o carro era do seu pai, que fizera a apólice na cia do tio do interior, que naquele momento estava no velório de um amigo que falecera na cidade de Botucatu naquela manhã. Parece crônica à la Roque Santeiro, mas é a mais pura verdade.

Desenrolados os devidos trâmites, fez-se o contato. Esperamos. Fechou o shopping. Ventava naquela esquina onde o vento faz a curva. 50 minutos e alguns telefonemas DDD depois... chegou a moto com o mecânico. Êêê, festejamos em coro. Demos os devidos pulinhos que prometemos a São Longuinho.

O processo de ligar aquele treco e fazer a tal da chupeta não chegou a durar nem 1 minuto. Assistimos em silêncio. Pronto. Fechou o capô. Nos despedimos, entramos no carro e cada qual seguiu seu caminho rumo à zona oeste da cidade. Estava certa de que tudo acontece por uma razão, embora muitas vezes não saibamos exatamente qual.

PS.: O filósofo espanhol José Ortega y Gasset (cuma!) definiu ENSAIO como "a ciência sem prova explícita". Só pode ser isso, mesmo.

Dê uma "espiadinha" no site da encantadora de plateias Ariane Ferrari, que também manja tudo de cozinha e de mecânica!

26 de fevereiro de 2010

MEU VESTIDO DE NOIVA



Hoje fui provar meu vestido de noiva na Tutti Sposa, da estilista Renata Borges. LINDO! Amei.
LINK DO VÍDEO: http://www.youtube.com/watch?v=UvBvFBYghf8


25 de fevereiro de 2010

Mulher Microondas

Ontem fui gravar um filme comercial. Minha cena era na cozinha: uma mulher (feliz que só ela!) abria o microondas, colocava uma xícara, fechava. Depois de 5 segundos, abria novamente e retirava a mesma. Sempre, vale lembrar, com um sorriso estampando sua felicidade e satisfação para com a vida.
O fato é que a câmera, posicionada no fundo falso do eletrodoméstico, revelava nada além do prato giratório (com a xícara) e meu carão redondamente retangular de pano de fundo. Sorridente, obviamente :-) . Numa cozinha lindamente modificada. Eu, corpo de mulher, cabeça de microondas.

Em tempos de Mulher Melancia, Mulher Jaca, Mulher Abóbora e outras tantas frutas e leguminosas, alguém da equipe técnica e espirituosa soltou o jargão "Mulher Microondas". Pegou a piada e também o apelido. Que bom que a gente, às vezes, trabalha rindo.
PS1.: O ser humano é o único animal que tem o dom do sorriso. Sorte a nossa! Imagine eu, que tenho irmão dentista!
PS2.: A hiena só ri, não sorri.

PS3.: A produtora com a qual trabalhei foi a Cine Vídeo. São incríveis! Com eles fiz um comercial que eu adoro (antigo): "obrigada, Seu Matias".

E foram eles que fizeram aquele das Havaianas, que foi CENSURADO, BANIDO da TV.

http://www.youtube.com/watch?v=P69ik25jWsw

18 de fevereiro de 2010

Quarta-feira de cinzas, gotas, ondas

Ontem, quarta-feira de cinzas, saí de casa para ir ao ensaio da minha peça de teatro (aguarde! Estreia em algumas semanas!), na Pompéia.
Lá fui eu de ônibus, como sempre, pois tenho carro mas não dirijo. Primeiro porque é um Corsa velho que insiste em morrer quando breco nos semáforos, causando um nó na boca do meu esôfago e constante tensão na região da minha nuca (tamanho estresse de ter carro velho, aff, me poupo disso).
O segundo motivo pelo qual não dirijo mais é indiscutivelmente trágico: a cidade de São Paulo não comporta tantos veículos. O trânsito, que era caótico, ficou estático. O tempo que o paulistano passa no trânsito só faz aumentar; uma agonia sem fim. De lambuja, temos as enchentes e alagamentos... ah! Sendo assim, me sinto mais livre e segura dentro de ônibus, que são os únicos que conseguem atravessar as enxurradas.
E foi exatamente o que aconteceu comigo ontem, a caminho do ateliê onde ensaiamos. Após apenas 15 minutos de chuva, me vi no foco de um alagamento. Claro: saquei meu celular, gravei, editei e ei-lo aqui (el video).


A Polyanna Moça que vive em minh'alma diz que tive muita sorte por estar em segurança na hora do toró: no banco mais alto do veículo mais alto! Embora ficar ilhada num ônibus por mais de uma hora não seja "sorte", e sim "azar"...

FOTO TIRADA DO MEU CELULAR, NA RUA CORIOLANO

17 de fevereiro de 2010

Ufa!


Sobrevivi ao carnaval 2010!

EXTRA, EXTRA! Furo de reportagem: o ex-governador Arruda engajado na folia de carnaval! Não está na cadeia, e sim no Vai Quem Quer! Sassaricou por 4 dias seguidos sobre a alegoria!
E o melhor dos presentes é que o Arruda agora é meu! Está na minha casa! Presente do grande artista Vai Quem Queriano, Pato. Muito obrigada! Valeu, Pato!
Valeu, meu povo! 30 ANOS DE TRADIÇÃO, pelas ruas de Pinheiros!

11 de fevereiro de 2010

R.R.

Hoje meu vizinho me chamou de canto e cochichou, em tom de segredo.
-Tenho uma coisa pra te mostrar.
Abriu sua pochete (é!), sacou uma fotografia e chacoalhou-a no ar, com o peito estufado digno de um avô coruja.
-Nasceu meu netinho!
Olhei, sorri, parabenizei pelo lindo bebê joelhinho. Naturalmente, perguntei o nome do rebento.
-Ruan Riquelme.

Silêncio. Ruan Riquelme... eu refletia. Ele prosseguiu, contando vantagem:
-Vai assinar que nem o pastor R.R. Soares. Uma bênção!

É... o silêncio é de ouro, a palavra é de prata.

Ruan Riquelme. Mais um nesse mundo dos nomes duplos... eu, Brenda Ligia, irmã de Arthur Eustáquio, Kleber Lúcio, Vanessa Nöella e Daniel Philipe; prima de Clecinara Lane, Alex Thúlio, Réges Marcel, Marcela Iza, Fábio Henrique... enfim, eu que o diga!

Que Deus abençoe o R.R.!

10 de fevereiro de 2010

É Carnaval!

Contrariando todos os clichês das ditas "mulatas brasileiras", sempre afirmei, bufando: "não gosto de carnaval". Eis que, no ano passado, o namorado me apresentou ao bloco de rua "Vai Quem Quer" (se concentram todas as noites, às 21h, ali na Praça Benedito Calixto, e percorrem as ruas de Pinheiros). MARCHINHAS DE CARNAVAL, com classe e categoria!
Fui no primeiro dia, desconfiada. Gostei.
No segundo quis ir de novo. Adorei.
No terceiro, levei a família (inclusive sobrinhos crianças, pois o clima é bem familiar).
No quarto e último, amei. Por pouco não chorei.
Toquei surdo com a banda, e foi SENSACIONAL! Passei as noites de folia fazendo som pra tanta gente dançar, cantar e pular. Uma experiência única, mágica, lúdica.
E chegou a hora... sábado. É carnaval! Todos (que forem ficar em São Paulo) estão convidadíssimos pra essa festa! É só chegar na concentração do bloco, ali na Praça. Estaremos todos lá, com certeza! ALEGRIA, ALEGRIA!
PS1.: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"... Então, agora eu gosto de carnaval!
PS2.: E, como não poderia faltar... segue o vídeo que fiz no ano passado.
PS3.: Esse vai ser um ano especial pro bloco, pois completam 30 anos de tradição! FESTA, Brasil! Vamos chegar, meu povo! E quem disse que pra se divertir precisa ter muito dinheiro, hã (interroga).

8 de fevereiro de 2010

Show da Beyoncé

Quando soube que a diva Beyoncé viria ao Brasil, óbvio que tive vontade de ir ao show. Mas além dos ingressos terem se esgotado rapidamente (ah, impossível competir com aqueles fãs incondicionais que acampam à porta da bilheteria beeeem antes das vendas começarem, aff!), confesso que o preço salgadíssimo (600 reais, quase um salário mínimo nesse país, aff!) me demoveu da ideia.

Então descobri um site ( http://www.facebook.com/jeitospeedy ) que lança, esporadicamente, promoções de toda sorte, geralmente relacionadas a grandes shows internacionais nas capitais brasileiras. CONCURSO CULTURAL "BEYONCÉ AO PÉ DA LETRA". Arregalei os olhos ao ler o regulamento: "fazer uma paródia de alguma música da Beyoncé, gravar um vídeo de até 30 segundos, e enviar". "Tá no papo", pensei (salve a comédia!).

Pesquisei a moça-diva no youtube: assisti aos videoclipes da musa e escolhi uma música para parodiar e concorrer a 2 ingressos. Escrevi, decorei, cantei, gravei, editei e mandei. E no dia do meu aniversário (4 de fevereiro, shhhhh!, que não conto pra ninguém!), TCHAM TCHAM TCHAM TCHAM: eis a notícia. Fui premiada! Uhuuuuu!

Foto: Clecinara Lane

De bate-pronto convidei minha prima Clecinara Lane, que deu pulos de alegria, pois além de tudo é fã da Ivete Sangalo (que abriu o mega show). Eu, particularmente, não gosto do gênero, mas respeito e sei do seu valor.

E sábado, 6 de fevereiro, no horário combinado, o motorista simpaticamente bonachão veio nos buscar em casa. A produtora, gente finíssima e atenciosa, nos presenteou com lanchinho gostoso, cds da Beyoncé, mochilas, camisetas... e lá fomos nós. Morumbi lotado; 60 mil pessoas. Primeiro teve Ivete, que, respeitavelmente, conduziu o espetáculo com descontração e leveza, fazendo várias menções àquela entidade musical que estava por vir. Naquele dia, especificamente, todos aguardavam a diva.

E eis que entrou a bichona; o estádio veio abaixo. Gente do céu! A mulher é um furacão! Chega dominando tudo com o olhar, postura, dança, voz, corpo, presença, charme... ela É o próprio show, que transcorreu maravilhosamente bem. Impressionante tudo que consegue fazer no palco. Canta, dança, brinca, cativa. Até as coisas mais cafonas transbordam glamour quando vem de Beyoncé. Num passe de mágica, ela consegue transformar até o ato mais piegas em gesto lúdico. É absoluta, indiscutível.

No final do show, concluí duas coisas: a primeira delas é que hoje, pós segunda-feira, devo, IMPRESCINDIVELMENTE, começar uma DIETA, com urgência. Que a Beyoncé me sirva de inspiração!

E a segunda conclusão é que não sou fã tão fervorosa, em comparação aos incondicionais que acampam à porta do estádio. O telão mostrava, ao vivo, o êxtase de cada um deles ao vê-la dançando com a bandeira do Brasil, feito pluma dourada. Vi gente até desmaiada (a idolatria suga a força). Choravam, gritavam, cantavam com emoção (todas as letras de todas as músicas, de cor e salteado, com coreografia inclusa!).

Que loucura... o mundo virtual me possibilitou fazer uso da tecnologia para realizar algo que há muito não fazia: ir a um grande show, de porte internacional. De quebra, fui de graça, como ganhadora de concurso culural (imagina... eu, que achava que essas coisas eram LENDA...). Graças ao Jeito Speedy e a agência Alquimia, que prova que são realmente sérios, profissionais, e super fofos! VALEU!

3 de fevereiro de 2010

Série "9mm" - canal Fox

Gravação da série "9mm" do canal Fox (direção: Michael Ruman, Moonshot Pictures).
Intriga, tensão, burocracia, delegacia, abuso, investigação, polícia... na foto, Conselheira Adriana (eu) com Doutor Eduardo (Luciano Quirino).

30 de janeiro de 2010

Minha amiga de 72 anos

Eu tenho uma amiga que tem 72 anos. Somos amigas desde que ela completou 60. Teve festa, bolo, parabéns, conversa de comadres no alpendre... como me lembro daquela festa! Mas ela não, porque foi diagnosticada com Alzheimer.


*monólogo interno da nega* - "Nossa, que saudade! Há tempos não visito minha amiga! Acho que vou lá na Vila Mariana hoje. Ih, mas peraí... vai chover feio. E tenho que terminar aquele trabalho. Melhor deixar pra semana que vem, então... tudo estará mais calmo."



No meio de toda essa bardena cotidiana e caótica da cidade grande, postergo a visita que devo à amiga amada. Ah, o tempo! Tão precioso tempo, que tanto nos falta. Passa voando e deixa um vazio no peito, permeado por bons sentimentos de amor, amizade e gratidão que sinto aqui dentro de mim... Cida, meio amiga, meio mãe. Um presente no meio dessa selva de pedra. É isso.
POST EDITADO EM 25 DE FEVEREIRO DE 2010 - FINALMENTE VISITEI A CIDA!

28 de janeiro de 2010

Solitários

Se você acha o BBB bizarro, é porque ainda não assistiu ao reality show do SBT, Solitários. Passa toda segunda e quinta, às 22h. É diferente da Globo, porque não depende de votação do público, não é uma casa, os participantes não tem contato um com outro, e, sobretudo, o prêmio... ah, o prêmio "quase" simbólico de 50 mil reais (não que eu tenha 50 mil dando sopa, quem me dera. Mas, pôxa, se for comparar com 1,5 milhão que o Bial oferece... imagina!).

O fato é que o programa testa a resistência física e psicológica dos participantes. Ganha quem conseguir resistir por 2 meses dentro de um cubículo, com comida regulada, sem tomar banho, passando pelas mais diversas torturas e realizando todas as provas que um computador (com voz de mulher, chamado Val, que desconfio que seja o Sílvio Santos!) estipula aos participantes.

Outro dia tinham que ficar de pé sobre uma placa de objetos perfurantes. Quem aguentou a prova por mais tempo ficou de pé ali por quase 5 horas, pense! Teve também a prova das camisetas: os participantes tinham que vestir umas 80 camisetas, uma por cima da outra, mas sem saber que os tamanhos eram diferentes. Imagine quem vestiu 30 camisetas GG e depois apareceu uma PP pra colocar por cima... que desespero!
Enfim... não assisto sempre, mas esse post se deve a uma das participantes, a de número 7 (sim, pois o Sílvio se recusa a tratá-los pelo nome), que se chama Talita Frese. É pra ela minha torcida, e estou quase convicta de que vai ganhar. Simplesmente porque Talita (número 7, que cabalístico!) merece, é iluminada e precisa.

Eu a conheci durante a filmagem (no meio do ano passado) do novo longa-metragem da dona Laís Bodanzky ("As Melhores Coisas do Mundo"). Não é atriz, sim atleta. Mas estava na cena, alegrando o set. Quem a conhece, não esquece.

A alegria da Talita é reflexo da tristeza que permeou sua vida. A história dela é digna de um filme, mesmo. Por isso fui até a casa dela numa favela em São Paulo, onde passei uma tarde agradabilíssima. Fiz uma entrevista emocionante com ela, e depois editei um filme. Está no youtube, e você pode assistir por aqui.
O mais impressionante (uma lição de vida!) é que não conta o que passou com a vitimização típica dos seres humanos. Não. O negócio da Talita é lutar. Vencer. Correr. Bola pra frente! Vale a pena conhecer.
Se conseguir assistir ao Solitários, é só sintonizar no SBT, toda segunda e quinta, às 22h (hoje tem!). Talita estará lá entre os participantes, na cela de número 7, no meio daquela loucura toda, mas brilhando mais que estrela Dalva.

24 de janeiro de 2010

Futebol

Quando eu era adolescente torcia pro São Paulo Futebol Clube. Na verdade, torcia era pro Raí (ou pras coxas dele, quando em campo - pronto, falei).
Naquela época, assistia partida pela televisão e até vibrava. Quando foi campeão da Libertadores, chorei e tudo.
No entanto, nunca soube ao certo o que é zaga, tiro de meta ou impedimento; tenho apenas vaga ideia. E ao longo do tempo descobri a verdade crua: não gosto de futebol, não torço pra time algum.

Só que meu irmão Arthur é corintiano roxo. Afro-bege, porém dos roxos. Em dia de jogo ele tira o terno, vai pro estádio e perde a voz. Chora. Ri. Canta. Grita. Pula. Reza. Sofre. E chora de novo, tadinho... chega a dar dó.

Foi pra ele (e pra tantos outros milhões de corintianos) que fiz esse vídeo hoje, afinal, irmão é sempre irmão. O meu é corintiano, do timão.

21 de janeiro de 2010

Os Astros

Minha amiga foi num astrólogo fazer um treco geográfico vibracional que se chama “Revolução Solar”. É uma espécie de mapa astral mais específico, digamos assim. Deve ser feita sempre antes de aniversariar.

O bem conceituado profissional do ramo da astrologia com o qual minha amiga se consultou a recebeu em sua casa, no Pacaembu. Tinha como currículo uma dúzia de fotos com celebridades que se consultam anualmente com ele, todas ali estampadas na parede. Depois da consulta e análise, informou que ela deveria estar em Galápagos no dia do seu aniversário. Sozinha, partiu rumo ao Equador. Nunca pensara em conhecer todas aquelas ilhotas, imagina... e adorou a experiência astrologicamente inusitada.

Pois bem: com a notícia, uma outra amiga resolveu também fazer sua Revolução Solar. Foi numa mulher que lhe deu três opções: Portugal, Curitiba ou Índia (uau! pra todos os bolsos). Há alguns dias ela desembarcou em Porto, antes de seguir para uma cidadezinha minúscula no extremo norte do país. Estou ávida por notícias.

E daí que dentro em breve será meu aniversário. Ô vontade que tenho de ir fazer esse treco, também. Pensei, pensei… mesmo porque, vamos combinar, dinheiro não dá em árvore (infelizmente). Então, sensata que sou (economicamente ponderada ou pão duro, como preferir), embora com uma (in)certa dúvida no coração, concluí que não é meu momento de fazer essa tal viagem astral, ou seja, não vou fazer minha revolução solar para o mês, em 2010.
E viva o bom senso.

Mas… ah, como Deus é bom e se manifesta rápido! Antes que eu pudesse me arrepender da sábia decisão recém tomada, recebi telefonema de uma produtora que me deu a ótima notícia: fui aprovada para um trabalho incrivelmente bom, e uma diária cai justamente no dia do meu aniversário! Ou seja, não poderia mesmo viajar pela minha revolução solar. Só que por uma boa causa! Senti como se o Universo me desse um presente de aniversário! Por isso estou felicíssima, tão contente por começar 2010 com o pé direito. Não há tempo para pessimismo.
Agora vou estudar meu personagem para a série 9mm do canal Fox. Que delícia, estou muito feliz! Sobretudo porque sei que nada acontece por acaso…

LINK DA SÉRIE 9MM DO CANAL FOX
http://canalfox.com/br/series/9mm

13 de janeiro de 2010

Terremoto no Haiti

Quando eu era mocinha, morava numa ilha caribenha chamada Trinidad (& Tobago). Na ilha, os tremores não eram raros, embora de baixo grau na escala Richter, ufa.

E o primeiro terremoto a gente nunca esquece... eu estava na faculdade (University of the West Indies), que, propositalmente, era toda térrea, plana, em meio à natureza; bem mais verde que concreto.

Guardo na memória o "barulho de terremoto" no ar. É como se um trovão brotasse do centro da Terra, mas de um lugar tão fundo, mas tão profundo, que faz o som de um bumbo atômico ecoando entre o físico e o espiritual da gente. Cruz credo!

Pense no Haiti, reze pelo Haiti...

DOAÇÕES

Li na internet que o FBI detectou fraudes nas doações ao Haiti. A questão é: só se fala em cifras de 30 milhões. Quero saber se nós, reles mortais (e quem não é!), podemos também ajudá-los de alguma forma. Justo eles, os mais pobre de todos nós. Putz.

Olha, que Deus proteja. Às vezes me pego pensando na minha vó e no meu primo que foram embora "feito passarinhos", cada qual em seu momento. Penso que foram chamados com doçura, e não como essas tantas pobres almas (mais de 100 mil!), agonizando entre ecombros, dor, angústia... imagina. É, o planeta expulsando gente, e poderia ser qualquer um de nós. Tão perto, pensa.

O Haiti é aqui. O Haiti não é aqui.

COMO PROCEDER EM CASO DE TERREMOTO

-tente sair de prédios e se afastar de fios elétricos. Ao ar livre estará mais seguro.
-se não conseguir sair, esconda-se embaixo de um sofá, sentado no chão e encolhido. Não fique perto de janelas, espelhos, fogões. Não use elevadores nem escadas.
-se estiver dirigindo, pare o carro e desça. Não pare perto de pontes nem sob viadutos.
-MANTENHA A CALMA e ESPERE PASSAR (imagina!).

CONCLUSÃO

E eu, no conforto do meu lar, com minha jarra de água potável e fresca sobre o criado-mudo, não consigo dormir com o peso da tristeza deles.

12 de janeiro de 2010

São Paulo

Geralmente, não sou apreciadora do centro da cidade, mas ontem fui e gostei bastante.

Primeiro porque fez um dia lindo, com céu azul e tudo, dos de brigadeiro. Tá certo que esse calorão leva embora o glamour da minha visita nesta enorme-trópole. Afinal, nos anos 50 era outro clima, tinha a tal da garoa, a famosa. Hoje é o povo que tá garoando, suando que nem chaleira dentro da super-lotação. Aff.

Enfim, gostei foi da sensação de chegar ao centro de São Paulo. Senti no ar, apalpei com as mãos. O som da cidade: canções, veículos e gente. Gente falando brasileiro nas ruas.

Tem quem venda falafel, churrasco grego. Tem os tiozinhos das placas "Compra-se Ouro". Os vendedores de pirataria com Besouro e 2012 a 5 reais cada.

E tem as rodinhas de gente... ah! Só o centro tem! Lá dentro tudo pode acontecer: desde show gospel de guitarrista paraplégico a venda de fórmula milagrosa que cura de azia a aids. E o povo se junta em volta, pra aplaudir no final. Uma beleza, é São Paulo, é Brasil!

O centro ocupa bem o seu lugar: no centro de tudo.



PS1.: A performer que me inspirou a fazer este vídeo se chama Silvana de Abreu, que apresentou um espetáculo de mímíca chamado Risco de Vida. Muito bonito. E o sol rachando o coco de toda a gente, aff. 31 graus celsius, pense!

PS2.: Acho que o dono daquele lindo e moderno par de tênis que aparece no filme é o tal do Fause Haten, do mundo da moda. Acho.

9 de janeiro de 2010

Em nome de Jesus

Este é o vídeo mais recente que fiz. Saiu hoje, fresquinho, embora datado. Em nome de Jesus.

Chove, chove...

Toda vez que um relâmpago traz trovão,
o coração da gente se encolhe de medo da chuva. Peguei esta foto do IG: igreja ruindo ao ser atingida pelas águas em São Luiz do Paraitinga.
Já o vídeo abaixo é meu, mesmo: fiz no celular, na Zona Oeste, em um dos dias caóticos na capital paulistana. Porque agora isso é normal, humpf.

Como vai ficar essa história (interroga).

A Sala Fantasma

No interior de Minas Gerais (e de outros tantos lugares), é comum existir, em casa, um cômodo só para receber visitas. Só que, visita boa mesmo, sempre prefere ficar na cozinha (atire a primeira pedra quem não tiver um pé na cozinha). Por isso apelidei este cômodo de "Sala Fantasma", carinhosamente.

Um sucesso arquitetônico. Paredes verdes, tapete felpudo, cristaleira espelhada, lustre colorido-reluzente.. imagine quanto brilho. Tem um sofá que é branco por dentro e marrom por fora, por causa da capa que minha mãe usa para cobri-lo. "Sofá branco não combina com criança", explica a vovó, dona da casa. Claro, pois Sala Fantasma que se preze tem que ser na Casa da Vovó, obrigatoriamente.

O mais alto grau de funcionalidade da Sala Fantasma vem em datas comemorativas, tais como aniversários. Ontem, por exemplo: aniversário do meu irmão Arthur Eustáquio. O local ideal para uma festa surpresa? A Sala Fantasma, BINGO! Na última década, toda e qualquer festa surpresa vem sendo oferecida aos membros da família ali. Na doce e terna Sala Fantasma. Aquele brilho no olhar das crianças (sobrinhos) quando ouvem o portão da garagem se abrindo... ele vem chegando: silêncio!

Quando tem muita gente escondida no escuro e o aniversariante se aproxima, o silêncio torna-se mais difícil que sobreviver com salário mínimo. Então acontece o "fenômeno do SHHHH": um diz "SHHH" para encobrir o "SHHH" de outra pessoa, e começa uma cadeia de "shhh's" cada vez mais altos, que culmina no "parabéns pra você", com a entrada do sujeito. PRONTO!

Monólogo interno do cabra a caminho da Sala Fantasma:
"Hoje é meu aniversário e ninguém da minha família me ligou. Fui chamado à Sala Fantasma. Opa, escuto um zum zum zum, falação contida e sussurros. Agora ouço um SHHHH. E outro SHHHH ainda mais alto. Acho que a Sala Fantasma é realmente mal-assombrada... pois não haveria de ser uma festa surpresa pra mim!"

Por trás de cada festa surpresa existe a obrigação implícita do aniversariante de agir como se jamais tivesse imaginado o que poderia acontecer. Aja como se o improvável absoluto tivesse acontecido. Pra isso servem as surpresas. E os organizadores agradecem. Na Sala Fantasma ou não.

7 de janeiro de 2010

Consciência Ecológica

Não sou ecochata nem militante de peito estufado, mas ir contra o bom senso já é demais... explico.
Tem uma vendinha perto da minha casa, estilo quitandinha da vovó. É uma fartura só (farta laranja, farta queijo, farta tudo!) -o lado bom é a conveniência de ter pão assado na hora na esquina de casa. Por isso todo mundo acaba indo lá, mesmo.

Embora o serviço seja "uó", aff. Tem que ter paciência, porque tudo demora! Calcular, cobrar, fatiar... bocejo na fila! Ainda bem que é de uma gente simpática. Tudo da mesma família. Uma família mole, mole... pra trabalhar. Bocejo de novo. Avanço um passo na fila.

(Ai, me acode, tomara que nunca leiam isto!)

E vamos ao pior. Sim, pois lá na vendinha eles tem uma mania muito feia (mas feia MESMO, muito pior que deixar à venda iogurtes vencidos, imagina!).

Eles, pobres, sofrem do bizarro hábito -calcado na ignorância!- de distribuir sacolinhas plásticas a dar com pau. São sacolamaníacos. Que coisa feia!

Lá sou conhecida como 'aquela "morena" alta que não gosta de sacolinha', ouvi a senhora dizendo outro dia. Eu, meio fula da vida, respondi "é pra poupar a natureza da agressão". Ela riu, mostrando claramente não ter ideia do que estou falando. Talvez se explicassem na novela das oito, ela saberia. E se engajaria. Helena, recicle! Pelo bem da humanidade! Que o Brasil pare de tratar as sacolas plásticas como brinde! O planeta agradece.

E hoje, por um descuido meu, a dona da venda não perdeu tempo: botou o Trident numa sacolinha e o iogurte na outra. Juro.


PS.: Tá tudo aí, a Terra expulsando o homem... só não vê quem não quer. E esse calor louco. Os desastres naturais... enchentes, desabamentos, desgraças de toda sorte, que azar!
ECONOMIZE SACOLA PLÁSTICA, PELO AMOR DE DEUS!

5 de janeiro de 2010

Não faço mais perguntas

Desde o natal não faço mais perguntas. De nenhum tipo, nadica. Supro minha curiosidade com o benefício da dúvida. Não pergunto mais o que devo me privar de saber. Não espere de mim interrogaçôes diretas, pois eu sou plena afirmação, agora. À revelia pode surgir um "gostaria de saber se" ou "me avise caso" -em casos extremos. Dizem que o gato foi morto pela curiosidade (ainda que bichanos tenham 7 vidas por vez), mas estou pagando pra ver. Isso porque um portador do Panamá me trouxe um computador portátil que foi encomendado nos Estados Unidos (da América. A do norte). E o dito cujo chegou todo belo, azul marinho, leve tal qual pluma... mas sem interrogação no teclado. Já apertei tudo que é tecla a meu alcance: Shift, Control, com e sem Alt. Uma loucura. E me pergunto... ainda que sem interrogação.