Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz, atuou em 17 longas, 13 séries de TV e 10 espetáculos teatrais. Também é mestre de cerimônias, apresentadora, diretora e locutora trilíngue; fala inglês fluentemente e francês. 6 prêmios nacionais e internacionais de Melhor Atriz e Melhor Direcão. No CINEMA, atua em Lusco-Fusco, Amadeo, Cerrates Robin Hoods, Meu último desejo, Lispectorante, Cidade;Campo, Amado, Sangue Azul, Onde Quer Que Você Esteja, Todas as cores da noite, Bruna Surfistinha, Flores do Cárcere, As melhores coisas do mundo, Bom dia, eternidade, Dente por dente, Contra a parede. Na TELEVISÃO, atua na série Na Batalha (estreia em breve). Na TV Globo, atuou nas séries Sob Pressão, Assédio e na comédia A mulher do prefeito. Na HBO Max, está no k-drama Além do Guarda-roupa. Protagonizou episódio da série História de Preta. Participou das séries África da Sorte, Hard, Beleza S/A, Ninguém tá olhando, Somos um só, 9mmSP. É apresentadora da série Gol de Letra (estreia em breve). Contato: brenda.ligia@hotmail.com

13 de agosto de 2014

Tragédia e dor

O avião que caiu com Eduardo Campos também carregava outras pessoas... cada um com sua história, seus sonhos, seus amores, seu destino. Hoje perdemos um amigo, Marcelo Lyra (cinegrafista oficial da campanha): grande homem, gente boa, pai de família, surfista, skatista, artista... um cara do bem, que também está fazendo muita falta. Estou sentindo uma forte angústia e rezando para que as famílias tenham conforto e paz. Sobretudo à amiga Paulina, viúva de Marcelo, envio todo o meu amor. 


ROMEO-
Um dia comprei um livrinho de pano para presentear o bebê Romeo, filho do casal de amigos Paulina e Marcelo. Ele me fitou com curiosidade. Olhou pro pacote com os olhinhos vivos. A mãe abriu. Quando viu o que era, largou-o imediatamente no chão e começou a brincar com o embrulho, amassando entre as mãozinhas o papel de presente brilhante, de bolinhas coloridas. Sorriu pra mim com carinha safada, como se dissesse “massa, tia!”. Foi aí que me apaixonei.

No dia desta foto, 21 de julho, chuvosa segunda-feira, a mãe de Romeo me levou à roda de parto humanizado na capital pernambucana, onde moramos. Quem esteve presente naquela noite mágica ouviu relatos viscerais de Paulina, mulher corajosa, que passou muitas horas em trabalho de parto domiciliar para receber seu bebê da forma mais humana possível. Foi amparada, o tempo todo, por um pai presente, ativo, seguro e amoroso: seu marido Marcelo, essencial ao processo de entrega, desde a preparação anterior até o momento em que a cabecinha despontou neste mundo e os pulmõezinhos sentiram a primeira lufada de ar. Desde então, esta criança tem sido a maior alegria da família inteira, celebrando a vida com um sorriso tão largo quanto o da mãe e o do pai, juntos.

Romeo, meu doce menino... o que mais me dói é pensar na tristeza de quem amo. Ah... se eu pudesse envolver vocês numa bolha protetora que anestesia o sofrimento! Voltaríamos no tempo e mudaríamos tudo. Tenho certeza que, antes da tragédia, a última agonia do seu pai foi amenizada pelo pensamento em vocês. Sem palavras para explicar essa fragilidade incicatrizável, porque nossa saudade é imortal. Querido amigo Marcelo Lyra e todos que estavam no avião: descansem em paz, rumando à luz.

8 de agosto de 2014

"Maldita Vougue" em Festival de Cinema Australiano

"Verde é o novo preto! Saiba tudo sobre esta cor de outro planeta." (Vougue) 

O curta-metragem "Maldita Vougue" (direção: Melina Schleder e Julia Portella) foi selecionado para o Sydney Underground Film Festival e vai ter estreia mundial na Austrália, dia 5 de setembro, às 22:30h. Obaaa! 
O filme trata do desejo de se encaixar nos padrões estéticos da sociedade e da maneira como este desejo pode te consumir (e destruir!).

Parabéns a toda a equipe (Wander Wildner está genial, rs rs), principalmente a Melina e Julia (meninas super poderosas)… muito orgulhosa de vocês! 

Viva o cinema nacional!

3 de agosto de 2014

O Livro das Mulheres Extraordinárias

"Brenda Ligia- Das melhores coisas do mundo" em O Livro das Mulheres Extraordinárias (Xico Sá)
“Cleópatra era negra e se chamava Brenda Ligia. Sensacional Brenda Ligia, como no balanço da música homônima, é Cleópatra negra banhada de leite por imaginações tantas. Brenda Ligia quando chega aos lugares, os lugares ficam povoados por todos os orixás”. (por Xico Sá

Hoje acaba a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty. Lá, entre tantas mentes brilhantes da literatura mundial, o grande Xico Sá lançou “O Livro das Mulheres Extraordinárias”, com capítulos elogiosos às principais beldades brasileiras do cinema, teatro, televisão, música, moda, literatura... Tem Gisele Bündchen, Taís Araújo, Patrícia Poeta, Fernanda Lima, Camila Pitanga, Sabrina Sato, Luana Piovani, Juliana Paes, Patrícia Pillar, Carolina Dieckmann... e, no penúltimo capítulo do livro (mas não menos importante, sob o justo “critério da desordem”), página 249, entre Malu Mader e Vera Fischer, tem também Brenda Ligia!!! 

"Era pouco para o mulherão e o talento, mas ela faz tudo com muito gosto. Um reclame vira um épico (...). Brenda Ligia não entra para brincadeira, embora seja a pessoa mais engraçada do mundo".

Quase tropecei no orgulho e caí no buraco da vaidade, meu caro amigo Xico, com este eterno presente de devoção literária. Pura prosa poética do danado cabra gênio do Crato, que, desde sempre, encanta os corações do mulherio com seu brilho no zóim por trás das lentes garrafais. 
Olhe, vou dizer... encerrar o capítulo “BRENDA LIGIA- Das melhores coisas do mundo” falando de Deus, com letra maiúscula e tudo (“um Deus melhor do que aquela falta de fé de Nietzsche”), me fez chorar. Hormônios... será? 
Sensacional! Devorei tudinho. E recomendo: “O Livro das Mulheres Extraordinárias”, de Xico Sá, por apenas R$39,90. Em breve, numa livraria perto de você. OBRIGADA, meu querido Francisco Reginaldo! Brilhe sempre. 


"Imagino Brenda Ligia com sua graça ao infinito, inventando um Deus pra mim (...), Brenda Ligia é a própria provação divina cá neste pobre e azulado planeta, eu, quase ateu, ajoelho e boto fé. Ela faz milagre em qualquer tenda". (pág. 250)

(Agora, deixa eu voltar pra Terra... aaah!)

30 de julho de 2014

"Sangue Azul" premiado no Festival de Paulínia

Nosso longa-metragem "Sangue Azul" (de Lírio Ferreira) ganhou dois prêmios no Paulínia Film Festival: Melhor Fotografia (Mauro Pinheiro Jr) e Melhor Figurino (Juliana Prysthon). 
Atores Matheus Nachtergaele (Gaetan) e Brenda Ligia (Jandira) em cena do filme "Sangue Azul", do cineasta Lírio Ferreira
"Ele busca sempre o ângulo inusitado, o plano original, o movimento de câmera poético. Tem gosto pela linguagem cinematográfica e a conhece. Não basta narrar uma história de maneira competente; é preciso fazê-lo com arte e graça. Com ginga." 
-Luiz Zanin, do Estadão, sobre o cineasta Lirio Ferreira.

27 de julho de 2014

Brenda Ligia em "A História de Mim"


Brenda Ligia em "A História de Mim" (Jornal do Commercio). Imagens: Igo Bione. Reportagem: Fabiana Moraes.
E também no jornal impresso de hoje.
Brenda Ligia em "A História de Mim" (Jornal do Commercio)

23 de julho de 2014

Sangue Azul estreia no Festival de Cinema de Paulínia

Eu nunca tinha mergulhado em Fernando de Noronha até o momento em que fui convidada pelo cineasta Lírio Ferreira para atuar em seu novo longa-metragem “Sangue Azul” (inédito), que estreia no cinema esta semana, competindo no Paulínia Film Festival.
Foi uma experiência intensa. Recomendo aos corajosos, mas não me chamem! Confesso: temi por um eventual piripaque subaquático. Ao mesmo tempo, foi um lindo e inesquecível espetáculo. À época, registrei as seguintes impressões, completamente narcosada com a embriaguez das profundezas...
Mergulho em Fernando de Noronha (Brenda Ligia e Márcio Lisboa)
“Era dezembro e fazia sol na ilha tropical. Borboletas ventavam no estômago da mulher, que, sem pensar, pulou. Com tudo, se jogou. Pesada, afundou.

Primeiro, os pés. Pouco seguros.

Daí, o corpo. Com a alma toda lá dentro, jorrando líquida, quase eufórica.

Por fim, a cabeça. Gorda, faminta de vontades e medos. Pensa.

Eu, surto. Ela, Mente.

Respirei ar seco, bolhas e dúvidas. A luz superior ofuscou minha falsa coragem. Então, enxerguei as algas todas, leves, dançando valsa úmida ao balanço das águas... bonito espetáculo, o fundo do mar!

Meu quase-livre-arbítrio sorriu por dentro. Olhei o peixe das cores mais belas do mundo, os corais formando núcleos de poesia, as tartarugas majestosas que desfilavam sua pompa... encanto, pureza e magia. Tudo era vida!

Quando notei que naquele mundo azul reinava a harmonia suprema, me senti tão grata e viva que até me afoguei em paz. Aí sim, valeu.”

Por Lenda Brígia ou Brenda Ligia

Sexta-feira, dia 25 de julho de 2014: estreia de “Sangue Azul” no Festival de Cinema de Paulínia.

22 de julho de 2014

Antes que eu morra

“Ninguém lê um livro. Lê-se através dos livros”.
Antes que eu morra, de Luis Erlanger
É fascinante notar o quão criativas são algumas pessoas. Acabei de devorar o vaporoso “Antes que eu morra”, de Luis Erlanger: para maiores de 16, por conter sexo, drogas e violência. Mas não só. Tem, também, experiência, linguagem, escândalo, frenesi, suspense, ritmo, política. Pra mim, um “livro-filme”, se é que o termo existe. Road-book pode?

O protagonista sem nome tem caráter único: ame ou odeie este egocêntrico ser que não tem umbigo, especialista em generalidades, que tergiversa o quanto lhe convém, divagando, no divã de análise, por páginas e páginas, como em tempo real. Às vezes não se entende o que quer dizer, afinal, ninguém saca tudo, o tempo todo, com maestria, seja nas neuras da psicanálise ou nas da vida, mesmo.

A ideia central do livro é incrível. O primor do título se encaixa perfeitamente à feroz habilidade de contar histórias viscerais com verdade e paixão. Em “Antes que eu morra”, Erlanger nos provoca o tempo todo: “será isso verdade?”

Confesso que investiguei, via ferramenta de busca, desde histórias de músicas como “Otis Regrets” até paranoias de sobrevivente às pragas mundanas.
Em um dos capítulos, tentando ser discreta, me peguei fazendo a experiência de pressionar as pálpebras, de olhos fechados contra a luz, para ver as imagens daquelas estrelinhas que aparecem pra gente na escuridão do olhar, como num passe de mágica visual. Coisa que todo mundo conhece, mas ninguém teve ideia de escrever.
 Gostei bastante desta fértil viagem com volta, rumo ao intelecto. Obrigada, Sr. Erlanger... detetive da alma.

Da minha vida, apenas agradeço ao meu pai por ter morrido cedo o suficiente para eu não precisar matá-lo, e à minha mãe, por ter vivido o bastante para perder a vontade de comê-la”. (L.E.)

PS.: Agora quero ler “Quarto de Despejo” (Carolina de Jesus) e/ou “Ponciá Vicêncio” (Conceição Evaristo). Tô caçando, mas não encontro. Alguém tem pra emprestar? Garanto devolução certeira em até 10 dias, sem despesas para o fornecedor, c/ frete para São Paulo e minha gratidão eterna. Quem ajuda? Muito obrigada.

19 de julho de 2014

Apenas um momento

Hoje é dia de pegar resultado de ultrassom no laboratório: justo sexta, o pior trânsito. Aí resolvi contratar um motoboy, que veio rápido, apressado. O jovem rapaz, negro franzino, tirou o capacete, pegou os dados todos, e, quando cruzava o portão do prédio para seguir seu destino, falei:
“Ó, lá fecha às 18h, mas, se não der tempo, não precisa ficar aperreado, desesperado, correndo feito doido nessa moto, tá?”
Ele, estático, ouvia.
“Sua vida vale muito mais que '30 reais ida e volta', rapaz... não se esqueça disto”.
Percebi que seus olhos, úmidos, voaram longe, perdidos n’alguma lembrança. Com voz embargada, respondeu:
“Dona Brenda, 'vou te contar uma coisa' pra senhora... se minha mãe perder dois filhos em uma semana, ela é que morre”.

Silêncio.
Vazio.
Começou a chover.
Virou as costas e saiu carregando sua história e suas dores no baú da empresa.
E eu, aqui, envolta na minha felicidade fácil... sei que não faltam lágrimas pras grandes tragédias do mundo, mas... AH!, as individuais também me tocam tão fundo!

17 de julho de 2014

Estreia Internacional do meu novo filme

Ah! Meu novo curta-metragem "Ah!" (Direção, Roteiro e Edição: Brenda Ligia, no qual também atuo) foi selecionado para um festival de cinema e terá estreia internacional no Feria Internacional de Cine de Manizales FICMA, que acontece na Colômbia, de 29 de julho a 2 de agosto. 

Este filme é baseado na música "Ah!" da banda os poETs (Alexandre Brito, Ricardo Silvestrin e Ronald Augusto; valeu, meninos!). O diretor de fotografia é meu parceiro na vida e na arte, Marcelo Pinheiro.

O FICMA está em sua 5ª edição, acumula público de mais de 4 mil pessoas, e sua seleção oficial da Mostra Internacional tem filmes (longas e curtas) do Japão, França, Rússia, Itália, Espanha, Cuba, Índia, Suíça, Alemanha, Brasil... entre outros.

Ou seja: tô feliz e rindo à tôa!  

Link da seleção oficial: http://www.ficma.co/info/seleccion-oficial/ 

Ah! (obrigada)

10 de julho de 2014

Meu coração de pedra-pomes

Meu Coração de Pedra-Pomes (Juliana Frank).
Mudando de pato pra ganso (não os jogadores, mas a expressão): você sabe o que é trabalhar todos os dias esfregando a imundície do chão de um hospital? E ser considerada louca por Deus e o mundo, vivendo sua própria realidade inventada? Prestando serviços escusos aos pacientes, fazendo macumba nas horas vagas, sonhando com um amor de mentira e colecionando coisas bizarras?

Então… a personagem deste livro, "Meu coração de pedra-pomes", sabe. Foi criada por esta jovem moça escritora, Juliana Frank, que incomoda muita gente com sua escrita ousada e original. Eu gosto. Indico. Parabéns, Juliana… mexeu comigo, entre gargalhadas e repulsas, entrei na sua loucura sã. Obrigada!
Agora, voltemos às notícias da Copa.

"É triste quando temos nossa própria vida pra cuidar e perdemos a dos outros". (pág. 60)

9 de julho de 2014

Brasil fora da Copa do Mundo 2014

Mexerica Filmes apresentou "Brasil fora da Copa do Mundo". 
Imagens & Edição: Brenda Ligia.

Sem mais... até a próxima.  
O gigante não acordou. Foto: Brenda Ligia
 
 

3 de julho de 2014

Sangue Azul estreia no Festival de Cinema

Brenda Ligia (Jandira) em "Sangue Azul"


Oba, tô feliz: nosso filme "Sangue Azul" vai ter estreia no cinema! 


Fomos selecionados (entre mais de 70 títulos) pro Festival de Cinema de Paulínia (SP), um dos mais importantes do país, que acontecerá no fim do mês de julho (imagina, depois da copa).



Matheus Nachtergaele (Gaetan) e Brenda Ligia (Jandira)











O longa-metragem do mestre pernambucano Lirio Ferreira concorre, entre outros 8 filmes (do RJ, RS e SP), a prêmios que totalizam mais de R$700.000,00.

Daniel de Oliveira (Zolah) e Brenda Ligia (Jandira)
"Sangue Azul" foi rodado no paraíso Fernando de Noronha; tem, no elenco, estrelas como Daniel de Oliveira, Matheus Nachtergaele, Milhem Cortaz, Sandra Corveloni, Paulo Cesar Peréio, Ruy Guerra... e Brenda Ligia
Elenco e equipe em dia de folga (Fernando de Noronha)



29 de junho de 2014

Obsessão Infinita

Obsessão Infinita, de Yayoi Kusama tem entrada gratuita e fica em exibição até dia 27 de julho de 2014, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.
Sala de Espelhos Infinitos: Brilho e Vida
Yayoi Kusama, a mais proeminente artista japonesa viva desde 1929, atualmente vive voluntariamente numa instituição psiquiátrica no Japão, desde 77. 

"Loucura e arte não caminham necessariamente juntas. Mas, em determinadas circunstâncias, transtornos mentais podem abrir caminhos inusitados para a criatividade. Kusama sofre de transtorno obsessivo compulsivo e alucinações desde a infância. Sua mãe chegava a destruir seus desenhos, mas foram eles que a fizeram escapar do suicídio". 
(por Roberta Jansen)

Sala de Espelhos Infinitos: Campo de Falos

















"Artistas não costumam expressar seus próprios complexos psicológicos diretamente, mas eu adoto meus complexos e medos como temas. Fico aterrorizada só ao pensar que algo longo e feio como um falo me penetre, e é por este motivo que construo tantos falos… eu construo muitos e muitos deles e então continuo contruindo, até que me enterro no processo. A isto dou o nome de obliteração". 

23 de junho de 2014

A cidade

Brenda Ligia, Avenida Paulista, em São Paulo

"A cidade se apresenta centro das ambições
Para mendigos ou ricos e outras armações
Coletivos, automóveis, motos e metrôs
Trabalhadores, patrões, policiais, camelôs
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
A cidade se encontra prostituída
Por aqueles que a usaram em busca de saída
Ilusora de pessoas de outros lugares
A cidade e sua fama vai além dos mares
No meio da esperteza internacional, a cidade até que não está tão mal
E a situação sempre mais ou menos, sempre uns com mais e outros com menos
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce"

16 de junho de 2014

Agora repórter

Estou em São Paulo trabalhando como repórter para a produtora D7 Filmes. Como é bom fazer o que se gosta! Feliz.
Repórter Brenda Ligia (D7 Filmes)

Brenda Ligia entrevista. Foto: Thiago Lopes

12 de junho de 2014

Copa

Acabou tendo Copa... Brasil 3 x Croácia 1
Acabou tendo Copa
Por Idelber Avelar
"De manhã: sangue de manifestantes nas ruas. 
De tarde: uma abertura tão vexaminosa que até os mais entusiasmados com a Copa concordaram que foi grotesco: pela primeira vez na história das Copas, a/o chefe de Estado não falou e a única coisa realmente importante -- a descoberta científica de um brasileiro -- não foi mostrada. 
De noite: uma vitória roubada, sobre a qual até a imprensa mais patrioteira concordou que foi fruto de um pênalti inventado, com o jogo 1 x 1 e a Croácia dominando. 
É o resumo da Copa até agora. Quem está comemorando, que curta sua festa, claro! Eu só consigo sentir vergonha."

6 de junho de 2014

Meu texto no Blogueiras Negras

Minha mãe e meus irmãos antes de eu nascer
Estou muito feliz porque um dos meus textos foi publicado no Blogueiras Negras, que é uma ferramenta de resistência e luta nesta sociedade estruturalmente discriminatória e desigual. No Facebook, a página já tem 107.706 curtidas... só falta você! 

Para ler meu texto, clique AQUI em http://blogueirasnegras.org/2014/06/05/e-por-falar-em-mae/ (e, se quiser, deixe seu comentário). 

Muito Obrigada! 

Na foto abaixo (e também no meu "E por falar em mãe..."), minha mãe e meus irmãos, antigamente... antes de eu chegar a este mundão.

Lembrando que, quem me apresentou ao site foi minha prima-amiga-exemplo-irmã e escritora favorita Ana Maria Gonçalves, uma das 25 negras mais influentes da web, que foi quem me ensinou a valorizar minhas raízes. 



4 de junho de 2014

Meus anos de solidão

Desde menina, sempre tive tendência à solidão. Caçula de dois mais velhos, lidava, à hora de dormir, com papai e mamãe dividindo a suíte, o zum-zum-zum dos irmãos papeando no quarto ao lado, e, no meu, eu só, entre Barbies, Pogobol e Moranguinhos. Sob minha cama, os fantasmas da noite jaziam vigilantes ao xixi noturno e à mamadeira de Nescau quentinho, tardios hábitos secretos da marmanja que lia cada página como quem conta carneirinhos para o sono chegar. "Casa de Vó é Sempre Domingo", de Marina Martinez, "8 Minutos dentro de uma Fotografia", de Ganymédes José, "Sozinha no Mundo", de Marcos Rey... e nunca Monteiro Lobato. Nunca. Então dormia... e sonhava a menina. 
Mas solidão só presta se for sob medida, com prazo limite. Só não dói pra quem tem amor, música, ou algo pra ler; pode ser um jornal velho de anteontem, embalagem de shampoo pra cabelos crespos, mas, se for um livro, ah! Ótimo. Se for bom, melhor ainda. Aí basta. 
Cem Anos de Solidão
Ontem acabei "Cem Anos de Solidão". Fiquei arrastando os últimos capítulos, pra fazer render e durar mais. Entendi perfeitamente o porquê do danado do Gabriel Garcia Márquez ter sido o autor do clássico mais lido no planeta. Fiquei hipnotizada por este tal realismo fantástico, pela escrita artística de Gabo, pela urgência que ele imprime nas suas viagens criativas. Me fez refletir sobre as tradições familiares, as raízes e a polítca. Pirei na Macondo de borboletas amarelas, peixinhos de ouro e gente com rabo de porco. Vi os 17 Aurelianos com cruz na testa, Rebeca comendo terra escondida, Fernanda fazendo necessidades em penicos de ouro, Remédios subindo aos céus com lençóis flutuantes... quanto poder existe no dom da escrita! É o dom de perpetuar sonhos através do tempo e do espaço. É lindo! 
Gabo dizia que "o segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um pacto honroso com a solidão". Sendo assim, enquanto me restar saúde, visão e algum livro pra ler, estarei salva, porque, quando você vive outras vidas, a solidão é compartilhada com aquele mundo inventado. É uma deliciosa viagem. Eu ousaria chamá-la de felicidade. 

3 de junho de 2014

DIVA (em breve, nos cinemas)

"DIVA", de L.Rodrigues. Estrelando Brenda Ligia. Em breve, nos cinemas...
Brenda Ligia estreia em DIVA, de L. Rodrigues. Em breve, nos cinemas... Foto: Nathalia Carvalho








Brenda Ligia, protagonista do filme "DIVA", de Luiz Rodrigues. Em breve, nos cinemas. Foto: Nathalia Carvalho

29 de maio de 2014

Meu trabalho

Meu primeiro emprego com carteira assinada, no século passado, foi na empresa aérea Transbrasil, no maior aeroporto internacional do país. Acordava às 4:30h da manhã para pegar o fretado pra Guarulhos e bater cartão para o check in das seis da matina. Eu era, então, uma daquelas mocinhas com meias Kendall cor da pele, maquiagem leve com sombra clara, e coque preso com redinha atrás da nuca. Na primeira semana de trabalho, Tarcísio Meira me disse: "que sorriso lindo!", e fiquei toda, toda. 
Depois disto, entrei na Wall Street Institute da Av. Faria Lima, e, com gostinho de promoção, virei professora de inglês por mais de 8 anos. Dei aulas para executivos, madames, descolados, crianças, adolescentes... em sala de aula, eu fazia meu "número" para os alunos aprenderem com diversão. Mais tarde, já na Wizard, fiz amigos pra uma vida inteira e vivi intensamente as melhores experiências da juventude. 
Nesta época, me formei em Publicidade na Faculdade de Comunicação Social Oswaldo Cruz; papai me disse que eu tinha que ser "alguém na vida". Pronto! 
E só então, finalmente, pude estudar o que sempre quis desde muito jovem: Teatro. Comecei o curso técnico profissionalizante no Teatro Escola Macunaíma, e lá amadureci como pessoa e profissional. Nossa... já faz mais de uma década! Até hoje carrego lembranças e pessoas que me marcaram à época. Tanta coisa aconteceu... e esta vida raramente nos leva aonde planejamos; toda escolha tem sua renúncia. 
Lidei com pessoas do mal: "Brenda, desista, você não vai conseguir! Você já está velha e não é filha de ninguém!". De fato: um pai executivo da Nestlé e uma mãe enfermeira do S. Mateus não podem impulsionar minha carreira... me resta correr atrás e confiar. 
E tem também os ignorantões: "Brenda, você é mesmo atriz? Então como nunca te vi nas novelas da Globo?". Boa pergunta cretina... liga lá no Projac e descobre isto pra mim! 
E aqueles que dizem: "Mas... Brenda, fora ser atriz, você trabalha? E isso dá dinheiro?". Não, não dá muito. Só às vezes, um pouco. Não tenho trabalho sempre. Cada dia é uma luta constante. Tem que acreditar e desejar com força, persistir e trabalhar bastante. Uns dão mais sorte que outros; sem que o talento de cada um esteja em jogo. Assim é o jogo. 
E, quer saber? Se eu pudesse, faria tudo de novo! Cada apresentação de teatro-empresa, cada evento infantil, cada show de comédia em bar... porque tudo aquilo me fez única. Não é pelo dinheiro: é pelo sonho, pela causa, pela busca que nunca cessa. É pelo amor que sinto quando estou fazendo o que gosto e escolhi pra mim. É por cada vitória celebrada, pelas conquistas, passo a passo. É tão bom olhar pra dentro de mim e me sentir em paz... simplesmente agradecer por estar aqui, presente, de corpo, alma e coração. Eu confio na loteria da vida! 
Aos amigos artistas, que, assim como eu, matam um leão por dia, envio todo meu amor. 

25 de maio de 2014

Xirê estreia no cinema

Xirê no Jornal do Commercio hoje
Dia 26 de maio, segunda-feira, às 20h no Cinema São Luiz (Recife): estreia do curta-metragem "Xirê", de Marcelo Pinheiro (meu marido). Estrelando: Robson Lima Duarte. Coprodução: Ateliê Produções. Prod.: Roberta Garcia, Claudio Assis e Marcelo Pinheiro. Making of: Brenda Ligia. Bóra? 

O curta-metragem Xirê é uma viagem sensorial que evoca os rituais do homem afrodescendente. O filme mescla a linguagem de documentário com a da dança.






Fotos de Brenda Ligia:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10154130568305497&type=1&l=e6c3080694

Teaser:
Parte da equipe de filmagem de Xirê


 Making of: Brenda Ligia (imagens & edição)

24 de maio de 2014

Sétima arte musical

Matéria no Diário de Pernambuco



"Não satisfeitos em dirigir filmes campeões de bilheteria, diretores de cinema assinam também videoclipes de sucesso".

Em dois desses videoclipes, aliás, tive o prazer de trabalhar:
-"Laura Bush tem um Senhor Problema", da banda Mundo Livre S/A (direção de Pedro Severien; com Brenda Ligia e Hermila Guedes- postado abaixo).

-"Passione", do querido amigo Junio Barreto (direção de Lírio Ferreira; com Mariana Ximenes).



21 de maio de 2014

Campanha "Amor de Mãe"

Direção: Wagner Mazzega. Brasil Filmes (2011). Com: Brenda Ligia e Menílson Menezes.

Campanha de 2011- "proteja seu bebê"
Brenda grávida com Brenda sem filhos
Gravando em estúdio com falsa barriga - Brasil Filmes

20 de maio de 2014

Xirê

Olha quanta beleza! É o teaser do novo curta-metragem do meu marido. Assistam! "Xirê". Roteiro e direção: Marcelo Pinheiro. Com: Robson Lima Duarte.
O curta-metragem "Xirê" é uma viagem sensorial que evoca os rituais do homem afrodescendente. O filme mescla a linguagem de documentário com a da dança.
Coprodução: Ateliê Produções. Produção: Roberta Garcia, Claudio Assis e Marcelo Pinheiro. Making of: Brenda Ligia
Exibição de estreia: dia 26 de maio, segunda-feira que vem, às 20h noCinema São Luiz/ Recife (entrada franca). Todos estão convidados!

11 de maio de 2014

"Mãe, você é essa Coca-Cola toda!"

Atriz Brenda Ligia no comercial da Coca-Cola (O2 Filmes)
Comercial da Coca-Cola (O2 Filmes)










Neste dia comercial e especial, dedico este comercial especial a todas a mães; tendo gerado ou não, estando por perto ou não, sendo as melhores ou não... que privilégio sentir no coração o amor mais puro e incondicional que existe!

Segundo comercial da Coca-Cola

Outro comercial da promoção Coca-Cola:
"Você é essa Coca-Cola toda II"
https://www.youtube.com/watch?v=HptlpXap1Zo



10 de maio de 2014

Leite do Peito

Vasculhei várias livrarias atrás do livro "Antes que eu Morra", de Luis Erlanger, mas não achei. Antes de declarar minha carência literária, meu marido me sugeriu sua preciosa edição de 73 de "Cem Anos de Solidão", que fizera parte da sua adolescência surfista de Boa Viagem (coisa fina). Oba!, pensei. 

Antes mesmo de José Arcadio fugir da cidade com os ciganos, recebi a ilustre visita da minha escritora viva favorita, Ana Maria Gonçalves (por sorte, também minha prima desde 78). Veio ao Recife para um simpósio intelectual na Maurício de Nassau, e, rimas à parte, trouxe pra casa, de bom grado, um grande achado: um livro raríssimo, desses que só se encontra vez em nunca... "Leite do Peito", de Geni Guimarães, poeta nascida em 47 em SP. 

Leite do Peito de Geni Guimarães
Fui prontamente seduzida por este tesouro... "Gabo pode esperar". 

Ah... decisão acertada! Sorvi todas as gotas de "Leite do Peito", uma das prosas mais poéticas que já li. Esta senhora reconstrói suas memórias afetivas de forma tão intensa! O livro tem uma cadência envolvente, e o personagem transita com fluidez perfeita pela narrativa das lembranças viscerais abordadas por Geni, desde a infância até a maturidade. Por vezes tive que pausar a leitura para conter as lágrimas, por conta das emocionantes histórias de vida desta mulher. Como é bom viajar profundamente pela dolorosa e bela vida alheia! 


Foi inspirador... e virei fã de Geni Guimarães, uma das grandes escritoras negras do Brasil. 

Agora, voltando à Macondo... 

6 de maio de 2014

E por falar em mãe...

E por falar em mãe, a minha adorava bater perna no centro de São Paulo. Na época, havia um Mappin na Praça Ramos: eu, criança de uns 6 anos, andava segurando sua mão de dedos gordinhos. Meu irmão, o descolado de 10, ia mais solto atrás da gente, misturando-se à multidão. 
Até que um dia, num desses passeios em família, a polícia viu a cena e teve certeza que meu irmão deveria ser um suposto trombadinha, prestes a assaltar a ingênua senhora quase branca que passeava apressada, alheia ao perigo que seu próprio filho representava à sociedade. 
O menino foi parado imediatamente para revista; e este foi o primeiro baculejo da sua vida. Anos depois, já adolescente, corintiano e negro, ele teria que provar a outros policiais que morava, realmente, no Edifício Lugano da Avenida Higienópolis. "Conhecem este rapaz?", perguntaram ao Zé, o porteiro nordestino do nosso prédio. Aliás, naquela época, a expressão pejorativa da moda (aprendi no meu colégio de freiras, o tradicional Sion) era "que baiano". Imagina o significado... sendo que nós tínhamos nos mudado exatamente de Itabuna, terra de Jorge Amado. 
Enfim... com voz trêmula, a criança sangue do meu sangue chamou: "mãããããeee!". E o que se deu a seguir, acredito, foi uma cena de amor explícito, escancarado para quem quisesse assistir. 
Quando mamãe viu sua cria sendo gentilmente apalpada pelos gambés, virou leoa ninja. A bolsa (comprada na liquidação do Mappin) que carregava presa ao peito, voou na velocidade da luz rumo aos homens da lei, com os gritos de "Solta meu filho! Larga ele!". Impressionante como mamãe é boa nisso! Foi bolsada pra todo lado. 
Abriu-se um clarão; o povo gosta de show. Os fardados, envergonhados pelo mico, arregalaram os olhos como quem pede desculpas. Bastaram 3 ou 4 bolsadas para tirarem as mãos do moleque. Salvo. E o povo dispersou. 
Então, novamente, mamãe cruzou a bolsa junto ao corpo, segura. Os dedos gordinhos da sua mão esquerda seguraram meu pulso, enquanto os da direita, o do meu irmão. Nós três voltamos pra casa de mãos dadas, numa cumplicidade velada, e num amor que nos unia ainda mais. E naquela noite, no jantar com papai e o mais velho, esqueceu-se o assunto para sempre. 
*FIM*

PS1.: Quando eu virar mãe, também quero rugir e atacar feito leoa quando preciso for.

PS2.: Não sei se a minha é a melhor mãe do mundo, mas é meu porto seguro, minha amiga guerreira, e, quem a conhece, sabe: minha mãe é um barato! Já que pra mim tudo dá filme, eu fiz este, ó (tanto amor cabe em poucos minutos?). 

PS3.: O curioso é que, não estando em SP este ano, vou passar o dia das mães com papai, que já chegou ao Brasil. AMOR DE MUITO! 

5 de maio de 2014

País do futebol e da morte em campo

Hoje de manhã, a Lurdinha, que trabalha desde sempre aqui em casa às segundas, chegou com um sorriso frouxo. Contou que, na sua vila, no Pina, o clima era dos piores: o fim de semana de sol e chuva foi também de revolta e luto. Ela conhecia Paulo Ricardo Gomes da Silva, o jovem torcedor de 26 anos brutalmente assassinado num estádio, com o arremesso de uma latrina que, dizem, o massacrou com peso de 350kg. Desalmou o rapaz na hora. 
É... mais um crime em campo, no país do futebol. Um Silva a menos na face da Terra. O próximo, por favor! 
Dá medo. Será que os gringos sabem o que rola pelas bandas de cá? E se arriscarão a vir para essa tal Copa pra inglês ver? Fico pensando como vai ser. Quantos vão morrer? Gostaria de proibir meu irmão Arthur, meu primo Gustavo, e todos que eu amo nesta vida, de frequentar estádios de futebol, seja jogo do Timão ou de qualquer outro. Porque é caótico e não existe segurança. Como diz o amigo Xico Sá, estamos, sim, num "país de matadores". Num mundo de expiação. É triste. 
Aí, voltando à conversa com Lurdinha, ela me contou mais sobre a vida e a morte do rapaz Paulo Silva. Disse que, no cemitério, a mãe, também diarista (Dona Joelma), urrava de dor, suplicando para ser enterrada junto ao seu filho em sua nova morada. 
Silêncio. 
Joelma despede-se de seu filho Paulo Ricardo Silva, morto num estádio de futebol brasileiro.
Fico imaginando a cena. Desvio o olhar umedecido pelo pranto, como se essa angústia fosse minha também. Para quem perde os pais, existe a palavra "órfão". Mas para quem perde um filho, resta carregar o peso insuportável desta dor sem nome, para sempre. Não sara nunca. 
Só sei que domingo que vem, para Joelma, não vai haver dia das mães. Porque sua alma partiu junto com o corpo do filho que ela tanto amou. Meu coração continua de luto. 

PS1.: A polícia prendeu um dos culpados pelo crime. Agora faltam outros dois. Alguém tem motivo pra comemorar? 
PS2.: Ontem, em duvidosa matéria do Fantástico, o jogador Daniel Alves falou bonito, afirmando que "devemos ser fortes e perdoar", o mesmo discurso de um tio de Paulo Silva, que é pastor. Então perdoe-me, Deus, mas minha alma ainda tem muito a evoluir... 

4 de maio de 2014

"Rabutaia" (direção: Brenda Ligia) foi premiado no festival de cinema!

"Rabutaia" recebeu Prêmio Especial no Cine Pe 2014! 
Direção, Roteiro e Montagem: Brenda Ligia Miguel
Fotografia: Marcelo Pinheiro
Correção de cor: Cristiano Lemos
Estrelando:Gilson Silva, Diva Miguel e família. 
MCs: Graça Araújo, Bruno Torres e Deborah SeccoFialho
OBRIGADA A TODOS! Muita felicidade! 

Quando a banana vira coxinha

Minha querida prima Ana Maria Gonçalves (nossa escritora favorita!), com quem acabei de passar dias incríveis aqui em casa, está no Jornal do Commercio de domingo, na matéria "Quando a banana vira coxinha". 
'"Boa parte dos que aderiram a esta campanha que incentiva a impunidade de um crime deve se considerar um cidadão de bem, na luta contra o racismo, armados com uma banana justiceira", ironizou a mineira Ana Maria Gonçalves, num texto que foi ao ar no site Blogueiras Negras.'
Para ler o texto na íntegra, clique aqui:http://blogueirasnegras.org/2014/04/29/a-babanizacao-do-racismo/
Ana Maria Gonçalves em matéria do Jornal do Commercio ("Quando a banana vira coxinha")
Na mesma matéria, segundo Douglas Belchior
'"Banana não é arma e tampouco serve como símbolo de luta contra o racismo. Ao contrário, o reafirma, à medida em que relaciona o alvo a um macaco e principalmente à medida em que simplifica, desqualifica, e pior, humoriza o debate sobre racismo no Brasil e no mundo. O racismo é algo muito sério. Vivemos no Brasil uma escalada assombrosa da violência racista. Esse tipo de postura e reação despolitizada e alienante de esportistas, artistas, formadores de opinião e governantes tem um objetivo certo: escamotear seu real significado, que gera desde bananas em campo até o genocídio negro que continua em todo o mundo". 

Agora há pouco, em sua página no facebook, Ana Maria postou: 
"A matéria do Fantástico de hoje é revoltante. NENHUMA opinião contrária à campanha da banana. O narrador da matéria diz que 'é difícil discordar do discurso antirracismo da campanha somostodosmacacos'. Ou seja: não há voz contrária, não somos ouvidos, não chegamos lá. Os depoentes são Luciano Huck, Fátima Bernardes e Luana Piovani dizendo que 'a gente não aguenta mais essa história de preconceito'... (traduzindo: a gente não quer mais, mesmo, falar sobre racismo). É isso que a campanha propõe e que o Fantástico mostrou muito bem: uma banana para a punição do crime de racismo; sejamos todos fortes e perdoemos."

Até quando?! 

EU NÃO SOU MACACO! 

Hoje eu quero voltar sozinho

Quando eu era jovenzinha em São Paulo, fui convidada por estudantes de cinema da USP para participar de alguns curtas universitários. Fui, fiz e foi tudo certo, com aprendizado pra todo lado. Valeu nossa experiência. 
Muitos anos depois, este mesmo cineasta, Daniel Ribeiro (com Diana Almeida), fez seu primeiro longa-metragem (de muitos, que, certamente, virão). Estive hoje num Cinemark para prestigiar seu trabalho e saí em êxtase! Belíssimo, este "Hoje eu Quero Voltar Sozinho". Quanta sensibilidade! É um filme de amor, drama e comédia, que destrincha as agruras da diferença e as descobertas da adolescência. 
Com direção primorosa e fotografia elegante, o filme alimenta-se do banquete de rostos novos de atores sempre sólidos em cena (o jovem protagonista está impecável). Nada é sem propósito: cada olhar, cada palavra, gesto ou silêncio são bem colocados na trama. A trilha sonora de alta qualidade é praticamente um personagem à parte, que harmoniza-se com o todo. 
Hoje eu quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro
Eu também vivi aquilo. O bullying na escola (que fortalece), os amigos para sempre (que expiram), as festinhas badaladas (para as quais não fui convidada), o primeiro beijo (tão temido e aguardado), o intercâmbio ao exterior (que amadurece)... cada um com sua própria experiência. É este o recheio da vida que nos faz gente com o tempo. 
Uma forte viagem sensorial é a essência deste filme. As cenas do banheiro, do cinema, do eclipse... tudo se constrói para deixar o público com um enorme sol estampado no peito, em forma de sorriso, querendo entrar um pouco mais nesta história tão humana, neste grande acerto artístico e cinematográfico chamado "Hoje eu Quero Voltar Sozinho".
Daniel: muito obrigada por nos lembrar que A VIDA PODE TER FINAL FELIZ.


Aos meus amados sobrinhos João e Victor: a titia faz questão que vocês assistam a esta obra-prima! Convidem seus amigos acima de 12 anos, ou seus pais, que também irão adorar. É imperdível! 

"A gente tem que falar as coisas que sente; não adianta deixar guardado"

1 de maio de 2014

Rabutaia no Estadão novamente

Tá no Estadão (por Luiz Carlos Merten):
Link: http://blogs.estadao.com.br/luiz-carlos-merten/primeiros-premios/

"Acho que estaria sendo desonesto comigo mesmo se disesse que os júris da primeira premiação do Cine Pe, tendo coisas muito melhores para escolher, fizeram sempre as piores (escolhas). Mas a minha premiação, confesso, teria sido muito diferente. Au Revoir, de Milena Times, ganhou os prêmios de filme e direção na Mostra Pernambucana. Sorry, Milena, mas os meus premiados teriam sido Rabutaia e a diretora Brenda Ligia – o filme ficou só com o prêmio especial da Link Digital, que na mostra competitiva nacional também premiou Linguagem."