Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro
- Brenda Ligia
- Brenda Ligia, atriz, atuou em 17 longas, 13 séries de TV e 10 espetáculos teatrais. Também é mestre de cerimônias, apresentadora, diretora e locutora trilíngue; fala inglês fluentemente e francês. 6 prêmios nacionais e internacionais de Melhor Atriz e Melhor Direcão. No CINEMA, atua em Lusco-Fusco, Amadeo, Cerrates Robin Hoods, Meu último desejo, Lispectorante, Cidade;Campo, Amado, Sangue Azul, Onde Quer Que Você Esteja, Todas as cores da noite, Bruna Surfistinha, Flores do Cárcere, As melhores coisas do mundo, Bom dia, eternidade, Dente por dente, Contra a parede. Na TELEVISÃO, atua na série Na Batalha (estreia em breve). Na TV Globo, atuou nas séries Sob Pressão, Assédio e na comédia A mulher do prefeito. Na HBO Max, está no k-drama Além do Guarda-roupa. Protagonizou episódio da série História de Preta. Participou das séries África da Sorte, Hard, Beleza S/A, Ninguém tá olhando, Somos um só, 9mmSP. É apresentadora da série Gol de Letra (estreia em breve). Contato: brenda.ligia@hotmail.com
14 de maio de 2015
10 de maio de 2015
Disse não disse
Minha mãe disse "ele está com cólica porque tomou vento".
Minha avó disse "ele estranha tudo porque nasceu na água".
Minha sogra disse "passe farinha de tapioca nessas brotoejas".
Meu irmão disse "não deixe ele chupetar o peito na hora de dormir".
Minha cunhada disse "ele está mamando sem ter fome".
Minha amiga disse "coloca a pontinha do supositório na bundinha dele".
Minha vizinha divorciada disse "ele chora demais; dê o peito a ele".
A diarista exemplar disse "se ele não dormir no berço, vai ficar com problema".
A cozinheira desempregada disse "acho lindo neném com chupeta; você devia dar".
O cineasta pernambucano disse "ele está suando muito, coitado".
O balconista tricolor da padaria disse "está muito frio pra ele".
A gordinha no semáforo disse "o sol está quente demais para um bebê".
O taxista disse "você é louca!, meus filhos só saíram de casa depois dos oito meses".
O mendigo da pracinha disse "este horário é ruim pra ele por causa da poluição".
O cabeleireiro careca disse "ele está engordando muito e ficando com papada, ó!".
A tia do interior disse "cuidado na hora do banho porque quem tem pulmão fraco não pode engolir água".
A madame invejosa de Boa Viagem disse "peito muito grande desse jeito é ruim porque afoga o bebê, coitado".
O ator famoso disse "é normal dar umas gotinhas de Luftal pro bebê".
A velhinha de cabelo violeta que estava na fila quando fomos pegar o formulário do batizado disse "segura a cabecinha atrás; cuidado com ele".
Minha sogra disse "passe farinha de tapioca nessas brotoejas".
Meu irmão disse "não deixe ele chupetar o peito na hora de dormir".
Minha cunhada disse "ele está mamando sem ter fome".
Minha amiga disse "coloca a pontinha do supositório na bundinha dele".
Minha vizinha divorciada disse "ele chora demais; dê o peito a ele".
A diarista exemplar disse "se ele não dormir no berço, vai ficar com problema".
A cozinheira desempregada disse "acho lindo neném com chupeta; você devia dar".
O cineasta pernambucano disse "ele está suando muito, coitado".
O balconista tricolor da padaria disse "está muito frio pra ele".
A gordinha no semáforo disse "o sol está quente demais para um bebê".
O taxista disse "você é louca!, meus filhos só saíram de casa depois dos oito meses".
O mendigo da pracinha disse "este horário é ruim pra ele por causa da poluição".
O cabeleireiro careca disse "ele está engordando muito e ficando com papada, ó!".
A tia do interior disse "cuidado na hora do banho porque quem tem pulmão fraco não pode engolir água".
A madame invejosa de Boa Viagem disse "peito muito grande desse jeito é ruim porque afoga o bebê, coitado".
O ator famoso disse "é normal dar umas gotinhas de Luftal pro bebê".
A velhinha de cabelo violeta que estava na fila quando fomos pegar o formulário do batizado disse "segura a cabecinha atrás; cuidado com ele".
Por boa intenção, ignorância ou má-fé, muita gente diz coisas sobre meu filho. Mas ninguém diz o indizível: o instinto materno se encarrega de tudo, pois nossa sintonia tem conexão eterna. Meu bebê passou mais tempo dentro de mim do que fora, me conhece por dentro e se acalma ao som das batidas do meu coração de mãe. E recorro a ele Emoticon heart ao tentar encontrar respostas para as tantas dúvidas que assolam uma mãe de primeira viagem. No fim das contas, dá certo! Emoticon smile
Adivinha o que EU disse? Que estou curtindo muito meu melhor papel. É uma delícia ser mãe e viver o mais puro amor.
Adivinha o que EU disse? Que estou curtindo muito meu melhor papel. É uma delícia ser mãe e viver o mais puro amor.
Não perturbe: estou parindo
No século passado, na região do extinto Quilombo do Ambrósio, no triângulo mineiro, existiu uma generosa enfermeira que, como parteira, auxiliou almas nascidas naquele vilarejo; seu nome era Dona Isaura. Assim, na presença dela, mulheres pariram cidadãos aos montes. Décadas depois, quase todos os povoadores da cidade (costureiras, padeiros, delegados, professoras, médicos, policiais, vagabundos etc) tinham sido recebidos pelas mãos daquela senhora, figura ilustre da pequena Ibiá, Minas Gerais, Brazil.
Gerações adiante, uma sobrinha-neta de Dona Isaura, dessas balzacas que engravidam depois dos 35, resolveu ganhar neném numa piscina cheia de água morna, com desenhos de peixes coloridos. Pesquisou: “parto na água” em sites, blogs, textos; “parto normal” em vídeos, fóruns, grupos; “parto natural” em livros, revistas, depoimentos; “parto humanizado” em filmes, artigos, rodas. E, obviamente, chorou rios com "O Renascimento do Parto - O Filme". Essa grávida monotemática e empoderada, sobrinha-neta da saudosa tia Isaura, que resolvera receber seu bebê com doçura e delicadeza, claro, sou eu. E, sob meu olhar, esse é nosso relato de parto humanizado, que foi o que de mais intenso aconteceu em toda minha existência. Todo o amor ao homem mais lindo que já amei (por dentro e por fora); Marcelo (mar+céu), que é meu marido, melhor amigo e maior amante desde 1978.RECIFE, NOVEMBRO DE 2014
Naquela noite, na sala de bem-estar, depois da sopa de legumes, o casal preparou-se para dar play num filme no DVD. Aí, surpresa: a mulher começou a sentir as benditas contrações. “Se for só isso, beleza”, pensou. Fechava os olhos, respirava fundo, soltava o ar. O filme, no pause. O marido, em alerta. Ah! E continuaram. Gradativamente mais intensas. E mais, e mais.
Horas depois, a solução foi entrar no chuveiro; banho de água quente ajuda. Melhorou um pouco, ufa. Tudo ficou mais forte; inclusive ela própria. Impossível fugir do encontro com sua natureza. Deitou-se para descansar; e veio outra... ah! Obcecada, se viu usando aplicativo de iPhone para tentar registrar a duração e os intervalos das contrações (árdua missão). Madrugada adentro, ligou para sua doula Ludmila Cavalcante, que acalmou: “Brenda, quando for, você vai saber”. Ah bom. Mensagem do Doutor: “São os pródromos, aproveite”. Palavra nova, essa. Ah! Veio outra.
Com custo, dormiu. Sonhou. Delirou. Acordou. Gemeu. Foi uma noite cheia de vida própria: a própria vida e a gerada dentro de si, que, na verdade, seria parte da sua até seus últimos dias.
32 HORAS DEPOIS...
Já na Maternidade Santa Lúcia, pendurado à maçaneta da suíte hospitalar, o aviso “Não perturbe, estou parindo”. No canto mais espaçoso, a piscina (olha a mangueira esguichando). No centro, a cama (tem até alavanca). A bola de pilates (logo eu, que nunca levei jeito pra pilates). O som lá de casa, o abajur meia-luz, as almofadas cheirando à lavanda, o aroma dos óleos relaxantes, a bandeja de guloseimas (com castanha, chocolate, suco)... pronto. Depois de mais de 12 horas ininterruptas de trabalho de parto, de 9 meses de uma jornada inexplicável, de 8 centímetros de dilatação e de 10 anos de um amor que floresce, lá estava eu, com meus medos e vontades, prestes a parir dentro d’água e colocar uma pessoinha no mundo. Pessoinha esta que mudaria a razão da minha existência, diga-se.
Quanto mais difícil ficava o trabalho, mais importante a confiança na equipe. A doula me fazia massagem mágica. O obstetra Doutor Renato Grandi Ramalho (eterna gratidão) me dizia palavras-coragem. A parteira mais que incrível Suzely Aragãosempre ali, só coração. O amor-marido Marcelo me dava beijo na boca para liberar ocitocina... ah! Veio outra. Mais forte que a anterior. Aí me sugeriram vocalizar bem alto, com força, na hora da dor. No início, o fiz com um pouco de vergonha, confesso, me sentindo meio ridícula. Depois, pela sensação amenizadora, adotei como essencial ao bem parir. Ah! Outra. Ondas...
Entrei na piscina como num mergulho sem volta; e era, mesmo. Calor, muito calor. Senti a compressa de água fria na testa... ô beleza de doula. Cadê o chocolate que disseram que tinha? Minha mãe Marizia sempre disse que 'é a pior dor do mundo essa tal dor do parto'; se ela tiver razão, a coisa tende a ficar feia pro meu lado. Sim, porque, até o momento, estava quase suportável. Chegaria num estágio de dor para “cavalo do cão chupando manga”? E lá vem outra... ah! Vem, Raul. Meu filho, vem.
Marcelo colocou “Afrosambas” para tocar: Vinicius de Moraes e Baden-Powell. “Pergunte ao seu Orixá, o amor só é bom se doer”, cantavam... ah! E como doía. O tempo ia passando... e nada. Eu lá, esparramada na piscina, com a barrigona do tamanho do sol, e nada de neném. Parece que, por instantes, me vi fora do meu corpo... mas depois voltei. Acho que estive num universo paralelo, transportada para outra dimensão chamada “partolândia”, onde as coisas não são muito claras. Ou são, não sei.
*EXPULSIVO*
Tá na cara que isso não vai dar certo. Não tem como. Pra quê fui inventar moda?! Já deve passar das 5 da tarde... esse povo todinho aí, e nada. E agora, gente?
Auscultam meu bebê: batimentos fetais perfeitos. Ufa... ah! Lá vem a danada... ah!
-Doutor Renato do céu, não consigo fazer mais força que isso!
Ele, sereno, só ri:
-Não precisa. Faça só a força que sentir vontade. Ele está vindo no tempo dele.
Nossa. Então é isso. É normal. E lindo. Ah!
-Coloque sua mão para tocar a cabecinha do seu filho.
“Ah! É demais pra mim”, penso. Coloco, sinto... é meu filho! E ele, então, “desnasce” pra dentro de mim. Juro: a cabecinha do menino entrou.
-Ah, não! Ele tá entrando- choramingo. Todos riem, meus amigos.
Eu, cansada dessa última fase de vai-não-vai... socorro. Eu sabia que seria assim? Lá vem outra... ah! O bebê sabe nascer. Mas eu vou, mesmo, saber parir? Delírio, tremo. Tia Isaura sussurra no meu ouvido: “Nossa Senhora passa a mão na cabeça”. Água. Quero água, anda logo, porra... ah! Lá vem. Arranho a batata da perna do Marcelo, controlando a vontade de mordê-lo pra arrancar pedaço, estraçalhar o coitado. Está pegando fogo, gente! Puta que pariu, merda... ah! Gente, estou me rasgando todinha; pela metade. Juro. Ah! A maior força do mundo, estou fazendo agora. Olha... ah! Não aguento mais isso. Meu lado-bicho vai me explodir... ah! “Amar é morrer de dor”, cantam, no som. Estéreo, acho. Está vindo outra. Respiro, fundo. De novo. Força! Desliga essa merda de música, Marcelo, vai, anda logo. O som. Porra! Silêncio. Eu respiro. Mas tenho certeza que estou morrendo. Vem, meu filho. Meu menino, serafim. Será fim? Agora. Vem, Raul. Morri. Olha. Saiu. De dentro de mim. O meu filho. Ali, olha a cabeça dele toda pra fora de mim. Parou no ombro, normal. Parou o tempo, aqui. Estou paralisada, olhando pra ele sob a água. Ah! Nasceu meu bebê. Todo, inteiro, com dedinhos magros em cada mãozinha. Nasceu com os olhos bem abertos; recém-nascido curioso, esse meu Raulzinho. Jorrou vida afora, já pronto, com o cordão laçado no pescoço; doutor Renato e parteira Suzely desenrolaram, com delicadeza e segurança. Eu, a mãe, peguei meu bebê no colo e o coloquei junto ao meu coração, cujas batidas, certamente, lhe eram familiares...
Seu cheiro, meu filho... nunca me esquecerei do seu cheiro. Tão bom! Cheiro de deleite doce, meu amor, vérnix e vida. Bem vindo, meu bebê. Conseguimos! Nós conseguimos, filho. Graças a todos nós, juntos, ali renascemos, com mais força e poder. Às 11:13h de uma manhã de sexta-feira que mudou todo o meu viver. E, a partir daí, só nos resta toda a vida pela frente, Raul, meu filho, meu presente.
Houve olhares, lágrimas, sorrisos, silêncio. Lufada de ar no pulmão: dor. Choro. Cantei nossa música; reconheceu de imediato. Suspirou. Chorou o pai, a mãe, o filho... chorou toda a equipe. Afinal, vida, morte e sexualidade tocam fundo no coração da gente. O quarto é inundado por um amor tão visceral que é quase palpável: flutua no ar como um halo que coroa a aura.
-Respire, Brenda. Você está respirando por ele, continue respirando.
Quando para de pulsar, o pai corta o cordão umbilical. Mas o invisível permanece atado, para sempre. Dequita-se a placenta: o sangue marca, no papel Canson, uma árvore da vida. Pontos. Ele, sempre colado à mãe; formamos quase um só. O ambiente é calmo, temperatura agradável, luz amena. Ele mama. Eles amam. E dorme o anjo, contemplado com ternura e silêncio. Que transformação sagrada: do divino ao humano e do humano ao divino em segundos e para sempre, amém. Nada como a bênção perene da suma perfeição. É uma dádiva confiar na vida e desfrutar dessa coisa mágica que é ser mãe. MUITO OBRIGADA!
10 de novembro de 2014
5 de novembro de 2014
Sangue Azul em Festival de Cinema
| Lirio Ferreira apresenta "Sangue Azul" no Festival Janela Internacional de Cinema do Recife |
"Sangue Azul", de Lirio Ferreira (prêmios de melhor direção e melhor filme no Festival do Rio 2014) no Cinema São Luiz (Festival Janela Internacional de Cinema do Recife).
Estreia em 2015 nos cinemas do Brasil inteiro.
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| Cinema São Luiz (Recife) |
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| Marcelo Pinheiro e Brenda Ligia |
Sangue Azul no cinema from Brenda Ligia on Vimeo.
28 de outubro de 2014
Mais "Sangue Azul" nos cinemas
Alô, meu Nordeste! Atenção aos próximos passos do nosso premiado longa-metragem Sangue Azul - O Filme, de Lirio Ferreira/PE (Drama Filmes/SP): será exibido a céu aberto, n'O Pico, nos dias 30/10, 31/10 e 2/11, na ilha de Fernando de Noronha (onde filmamos).
-Dia 02 de novembro (domingo), aqui no Recife, haverá sessão especial de encerramento do Festival Janela Internacional de Cinema do Recife, às 20h, no Cinema São Luiz.
-E dia 05 de novembro (quarta-feira), em Salvador, vai passar às 18:40h no Panorama Internacional Coisa de Cinema.
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| Os atores Brenda Ligia e Daniel de Oliveira em cena do longa-metragem Sangue Azul, de Lirio Ferreira (Drama Filmes) |
Só pra lembrar: "Sangue Azul" ganhou prêmio de melhor longa-metragem de ficção no Festival do Rio | Rio International Film Festival 2014, concorrendo com 41 outros longas. O cineasta Lirio Ferreira também foi premiado como melhor diretor. Rômulo Braga ganhou como melhor ator coadjuvante. Já no Paulínia Film Festival, o filme venceu com melhor fotografia e figurino.
Ou seja, SEN-SA-CIO-NAL! E imperdível.
(Sangue Azul estreia nos cinemas no primeiro semestre de 2015).
20 de outubro de 2014
Mostra Internacional de Cinema/ São Paulo
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| Sangue Azul no Adoro Cinema |
Aos amigos que ainda não assistiram ao nosso premiado Sangue Azul - O Filme no cinema: vai passar esta semana na 38ª Mostra Internacional de Cinema / São Paulo International Film Festival!
Dia 21/10, terça-feira, às 21:40h, no Reserva Cultural, e dia 26/10, domingo, às 16:15h, no Espaço Itaú de Cinema do Shopping Frei Caneca.
Aos amigos do Recife, o filme será exibido no encerramento do festival Janela Internacional de Cinema do Recife, no dia 2 de novembro, domingo, às 19h30h, no elegante e tradicional Cinema São Luiz.
Vamos nessa?
"Sangue Azul", de Lirio Ferreira (prêmio de melhor direção e melhor filme no Festival do Rio | Rio International Film Festival/2014): com Daniel de Oliveira, Matheus Nachtergaele, Sandra Corveloni, Laura Ramos, Carol Abras, Lívia Falcão, Milhem Cortaz, Romulo Braga, Armando Babaioff, Paulo Cesar Peréio, Karine Carvalho, Fabiana Pirro, Ruy Guerra, Glicério Rosário, Lia de Itamaracá 3, Christiane Tricerri, Brenda Ligia e grande elenco.
19 de outubro de 2014
Prêmio Esso de Jornalismo
Há algum tempo, tive a honra de participar do projeto "A História de Mim", de uma das minhas jornalistas favoritas, Fabiana Moraes. Foi um lindo trabalho! Acabei de saber que está concorrendo ao Prêmio Esso de Jornalismo, o mais importante do país. Foram avaliados mais de mil trabalhos, restando apenas 35 finalistas. Os vencedores serão conhecidos dia 15 de novembro.
Veja a matéria aqui: http://especiais.jconline.ne10.uol.com.br/ahistoriademim/brenda
Ah, e o projeto também tem uma exposição no Museu Mamam de Recife até o começo de novembro.
Imperdível! Fabiana brilhando no Jornal do Commercio!
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| Brenda Ligia em A História de Mim Concorrendo ao Prêmio Esso de Jornalismo (Fabiana Moraes/ JC) |
9 de outubro de 2014
Prêmio de melhor filme para Sangue Azul (Festival do Rio)
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| Cineasta Lírio Ferreira e atriz Brenda Ligia em Fernando de Noronha (Sangue Azul) |
Ontem à noite, no Rio de Janeiro, nosso "Sangue Azul - O Filme" ganhou o prêmio de melhor longa-metragem de ficção no Festival do Rio | Rio International Film Festival (concorrendo com 41 outros longas)! O cineasta Lirio Ferreira também foi premiado como melhor diretor. De fato, todas as vezes em que tive o privilégio de ser dirigida pelo talentoso pernambucano, criou-se uma atmosfera mágica onde a criatividade reinava. O homem trabalha com aquele brilho nos olhos de criança quando abre um brinquedo pela primeira vez. Ele vibra (ou sofre) junto com a gente! É um artista que consegue extrair o melhor de cada ator, pois sabe exatamente o que quer de cada cena (ou finge saber muito bem! hehehe), agregando ao fluxo imprevisível do processo criativo. Isso é lindo e raro!
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| Sangue Azul no Festival do Rio |
Lirio Ferreira, vulgo "Gatito", um cineasta sensível e aberto ao teatro do acaso, permite que seu talento instintivo comande o elo ator-diretor. É rico, único e gratificante! Quem viveu, sabe como é... amor à arte e à vida.
Gatito, parabéns! Muito amor pra você! Muito obrigada! "Jandira" foi um personagem inesquecível que você me deu de presente para batizar Fernando de Noronha com nosso "Sangue Azul". Aprendi muito com você e com sua trupe de primeira linha... experiência única!
PS.1: Sangue Azul, que também levou prêmios no Paulínia Film Festival, será exibido em breve, no festival Janela Internacional de Cinema do Recife. Por enquanto, segue sem data de estreia nacional. Também estou louca pra assistir! Parabéns, também, pro Rômulo Braga, que ontem ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante.
PS.2: Abaixo, trechos de um episódio da série de televisão "Somos Um Só" (Tv Cultura), sob direção de Lírio Ferreira. Com: Brenda Ligia, Xico Sá, Mário Bortolotto, José Mojica Marins Zé Do Caixão, Lirinha, Halley Maroja e grande elenco.
8 de outubro de 2014
Amor incondicional
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| Brenda e Raul (#34 semanas). Foto: Edson Kumasaka. Maquiagem: Sabrina Simões |
Nem o sol nascendo na praia dos Carneiros, nem o sonho bom do sono de conchinha com o amado, nem o escuro do cinema com a música que emociona. Nem a galinhada que minha vó fazia, nem o passeio inesquecível aos jardins italianos do Lago Maggiore, nem a hora da descida no barco Viking, nem as crises de riso incontrolável na calada da noite. Nada disso, nem tudo isso, pode ser comparado à felicidade de olhar o resultado do exame “ecocardiografia fetal com mapeamento de fluxo em cores” e ver que o neném está perfeitamente saudável! De repente, isso é tudo o que me importa na vida.
Pode sugar todo o cálcio dos meus dentes. Botar peso na minha bacia. Ocupar todo o espaço interno, me deixar cheia de azia. Quando ele se mexe, nadando brincalhão aqui, me derreto e o amor transcende. Raul, que me conhece por dentro, mesmo depois de sair, irei carregá-lo pra sempre no coração. Isso é amor incondicional.
Em breve, eu e seu pai voltaremos pra casa pra esperar você ficar pronto pra vir à luz... meu filho pernambucano, com muito orgulho.
4 de outubro de 2014
Deus
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| São Paulo |
O táxi estava parado no ponto. Pedi pra me deixar na Juscelino.
-Pra quando é?
-Ué, agora.
-Não, o bebê.
-Ah, novembro.
Riso amarelo via retrovisor.
-Eu também tenho 3 meninas. Mas tô separado delas. Aprontei com a minha mulher, sabe, moça? Eu mexia com coisa errada...
Por algum motivo que até agora não consigo desvendar, o taxista resolveu desabafar comigo. Em menos de alguns quarteirões, incluindo o trânsito do rush, me contou que aplicava golpes em caixas eletrônicos. É... isso mesmo.
Falando em banco, eu, no de trás, procurava transparecer serenidade diante da revelação.
Av. Europa parada, imagina. Ele disse que um dia foi pra quadra curtir com os trutas e traiu a esposa com uma prima. Aí foram pro hotel e passaram a noite no “rá-tá-tá”.
-Quando o dia tava clareando, me vi naquela situação. Pensei na minha família, me ajoelhei e pedi a Deus pra me salvar. Eu não aguentava mais! E ele falou comigo, sabe? Eu senti, moça, te juro pra você.
Concordei com a cabeça; “é... tava doidão”.
-Mas eu ainda tinha um corre pra fazer de manhã com os camaradas. Era pra ser o último. E cê acredita que nós rodamos?!
Eu, passageira sonsa, achando tudo su-per nor-mal.
Contou que ficou mais de 1 ano preso. A mulher só foi visitá-lo uma vez. As filhas, nenhuma. “Porque cadeia não é lugar de criança”. Na cela, fez vários amigos firmeza. Ficar trancado foi até bom pra largar o crack, porque estava desandado. E foi lá dentro que recebeu a bênção e Deus tocou seu coração: foi curado pelo Pai. Emocionado, enxugou os olhos por trás dos óculos de grau.
-Aprendi a roubar por causa da televisão, vendo o Lucas da novela Top Model, lembra? Pena que perdi minha família por causa disso... olha ali, que da hora!
De repente, viu um prédio comercial, na Faria Lima, todo espelhado e moderno. Achou lindo; pegou o celular e tirou 3 fotos. “Vou mandar pra ela, pelo whatsapp”. Ah, tá.
Ufa, chegamos. Parou o carro. Confusa, dei 30 reais.
-Moça, posso te fazer uma pergunta pra você?
Ai, ai, ai... gelei. Mas manda, vai. Ele quis saber se, quando eu rezava pra pedir alguma coisa pra Deus, conseguia ouvir a resposta dos céus.
-Olha, pra ser sincera, moço, ultimamente não tenho pedido nada pra Deus, não. Somente agradeço, todos os dias. E muito obrigada... fica com Deus.
Sorri e bati a porta tão forte que quase não deu pra ouvir quando ele respondeu “amém”. Foi sem querer.
-Pra quando é?
-Ué, agora.
-Não, o bebê.
-Ah, novembro.
Riso amarelo via retrovisor.
-Eu também tenho 3 meninas. Mas tô separado delas. Aprontei com a minha mulher, sabe, moça? Eu mexia com coisa errada...
Por algum motivo que até agora não consigo desvendar, o taxista resolveu desabafar comigo. Em menos de alguns quarteirões, incluindo o trânsito do rush, me contou que aplicava golpes em caixas eletrônicos. É... isso mesmo.
Falando em banco, eu, no de trás, procurava transparecer serenidade diante da revelação.
Av. Europa parada, imagina. Ele disse que um dia foi pra quadra curtir com os trutas e traiu a esposa com uma prima. Aí foram pro hotel e passaram a noite no “rá-tá-tá”.
-Quando o dia tava clareando, me vi naquela situação. Pensei na minha família, me ajoelhei e pedi a Deus pra me salvar. Eu não aguentava mais! E ele falou comigo, sabe? Eu senti, moça, te juro pra você.
Concordei com a cabeça; “é... tava doidão”.
-Mas eu ainda tinha um corre pra fazer de manhã com os camaradas. Era pra ser o último. E cê acredita que nós rodamos?!
Eu, passageira sonsa, achando tudo su-per nor-mal.
Contou que ficou mais de 1 ano preso. A mulher só foi visitá-lo uma vez. As filhas, nenhuma. “Porque cadeia não é lugar de criança”. Na cela, fez vários amigos firmeza. Ficar trancado foi até bom pra largar o crack, porque estava desandado. E foi lá dentro que recebeu a bênção e Deus tocou seu coração: foi curado pelo Pai. Emocionado, enxugou os olhos por trás dos óculos de grau.
-Aprendi a roubar por causa da televisão, vendo o Lucas da novela Top Model, lembra? Pena que perdi minha família por causa disso... olha ali, que da hora!
De repente, viu um prédio comercial, na Faria Lima, todo espelhado e moderno. Achou lindo; pegou o celular e tirou 3 fotos. “Vou mandar pra ela, pelo whatsapp”. Ah, tá.
Ufa, chegamos. Parou o carro. Confusa, dei 30 reais.
-Moça, posso te fazer uma pergunta pra você?
Ai, ai, ai... gelei. Mas manda, vai. Ele quis saber se, quando eu rezava pra pedir alguma coisa pra Deus, conseguia ouvir a resposta dos céus.
-Olha, pra ser sincera, moço, ultimamente não tenho pedido nada pra Deus, não. Somente agradeço, todos os dias. E muito obrigada... fica com Deus.
Sorri e bati a porta tão forte que quase não deu pra ouvir quando ele respondeu “amém”. Foi sem querer.
2 de outubro de 2014
Libertem Angela Davis
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| Libertem Angela Davis |
Saí do cinema extasiada com o primoroso documentário “Libertem Angela Davis”, que teve estreia hoje. Que mulher! Que força! Que mito! Poder para fazer História e combater o sistema, lutando pela liberdade dos oprimidos. Símbolo de resistência contra o racismo, o machismo, a injustiça social... que belo exemplo de amor, luta e revolução política!
O filme é lindamente arranjado, bem montado, ilustrado, musicado... super envolvente. Me fez lembrar que as dores da vida podem nos derrubar ou fortalecer; a escolha está dentro de cada um de nós. E é possível sentir-se livre mesmo estando confinada a algo, pois o conhecimento é o poder capaz de mudar o mundo... PODER PARA O POVO!
Assistam... “Libertem Angela Davis”!
http://youtu.be/Yp9StQhWGdc (música para ela, feita por John Lennon)
Assistam... “Libertem Angela Davis”!
http://youtu.be/Yp9StQhWGdc (música para ela, feita por John Lennon)
Reta final do trabalho
29 de setembro de 2014
Sangue Azul nos cinemas do Rio de Janeiro
Pra quem estiver no Rio de Janeiro esta semana, tem "Sangue Azul" nos cinemas, no Festival do Rio | Rio International Film Festival!
Longa-metragem de Lírio Ferreira, que traça um paralelo entre o cinema e o circo, falando de mar, arte e amor...
(PE+ Drama Filmes/SP)
Com: Daniel de Oliveira, Sandra Corvelone, Milhem Cortaz, Matheus Nachtergaele, Brenda Ligia Miguel… e grandioso elenco.
É HOJE, amanhã e depois (seg, ter e qua; 29/set a 1/out).
28 de setembro de 2014
Soneto de aniversário
Prossiga ela sempre dividida, entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida, diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos, melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura, à medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece."
Faça-se a carne mais envilecida, diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos, melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura, à medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece."
Soneto de aniversário, Vinicius de Moraes
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| Brenda e Marcelo |
Parabéns ao dono do meu maior sorriso... feliz aniversário!
Brenda (e Raul)
Brenda (e Raul)
23 de setembro de 2014
Pai e Mãe: ouro de mina
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| Eu e meu pai, Sr. Paulo Miguel, brindando à vida no Champs Elysées |
Ontem foi aniversário do MELHOR PAI DO MUNDO... o meu!!!
Meu pai, meu herói... o homem mais íntegro, inteligente, honesto, trabalhador, simples, forte, responsável e guerreiro que conheci nesta vida. Desde a infância, papai sempre foi nossa base sólida. Pra mim e meus irmãos, um grande exemplo de vida. Mais que um pai: um amigo conselheiro com quem podemos contar, nos bons e maus momentos, desde sempre. Foi ele quem nos ensinou a ser mais “gente”, a lutar pelo que se acredita, com pé no chão, respeitando o próximo e tentando ser melhor a cada dia.
Meu pai, meu herói... o homem mais íntegro, inteligente, honesto, trabalhador, simples, forte, responsável e guerreiro que conheci nesta vida. Desde a infância, papai sempre foi nossa base sólida. Pra mim e meus irmãos, um grande exemplo de vida. Mais que um pai: um amigo conselheiro com quem podemos contar, nos bons e maus momentos, desde sempre. Foi ele quem nos ensinou a ser mais “gente”, a lutar pelo que se acredita, com pé no chão, respeitando o próximo e tentando ser melhor a cada dia.
Feliz de quem tem um pai como o nosso! Harmonia perfeita entre afeto e rigor. Ele cavava buracos na areia pra me ajudar a construir os mais imponentes castelos. Botava o despertador pra 2:30h da manhã para me buscar nas festinhas, e ainda dava carona pras amigas da escola. Sempre insistiu para que fizéssemos inglês, francês, música, faculdade... Nos levava pra passear na Disney, em Nova Iorque, no Caribe, na Europa... Foi dele que herdamos a visão de mundo, o amor à família, a atitude perante a vida e as características genéticas. Só não herdamos os olhos da cor verde-esmeralda do negro mais bonito do Brasil (por dentro e por fora): meu pai, Sr. Paulo Miguel, com muito orgulho. Para sempre, muito grata por tudo, papai. FELIZ ANIVERSÁRIO, te amoooo!
(saudades)
(saudades)
E hoje é aniversário da MELHOR MÃE DO MUNDO... a minha!!!
Mexerica Filmes orgulhosamente apresenta: "8 minutos com minha mãe". Estrelando: Dona Marizia Coelho. Direção, roteiro e edição: Brenda Ligia.
Parabéns, mamãe!
Mexerica Filmes orgulhosamente apresenta: "8 minutos com minha mãe". Estrelando: Dona Marizia Coelho. Direção, roteiro e edição: Brenda Ligia.
Parabéns, mamãe!
22 de setembro de 2014
Histórias Mestiças
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| Brenda Ligia e Marisa Orth na exposição Histórias Mestiças |
Histórias Mestiças é uma exposição com profunda e renovada investigação sobre as matrizes formadoras do povo brasileiro: a questão da mestiçagem e seu rebatimento na produção artística.
Traz ao público não uma história da mestiçagem, mas uma mestiçagem de muitas histórias.
Em cartaz até 5 de outubro no Instituto Tomie Otakie (entrada gratuita).
O quadro, que recebeu muitas críticas, representa o imenso número e
variedade racial das pessoas vindas de todas as partes do Brasil para
trabalhar nas fábricas que começavam a surgir no país, principalmente
nas metrópoles, como em São Paulo, na década de 30, impulsionando o
capitalismo e a imigração.
“INCÔMODO” (2014, Sidney amaral/ Sidney Amaral)
“Se negro sou, ou sou bode
Pouco importa. O que isto pode?
Bodes há de toda a casta,
Pois que a espécie é muito vasta.
Há cinzentos, há rajados,
Baios, pampas e malhados,
Bodes negros, bodes brancos,
E, sejamos todos francos,
Uns plebeus, e outros nobres,
Bodes ricos, bodes pobres,
Bodes sábios, importantes,
E também alguns tratantes”
Luís Gama (o maior abolicionista do Brasil, em 1859)
“CONTINGENTE YANOMAMI” (2003, Adriana Varejão Atelier)
Adriana trabalha bastante com azulejos e está entre as mais bem-sucedidas artistas do circuito mundial de artes plásticas. Sua obra tem como base o período colonial brasileiro, e ela se inspira nos botequins cariocas e nos banheiros públicos europeus.
“PARANGOLÉ” (Hélio Oiticica)
Hélio Oiticica chamava o Parangolé de "antiarte por excelência". Trata-se de uma espécie de capa que não desfralda plenamente seus tons, cores, formas, texturas, grafismos ou as impregnações dos seus suportes materiais (pano, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, esteira).
Adriana trabalha bastante com azulejos e está entre as mais bem-sucedidas artistas do circuito mundial de artes plásticas. Sua obra tem como base o período colonial brasileiro, e ela se inspira nos botequins cariocas e nos banheiros públicos europeus.
“PARANGOLÉ” (Hélio Oiticica)
Hélio Oiticica chamava o Parangolé de "antiarte por excelência". Trata-se de uma espécie de capa que não desfralda plenamente seus tons, cores, formas, texturas, grafismos ou as impregnações dos seus suportes materiais (pano, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, esteira).
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| Nixi Pae, A Negra, Baiana e Macumbinha |
“EM BUSCA DO SAGRADO JIBÓIA NIXI PAE” (2014, Ernesto Neto).
O ritual do Nixi Pae é cantado todo na sua língua de origem, o hatxã kuin, e segue a tradição milenar de seus antepassados. Conta o mito de que foi a jibóia encantada que trouxe esta medicina sagrada (Ayauaska) para seu povo.
Chocalhos, pimenta, cravo… experiência sensorial deliciosamente única!
“A NEGRA” (Alfredo Volpi)
Alfredo Volpi (1896-1988) foi um pintor ítalo-brasileiro considerado pela crítica como um dos artistas mais importantes da segunda geração do modernismo. Uma das características de suas obras são as bandeirinhas e os casarios. Em 1927, Volpi conheceu o seu grande amor, uma pessoa com quem se afeiçoava muito: uma garçonete chamada Benedita da Conceição, com quem teve uma filha. É quase certo que sua mulher tenha sido sua modelo para o quadro Mulata.
“BAIANA” (artista desconhecido, 1850)
“MACUMBINHA” (2008, Erika Verzutti/ Erika Verzutti)
Sabe por que a pipoca é usada nos trabalhos?
"A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. E você, o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?"(Emídio de Ogum)
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| A Mestiça, Aleijadinho, Velho Ex-Escravo e Índia |
“A MESTIÇA” (1934, Candido Portinari)
"Aleijadinho" (Minas Gerais, 1738)
Quase nada ficou registrado sobre sua vida pessoal, a não ser que gostava de se entreter nas "danças vulgares" e comer bem, e que amasiou-se com a mulata Narcisa, tendo com ela um filho. Depois de 1777 o artista começou a exibir sinais de uma misteriosa doença degenerativa, que lhe valeu o apelido de "Aleijadinho". O seu corpo foi progressivamente se deformando, o que lhe causava dores contínuas; teria perdido vários dedos das mãos, restando-lhe apenas o indicador e o polegar, e todos dos pés, obrigando-o a andar de joelhos. Para trabalhar tinha de fazer com que lhe amarrassem os cinzéis nos cotos, e na fase mais avançada do mal precisava ser carregado para todos os deslocamentos - sobrevivem recibos de pagamentos de escravos que o levavam para cá e para lá, atestando-o. Para ocultar sua deformidade vestia roupas amplas e folgadas, grandes chapéus que lhe escondiam o rosto, e passou a preferir trabalhar à noite, quando não podia ser visto facilmente, e dentro de um espaço fechado por toldos.
“VELHO EX-ESCRAVO” (1925, Lasar Segall)
O velho Olegário, um ex-escravo de olhar embaçado pela idade avançada, posou para Segall diante do terraço da casa de uma fazenda no interior de São Paulo. Segall se impressionou de tal forma com o rosto vincado do negro Olegário, semelhante a uma máscara expressionista, que transformou esse personagem na figura central da grande tela Bananal, de 1927, hoje no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
“ÍNDIA” (Anita Malfatti)
Anita Malfatti (SP,1889 - 1964) nasceu com atrofia no braço e na mão direita. Aos três anos de idade foi levada pelos pais à Itália, na esperança de corrigir o defeito congênito. Os resultados do tratamento médico não foram animadores e Anita teve que carregar essa deficiência pelo resto da sua vida.
"Eu tinha 13 anos, e sofria porque não sabia que rumo tomar na vida. Nada me revelara minha sensibilidade. Resolvi, então, me submeter a uma estranha experiência: sofrer a sensação absorvente da morte. Achava que uma forte emoção, que me aproximasse violentamente do perigo, me daria a decifração definitiva da minha personalidade. E veja o que fiz. Nossa casa ficava próxima da estação da Barra Funda. Um dia saí de casa, amarrei fortemente as minhas tranças de menina, deitei-me debaixo dos dormentes e esperei o trem passar por cima de mim. Foi uma coisa horrível, indescritível. O barulho ensurdecedor, a deslocação de ar, a temperatura asfixiante deram-me uma impressão de delírio e de loucura. E eu via cores, cores e cores riscando o espaço, cores que eu desejaria fixar para sempre na retina assombrada. Foi a revelação: voltei decidida a me dedicar à pintura."
Anita Malfatti
"Aleijadinho" (Minas Gerais, 1738)
Quase nada ficou registrado sobre sua vida pessoal, a não ser que gostava de se entreter nas "danças vulgares" e comer bem, e que amasiou-se com a mulata Narcisa, tendo com ela um filho. Depois de 1777 o artista começou a exibir sinais de uma misteriosa doença degenerativa, que lhe valeu o apelido de "Aleijadinho". O seu corpo foi progressivamente se deformando, o que lhe causava dores contínuas; teria perdido vários dedos das mãos, restando-lhe apenas o indicador e o polegar, e todos dos pés, obrigando-o a andar de joelhos. Para trabalhar tinha de fazer com que lhe amarrassem os cinzéis nos cotos, e na fase mais avançada do mal precisava ser carregado para todos os deslocamentos - sobrevivem recibos de pagamentos de escravos que o levavam para cá e para lá, atestando-o. Para ocultar sua deformidade vestia roupas amplas e folgadas, grandes chapéus que lhe escondiam o rosto, e passou a preferir trabalhar à noite, quando não podia ser visto facilmente, e dentro de um espaço fechado por toldos.
“VELHO EX-ESCRAVO” (1925, Lasar Segall)
O velho Olegário, um ex-escravo de olhar embaçado pela idade avançada, posou para Segall diante do terraço da casa de uma fazenda no interior de São Paulo. Segall se impressionou de tal forma com o rosto vincado do negro Olegário, semelhante a uma máscara expressionista, que transformou esse personagem na figura central da grande tela Bananal, de 1927, hoje no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
“ÍNDIA” (Anita Malfatti)
Anita Malfatti (SP,1889 - 1964) nasceu com atrofia no braço e na mão direita. Aos três anos de idade foi levada pelos pais à Itália, na esperança de corrigir o defeito congênito. Os resultados do tratamento médico não foram animadores e Anita teve que carregar essa deficiência pelo resto da sua vida.
"Eu tinha 13 anos, e sofria porque não sabia que rumo tomar na vida. Nada me revelara minha sensibilidade. Resolvi, então, me submeter a uma estranha experiência: sofrer a sensação absorvente da morte. Achava que uma forte emoção, que me aproximasse violentamente do perigo, me daria a decifração definitiva da minha personalidade. E veja o que fiz. Nossa casa ficava próxima da estação da Barra Funda. Um dia saí de casa, amarrei fortemente as minhas tranças de menina, deitei-me debaixo dos dormentes e esperei o trem passar por cima de mim. Foi uma coisa horrível, indescritível. O barulho ensurdecedor, a deslocação de ar, a temperatura asfixiante deram-me uma impressão de delírio e de loucura. E eu via cores, cores e cores riscando o espaço, cores que eu desejaria fixar para sempre na retina assombrada. Foi a revelação: voltei decidida a me dedicar à pintura."
Anita Malfatti
21 de setembro de 2014
Minha Luz
Ontem fui fazer pé, mão e hidratação num salão da Vila Nova Conceição (a rima, aqui, foi desproposital). Prestes a entrar em transe relaxante no lavatório, surgiu uma senhora, cliente habitual, de cabelo violeta. Senti sua mão apalpando minha barriga...
-Tá de quantos meses?
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| Cuidando da beleza |
Ah, não... posso até parecer legal, mas no fundo, no fundo, não ando lá muito sociável.
-Quase 8.
-Com essa barriga enooorme?! Impossível estar só de 8... está muito grande! Vai nascer a qualquer momento, menina. Ou você tem diabetes?!
-Não... não tenho.
De olhos fechados, senti o jato d’água morninha lavando meu bulbo capilar. “Ah, tá... então quer dizer que esta sábia senhora desconhecida sabe mais que meu obstetra, que os 5 ultrassons estavam errados, e que todos os exames do meu pré-natal mentiram pra mim!”
-Olha, eu tive 6. Todos nasceram com olhos azuis! Saiba que, desde bebê, é importante não mimar, viu? Quando chorar, você não pode pegar no colo, não. É manha. Tem que deixar no berço, pra aprender desde cedo.
“Aprender o quê, minha senhora!? A lidar com o abandono? Isso só pode ser pegadinha...”
-E outra coisa: você tem marido, né? Pra vocês dormirem de noite, não pode acostumar a mamar no peito, não. Pros meus eu já dei mamadeira logo cedo. E dormiam a noite inteira, era uma beleza. Você se recupera rápido e não fica com os seios caídos... ainda mais você, que já tem bastante. Senão o marido que sente, né?
E riu. Sozinha. A danada da velha.
Aí falei pra cabeleireira que preferia enxaguar o produto em casa, mesmo. Enquanto passava meu cartão de débito, a senhora ainda teve tempo para soltar a seguinte pérola:
-Você não faz escova? Quando nascer, vai precisar ter um cabelo mais prático. A moça que trabalha lá em casa passou um produto que deixou o dela bem lisinho... e era igualzinho ao seu. Ficou até mais bonita!
Então tive que respirar fundo... e engolir minha vontade de chorar. Sorte dela que aprendi, com meus pais, a respeitar as pessoas; sobretudo os idosos de cabelo violeta. Driblei meu lado Darth Vader, que queria estapear Dona Alaíde ali mesmo, e, de pé na saída do salão, desembuchei:
-Dona Alaíde, hoje tive um dia bom: trabalhei com pessoas queridas, comi um prato delicioso no almoço, vi coisas belas que encantam meus olhos. Infelizmente, justo quando vim relaxar aqui no salão, tive que ficar ouvindo essa ladainha da senhora, que foi a pior coisa que aconteceu no meu dia. Num mundo cheio de desgraças reais, até que tá bom, né? Não posso reclamar... boa noite, gente, obrigada.
É... educação, elegância e bom senso passaram longe desta Dona Madame. E eu preciso me fortalecer para lidar com os “bem-intencionados” que, eventualmente, se sentirão ofendidos quando eu rejeitar conselhos não solicitados sobre como viver esta fase linda, intensa e amorosa, mas que, obviamente, também tem suas sombras. Estou disposta a passar por todas; só não admito que venham apagar minha luz.
-Quase 8.
-Com essa barriga enooorme?! Impossível estar só de 8... está muito grande! Vai nascer a qualquer momento, menina. Ou você tem diabetes?!
-Não... não tenho.
De olhos fechados, senti o jato d’água morninha lavando meu bulbo capilar. “Ah, tá... então quer dizer que esta sábia senhora desconhecida sabe mais que meu obstetra, que os 5 ultrassons estavam errados, e que todos os exames do meu pré-natal mentiram pra mim!”
-Olha, eu tive 6. Todos nasceram com olhos azuis! Saiba que, desde bebê, é importante não mimar, viu? Quando chorar, você não pode pegar no colo, não. É manha. Tem que deixar no berço, pra aprender desde cedo.
“Aprender o quê, minha senhora!? A lidar com o abandono? Isso só pode ser pegadinha...”
-E outra coisa: você tem marido, né? Pra vocês dormirem de noite, não pode acostumar a mamar no peito, não. Pros meus eu já dei mamadeira logo cedo. E dormiam a noite inteira, era uma beleza. Você se recupera rápido e não fica com os seios caídos... ainda mais você, que já tem bastante. Senão o marido que sente, né?
E riu. Sozinha. A danada da velha.
Aí falei pra cabeleireira que preferia enxaguar o produto em casa, mesmo. Enquanto passava meu cartão de débito, a senhora ainda teve tempo para soltar a seguinte pérola:
-Você não faz escova? Quando nascer, vai precisar ter um cabelo mais prático. A moça que trabalha lá em casa passou um produto que deixou o dela bem lisinho... e era igualzinho ao seu. Ficou até mais bonita!
Então tive que respirar fundo... e engolir minha vontade de chorar. Sorte dela que aprendi, com meus pais, a respeitar as pessoas; sobretudo os idosos de cabelo violeta. Driblei meu lado Darth Vader, que queria estapear Dona Alaíde ali mesmo, e, de pé na saída do salão, desembuchei:
-Dona Alaíde, hoje tive um dia bom: trabalhei com pessoas queridas, comi um prato delicioso no almoço, vi coisas belas que encantam meus olhos. Infelizmente, justo quando vim relaxar aqui no salão, tive que ficar ouvindo essa ladainha da senhora, que foi a pior coisa que aconteceu no meu dia. Num mundo cheio de desgraças reais, até que tá bom, né? Não posso reclamar... boa noite, gente, obrigada.
É... educação, elegância e bom senso passaram longe desta Dona Madame. E eu preciso me fortalecer para lidar com os “bem-intencionados” que, eventualmente, se sentirão ofendidos quando eu rejeitar conselhos não solicitados sobre como viver esta fase linda, intensa e amorosa, mas que, obviamente, também tem suas sombras. Estou disposta a passar por todas; só não admito que venham apagar minha luz.
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| Existe amor em SP |
13 de setembro de 2014
Estreia Internacional de "Rabutaia"
A boa nova: nosso filme "RABUTAIA" vai ter estreia internacional! Fomos selecionados para o "Golden Orchid International Festival", nos Estados Unidos (Pensilvânia). Iremos concorrer com outros curtas da Alemanha, Espanha, Egito, França, Inglaterra, Noruega, México, Itália... e a gente lá, no meio disso tudinho! Feliz da vida…
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| "Rabutaia" (direção, roteiro e montagem de Brenda Ligia) tem estreia nos Estados Unidos |
RABUTAIA (2014, Mexerica Filmes- legendado em inglês)
Direção, Roteiro e Edição: Brenda Ligia.
Com: Gilson Silva, Diva Miguel & família.
Direção de Fotografia: Marcelo Pinheiro.
Color Grading: Cristiano Lemos.
Música: Gustavo DA Lua e Ricardo Miguel.
Direção, Roteiro e Edição: Brenda Ligia.
Com: Gilson Silva, Diva Miguel & família.
Direção de Fotografia: Marcelo Pinheiro.
Color Grading: Cristiano Lemos.
Música: Gustavo DA Lua e Ricardo Miguel.
Carnegie Cinema - The Pennsylvania State University (13 a 21 de setembro, 6pm-9pm)
Mais informações no site: http://www.goiaf.com/news.html
(estamos no "Short Films- Group # One")
Mais informações no site: http://www.goiaf.com/news.html
(estamos no "Short Films- Group # One")
9 de setembro de 2014
Bienal de São Paulo
Jornal Hoje![]() |
| Jornal Hoje |
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| "Nuvens Escuras do Futuro" (Prabhakar Pachpute, Mumbai, Índia) |
4 de setembro de 2014
"A História de Mim" no jornal
Geralmente não sou do tipo que, estando num lugar, fica querendo estar em outro; mas esta noite, confesso, adoraria estar no meu Recife para prestigiar a abertura da exposição “A história de mim”, de Fabiana Moraes (profissional de altíssimo nível literário por quem tenho grande admiração). É uma honra participar deste projeto único, que saiu direto do Jornal do Commercio (versão impressa e online) para o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM), onde ficará em exposição até 2 de novembro. Aproveitem! E a visitação é gratuita.
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| "A História de Mim" no Jornal |
Para divulgar o trabalho, o Caderno de Cultura publicou esta foto de quando eu era uma menininha black power de 5 anos de idade. Foi tirada pelo meu pai, meu herói... o homem mais íntegro, inteligente, honesto, trabalhador, simples, forte, responsável e guerreiro que conheci nesta vida. Desde a infância, papai sempre foi nossa base sólida. Pra mim e meus irmãos, um grande exemplo de vida. Mais que um pai: um amigo conselheiro com quem podemos contar, nos bons e maus momentos, desde sempre. Foi ele quem nos ensinou, junto com mamãe, a ser mais “gente”, a lutar pelo que se acredita, com pé no chão, respeitando o próximo e tentando ser melhor a cada dia.
Feliz de quem tem um pai como o meu! Harmonia perfeita entre afeto e rigor. Ele cavava buracos na areia pra me ajudar a construir os mais imponentes castelos. Botava o despertador pra 2:30h da manhã para me buscar nas festinhas, e ainda dava carona pras amigas da escola. Sempre insistiu para que fizéssemos inglês, francês, música, faculdade... Nos levava pra passear na Disney, em Nova Iorque, no Caribe, na Europa... Foi dele que herdamos a visão de mundo, o amor à família, a atitude perante a vida e as características genéticas. Só não herdamos os olhos da cor verde-esmeralda do negro mais bonito do Brasil (por dentro e por fora): meu pai, Sr. Paulo Miguel, com muito orgulho. Para sempre, muito grata por tudo, papai.
PARA LER:
http://especiais.jconline.ne10.uol.com.br/ahistoriademim/brenda
PARA ASSISTIR:
3 de setembro de 2014
Sangue Azul no Festival de Cinema do Rio
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| Durante as filmagens de "Sangue Azul" |
Nosso longa-metragem "Sangue Azul" foi um dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva do Festival do Rio | Rio International Film Festival, que acontece de 24 de setembro a 08 de outubro. SANGUE AZUL é um filme sobre o mar, o circo e a impossibilidade de amar… lindeza pura!
Direção: Lirio Ferreira.
Com: Daniel de Oliveira, Matheus Nachtergaele, Milhem Cortaz, Paulo Cesar Peréio, Sandra Corveloni, Carol Abras, Laura Ramos, Brenda Ligia, & grande elenco.
O filme ganhou 2 prêmios no Paulínia Film Festival, e agora vamos disputar o troféu Redentor.
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| Brenda Ligia em dia de folga na Praia do Leão, em Fernando de Noronha (filmagens de "Sangue Azul") |
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| Atores de "Sangue Azul" nos bastidores da filmagem: Brenda Ligia, Laura Ramos, Rômulo Braga, Glicério Rosário, Armando Babaioff, Carol Abras, Gisele Bossi, Lívia Falcão e Daniel Oliveira. |
2 de setembro de 2014
A História de Mim no Museu de Arte Moderna
Aquele projeto do qual participei ganhou mais vida (além do impresso e internet) e agora também vai pro museu! Todos estão convidados para a abertura da exposição "A história de mim", no Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM), no dia 4 de setembro, às 19h. É um prazer fazer parte do trabalho desta artista que admiro muito, a jornalista/ escritora/ pensadora Fabiana Moraes (brilhante!), do Jornal do Commercio.
Além dos registros e relatos pessoais sobre "a vida de todos nós", também haverá palestra "Fotografia, Jornalismo e Memória". Imperdível... apareçam!
PS.: Sabe essa menininha black power na foto dos anos 80? Então. Sou eu. http://especiais.jconline.ne10.uol.com.br/ahistoriademim/brenda
Além dos registros e relatos pessoais sobre "a vida de todos nós", também haverá palestra "Fotografia, Jornalismo e Memória". Imperdível... apareçam!
PS.: Sabe essa menininha black power na foto dos anos 80? Então. Sou eu. http://especiais.jconline.ne10.uol.com.br/ahistoriademim/brenda
26 de agosto de 2014
Bienal Internacional do Livro 2014 - SP
Hoje, na Bienal do Livro SP (Anhembi), às 15h, tem lançamento de "O Livro das Mulheres Extraordinárias", de Xico Sá (imperdível: página 249, rs rs rs). Depois, às 16h, tem mesa de debate com Xico + os colunistas da Folha de S.Paulo Gregório Duvivier e Antonio Prata.
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| O Livro das Mulheres Extraordinárias, de Xico Sá |
“Cleópatra era negra e se chamava Brenda Ligia. Sensacional Brenda Ligia, como no balanço da música homônima, é Cleópatra negra banhada de leite por imaginações tantas. Brenda Ligia quando chega aos lugares, os lugares ficam povoados por todos os orixás”. (por Xico Sá)
Sensacional! Devorei tudinho. E recomendo: “O Livro das Mulheres Extraordinárias”, de Xico Sá, por apenas R$39,90.
"Imagino Brenda Ligia com sua graça ao infinito, inventando um Deus pra mim (...), Brenda Ligia é a própria provação divina cá neste pobre e azulado planeta, eu, quase ateu, ajoelho e boto fé. Ela faz milagre em qualquer tenda". (pág. 250)
Xico Sá lançou “O Livro das Mulheres Extraordinárias”, com capítulos elogiosos às principais beldades brasileiras do cinema, teatro, televisão, música, moda, literatura... Tem Gisele Bündchen, Taís Araújo, Patrícia Poeta, Fernanda Lima, Camila Pitanga, Sabrina Sato, Luana Piovani, Juliana Paes, Patrícia Pillar, Carolina Dieckmann... e, no penúltimo capítulo do livro (mas não menos importante, sob o justo “critério da desordem”), página 249, entre Malu Mader e Vera Fischer, tem também Brenda Ligia!!!
"Era pouco para o mulherão e o talento, mas ela faz tudo com muito gosto. Um reclame vira um épico (...). Brenda Ligia não entra para brincadeira, embora seja a pessoa mais engraçada do mundo".
Quase tropecei no orgulho e caí no buraco da vaidade, meu caro amigo Xico, com este eterno presente de devoção literária. Pura prosa poética do danado cabra gênio do Crato, que, desde sempre, encanta os corações do mulherio com seu brilho no zóim por trás das lentes garrafais.
Olhe, vou dizer... encerrar o capítulo “BRENDA LIGIA- Das melhores coisas do mundo” falando de Deus, com letra maiúscula e tudo (“um Deus melhor do que aquela falta de fé de Nietzsche”), me fez chorar. Hormônios... será?
"Era pouco para o mulherão e o talento, mas ela faz tudo com muito gosto. Um reclame vira um épico (...). Brenda Ligia não entra para brincadeira, embora seja a pessoa mais engraçada do mundo".
Quase tropecei no orgulho e caí no buraco da vaidade, meu caro amigo Xico, com este eterno presente de devoção literária. Pura prosa poética do danado cabra gênio do Crato, que, desde sempre, encanta os corações do mulherio com seu brilho no zóim por trás das lentes garrafais.
Olhe, vou dizer... encerrar o capítulo “BRENDA LIGIA- Das melhores coisas do mundo” falando de Deus, com letra maiúscula e tudo (“um Deus melhor do que aquela falta de fé de Nietzsche”), me fez chorar. Hormônios... será?
Sensacional! Devorei tudinho. E recomendo: “O Livro das Mulheres Extraordinárias”, de Xico Sá, por apenas R$39,90.
"Imagino Brenda Ligia com sua graça ao infinito, inventando um Deus pra mim (...), Brenda Ligia é a própria provação divina cá neste pobre e azulado planeta, eu, quase ateu, ajoelho e boto fé. Ela faz milagre em qualquer tenda". (pág. 250)
Mais um Festival Internacional de Cinema
Abriram a porteira dos festivais internacionais: o curta "Maldita Vougue" (de Melina Schleder e Julia Portella) também foi selecionado para o SAGA Stockholm International Women's Film Festival (Festival Internacional de Filmes feitos por Mulheres), e vai ser exibido em Estocolmo esta semana (29 de agosto, às 18:30h), na noite de abertura. Oba!
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| Maldita Vougue exibido em Festival de Cinema em Estocolmo |
21 de agosto de 2014
Vida!
"Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse a casa dele, e é."
É menino! (perfil 6/7 meses)
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