Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz, atuou em 17 longas, 13 séries de TV e 10 espetáculos teatrais. Também é mestre de cerimônias, apresentadora, diretora e locutora trilíngue; fala inglês fluentemente e francês. 6 prêmios nacionais e internacionais de Melhor Atriz e Melhor Direcão. No CINEMA, atua em Lusco-Fusco, Amadeo, Cerrates Robin Hoods, Meu último desejo, Lispectorante, Cidade;Campo, Amado, Sangue Azul, Onde Quer Que Você Esteja, Todas as cores da noite, Bruna Surfistinha, Flores do Cárcere, As melhores coisas do mundo, Bom dia, eternidade, Dente por dente, Contra a parede. Na TELEVISÃO, atua na série Na Batalha (estreia em breve). Na TV Globo, atuou nas séries Sob Pressão, Assédio e na comédia A mulher do prefeito. Na HBO Max, está no k-drama Além do Guarda-roupa. Protagonizou episódio da série História de Preta. Participou das séries África da Sorte, Hard, Beleza S/A, Ninguém tá olhando, Somos um só, 9mmSP. É apresentadora da série Gol de Letra (estreia em breve). Contato: brenda.ligia@hotmail.com

23 de outubro de 2012

Fazendo cinema

No set de filmagem- estúdio da TV Universitária
Do momento em que a diretora me convidou pra fazer um teste pro seu próximo longa até o instante do “ação” no set de filmagem, muito aconteceu aqui, de dentro para fora, pra que nascesse essa personagem que me foi dada como presente inesquecível: A Pastora. Uma delícia!

Na fase inicial da pesquisa, passei a frequentar a Assembléia de Deus de Boa Viagem. Amigos bebiam no bar, e eu orava no culto de libertação, às quintas-feiras. De saia nas canelas e óculos de grau, tentava não chamar atenção na igreja, enquanto internalizava tudo: a percepção, os detalhes, o olhar do outro, a crença.
Primeiro, comprei a Bíblia Sagrada com letras gigantes por R$39,90, no Extra. Comecei a ler para o trabalho, e agora continuo fazendo para a vida; gostei. Minhas madrugadas passaram a ter companhia dos pastores que apresentam programas na TV; coisa que sempre gostei de assistir, confesso. No meu fone de ouvido, tocava o sermão da Pastora Gisele, da Bispa Edinalva, da Irmã Maria Lúcia... aprendi expressões em aramaico que surtem forte impacto numa ministração. Kadosh Adonai Echad Melek Al-Ilah.
Foram horas, dias, semanas de prática... às vezes, disciplinada. Outras, preguiçosa. Muitas na frente do espelho, tantas na web cam, e algumas só no pensamento, mesmo.  Me sentia bem preparada pro teste quando chegou o dia: e consegui converter a produtora de elenco. Passei. E isso era só o começo.
Nova instrução da direção: minha Pastora não deveria ter fé. Era uma vaidosa, bipolar. Novo ensaio, novo elemento: ela tampouco faria referências à Bíblia, a Deus, Jesus, Aleluia... nada disso. Claro que nada seria tão óbvio... e achei ótimo esse desafio do “algo a mais”, que dá riqueza ao personagem. Quando é fácil não tem graça...
Aí sim, comecei a ensaiar com mais afinco. Eram treinos solitários, com muita loucura e experimentação, para, talvez, ter conseguido chegar a algum lugar interessante.
Camarim lotado 
Agora resta a expectativa, a espera, o tempo certo pro filho ficar pronto e poder ser contemplado. E as pessoas todas dessa produção seguem eternizadas em cada sorriso que floresce do peito e transborda benquerência, matéria e estampido. Assim dá gosto trabalhar... com essa equipe que faz tudo de verdade, com vontade de tornar o sonho real, cheio de luz, cor e arte nessa realidade inventada. 
bastidores da cena
“Mas quem pode livrar-se porventura
dos laços que o amor arma brandamente” (Camões)


18 de outubro de 2012

Papo de Salão



PAPO DE SALÃO
-Por que tu não alisa de vez, Brenda?
-Porque só preciso pra amanhã.
-Ôxe! E é, é?
-É. Vou fazer um filme e meu personagem tem cabelo liso.
-E esse filme vai passar onde? 
-Nos cinemas.
-Ah... (duvida com força)
Permanecemos caladas pelos próximos 64 minutos de escova e prancha.

17 de outubro de 2012

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

Resultado do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro: melhor atriz de cinema de 2012 é Deborah Secco! E a melhor atriz coadjuvante é Drica Moraes! Ambas pelo nosso filme! Quanta alegria... e orgulho dessas 2... meninas: vocês merecem o mundo! Pela entrega, pela pesquisa, pela generosidade... um enorme prazer fazer parte dessa verdade inventada de Bruna Surfistinha - O Filme, que mudou para sempre nossa forma de atuar. Vamos levar pra vida e pra arte.  
Drica Moraes, Deborah Secco e Brenda Ligia
em cena de Bruna Surfistinha
Ê, Sergio Penna! DÉ e DRICA: parabéns, amigas... sou fã! Quebrem tudo sempre, na telinha ou na telona! Amo vocês!
"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho."- Clarice Lispector

12 de outubro de 2012

O vilarejo do peixe vermelho

Vovó Brenda... eu ainda chego lá!
Quando um homem nasce, vem com ele um peixe vermelho. Podemos senti-lo pelo pulso. Suas guelras respiram sangue, vida pelas barbatanas. Dentro de cada um de nós (ilhas), reside um peixe vermelho.
Agora, olhando a pessoa a seu lado, dá pra ver os olhos do peixe olhando através da janela (olhos humanos). Num estádio, os peixes de todos estão prestes a sair pela garganta.
Entre cada peixe, tem um oceano que nos separa. Essa travessia invisível, só quem faz é o peixe vermelho. É o amor.
-Vilarejo do Peixe Vermelho, de Anderson Anibal (MG)

8 de outubro de 2012

Ficção ou realidade

Como é mágico este ofício de se prestar a estudar a ficção de modo a torná-la real; a experimentação é realmente o melhor dos laboratórios. A cada mergulho, a cada ensaio da cena, me apaixono mais e mais pela personagem. Não tem preço... é muito bom! 
Ensaio 


Apresentadora Brenda Ligia


Brenda Ligia (apresentadora) e equipe da 485 Filmes
Quando algum trabalho chega ao fim, fica a sensação gostosa de missão cumprida misturada à saudade precoce do que um dia "terá sido". Projetos, programas, equipes, campanhas vem e vão de acordo com as ondas profissionais de cada um, porém, o lugar especial que cabe a cada pessoa com quem nos relacionamos, estabelecendo vínculos afetivos a partir do profissional, este fica sempre cativo, na gaveta das boas lembranças. E muitas vezes isso basta pra florir um enorme sorriso no peito... 485 Filmes, VALEU! 
no ar
César Pezzuoli, Brenda Ligia e Carlos Nigro
Diretor de fotografia Christian Perez

na firma

Sucesso na estreia de "Farpa"

Brenda Ligia vivendo a personagem Maria
Infelizmente não pude estar presente (fisicamente!) na nossa estreia no cinema (Cine Sesi). O filme "Farpa", de Henrique Oliveira (Panan Filmes), teve uma sessão de exibição que foi um sucesso, lotada, com ingressos esgotados. Feliz da vida por fazer parte desse cinema alagoano!
Foi um grande presente viver a personagem Maria neste filme forte, que trata de temas muito polêmicos, duros, tabus. Maria carrega a carga de uma geração de mulheres que gera filhas mortas, por vários tipos de castração (sexual, física, psicológica, etc). Foi um trabalho profundo, mergulho que mexeu bastante comigo, aqui dentro. Sensacional. Obrigada a todos!
capa do filme Farpa

Set de Farpa
Maria, o marido e o vazio. Solidão.





2 de outubro de 2012

Estreia do filme FARPA

ESTREIA NO CINEMA: Farpa (Panan Filmes). Com: Brenda Ligia, Tamylka Viana, Carol Teles.
 -Berenice usa a filhinha de colo para pedir dinheiro no semáforo. Maria Flor mudou-se para a cidade grande e acaba como prostituta. Eudócia dá à luz um filho fruto de uma relação incestuosa com o próprio pai. Farpa narra a história de uma geração de mulheres de uma mesma família que geram filhas mortas. Seja por castração sexual, psicológica ou econômica essas mulheres se tornam vítimas da feminilidade/ sexualidade inerente a elas.
Saiba MAIS em: http://graciliano.tudonahora.com.br/2012/06/22/um-filme-para-arriete/#comment-55

Estreia dia 05 de outubro de 2012
Cine Sesi, 19h
Maceió/ AL.

23 de setembro de 2012

Rio Vermelho

Brenda, eu entrei em desespero quando vi aquele mundo de sangue escorrendo ralo abaixo. Eu tinha andado de bicicleta o dia inteirinho, até machucar! “Minha mãe vai me matar!”, eu pensava. Naquela época, ninguém conversava sobre essas coisas com a gente. Eu nunca ia imaginar que aquilo era normal!
Aí foi a titia Islane que me chamou de canto e explicou que todo mês ia acontecer, e que eu não podia mais subir em árvore, nadar no rio... eu não podia fazer mais nada que eu gostava, porque eu tinha ficado mocinha. Já pensou?
Casei com seu pai com 17 anos; menina de tudo. Com 19, seu irmão nasceu. E eu doida com uma menininha... eu via os vestidinhos, os lacinhos... sabe? Depois de uns anos, tentamos. E veio o Arthur.
A gente já tinha desistido da menininha quando eu engravidei de novo. Era a última chance porque eu ia ligar as trompas. Só que fui engordando demais da conta... foram 27 quilos, Brenda do céu! Eu virei uma bitelona, você precisava ver que coisa horrorosa, toda inchada, parecendo uma pata.
Tive a primeira contração às 4 da tarde e fui pra Santa Casa, ali no São Dimas. Brenda... sei que eu sofri mais de 12 horas, minha filha. O Doutor Olímpio falou que só uma das duas ia sobreviver, menina. Seu pai, doidinho. Você só foi sair depois das 7 da manhã do dia seguinte! As enfermeiras que trocavam de turno às 6 ficaram impressionadas de ver que eu ainda tava lá. Urrando de dor... cada contração, nó!
Depois de muita peleja, você nasceu com 6 quilos e 100, Brenda. É... 6 ponto 1, fia. Também!,  veio rasgando períneo, rasgando tudo. Um rio vermelho... nossa senhora! Só de lembrar, olha aqui o arrepio. Todo mundo vinha perguntar: “Uai, essa não é aquela que nasceu ontem?”, “Mas desse tamanho?”. Ninguém nunca tinha visto um bebê gigante que nem você, Brenda.
Olha, filha, se não fosse lá em Ibiá, eles iam ter te botado naquele livro dos recordes, sabe? Como é que fala, em inglês? Tiveram que me costurar toda. Cê quase mata a gente... cruz credo, filha.  
 
- Por Lenda Brígia - Baseado em fatos super reais/ livre adaptação.
Mãe só tem uma. E hoje é aniversário da minha!
Dona Marizia, se teletransporte já funcionasse, meu abraço saudoso ia voar pra São Paulo e dizer “TE AMO, MAMÃE”. Parabéns!

22 de setembro de 2012

Banzo

Ao pai - Quando eu tinha 14 anos, meu pai foi transferido pra Suíça. Desde então, meu coração bombeia saudade permanente: acostumou-se ao banzo. O pensamento resgata sorrisos, histórias, momentos... lágrima besta que teima em cair. Como eu queria estar perto pra te dar um abraço agora, pai. Você me deu a vida, educação, segurança, caráter... e muito amor. Obrigada não basta para tanto. Que minhas vibrações positivas viajem milhas pelo Atlântico para te encontrar em paz; saudoso, mas feliz... FELIZ ANIVERSÁRIO, papai. Amo você, pra sempre “meu herói”.
Sua filha

19 de setembro de 2012

As garotas do privê

 Sergio Penna, Brenda Ligia, Fabiula Nascimento, Simone Iliescu, Erika Puga, Drica Moraes
Cris Lago, Sil Matteussi e Deborah Secco
Sabe quando a lembrança faz cócegas na alma e libera umas borbulhas de euforia na boca do estômago da gente? Então... que delícia trazer pra perto dos olhos quem já está no coração. As parceiras do filme Bruna Surfistinha todas reunidas no exclusivo encontro-privê na casa da Deborah Secco Flores: impossível não sorrir!
Três anos se passaram desde nossas filmagens na cracolândia, num prédio abandonado, sem eletricidade, com muitos lances a galgar antes de alcançar o set. Lá do terraço víamos o nervoso dos zumbis que vagavam como ratos no lixo, piscando seus isqueiros aos bandos. Alguns ainda eram crianças... talvez já nem existam mais.
Para além deste drama real, o que nos marcou, mesmo, foi a preparação para o trabalho com o mestre Sergio Penna, que consistia em passarmos uma temporada vivendo numa pequena casa alugada, em laboratório para construção das personagens e das relações entre elas. Nossa convivência no cotidiano do privê chefiado por Dona Larissa (Drica Moraes) foi fundamental para nos guiar pelo caminho do naturalismo em cena.
Ficamos surpresas com a profundidade que a atuação pode atingir. Dormindo, acordando, fazendo almoço, faxina, novela, balada, briga, baralho, cliente, café. Aprisionada na solidão da minha personagem, encontrei a liberdade para existir apenas; isto me conduziu a um nível até então desconhecido de interpretação. À noite, eu sonhava os sonhos de Kelly, personagem que mal existia no roteiro inicial... uma loucura inventada que só a gente entende.
 
Foram horas, dias, semanas. Momentos de vazio absoluto e dor extrema; tudo real, bruto, seco. Ninguém saía do jogo, intenso e tenso. Música! E dançavam na sala, rebolando e cantando. “Fabiula Nascimento, Cássio Gabus, Deborah Secco, Drica Moraes... o que EU tô fazendo aqui no meio dessas feras?” Concentre-se, Brenda. Espantava meu próprio pensamento, já voltando à cena, pois nosso estado de alerta constante não permitia desligamento nem deslumbre cênico.
Tudo teria ficado apenas na memória se não fosse a ilustre presença de alguém praticamente “invisível” entre as 7 mulheres  confinadas em poucos metros quadrados. Era Lara, a câmera woman discretíssima que registrava de perto os acontecimentos da casinha. São 30 horas de material captado, exclusivo e inédito. Tanta beleza de encher os olhos... tudo vivo e espontâneo, livre. 
 
Então a musa Deborah, que é o ser mais generoso que existe, depois de assistir a um trechinho do todo e salivar com gosto de quero-mais, teve a brilhante ideia e fez questão da presença de todas em sua casa... veio gente até do Araguaia! Foi importantíssimo para completarmos o ciclo (assistir às cenas depois do distanciamento) e cultivarmos o afeto.
O frisson era geral! Gritinhos e abraços sob o calor da amizade. Uma tá casada, outra tá curada, fulana faz regime, ciclana faz sucesso! Parece que foi ontem... assistir aos vídeos da casinha mexeu com a gente, de novo. Cenas duras que revelam a fragilidade humana em seu estado puro... ali vivemos tanta coisa bonita, visceral e verdadeira! Isso, intenso assim, é cinema!

Esparramadas pelo sofá, tapetes e almofadas, discutimos animadamente madrugada adentro, desejando que a noite durasse o tempo suficiente pra matar a saudade.

Sabe quando você tá cansada mas não quer dormir e até segura a bexiga cheia pra não se afastar das boas companhias e aproveitar o tempo? É assim quando a gente se encontra. Somos um time construído com amor e ternura, que é o que a gente leva dessa vida.
Obrigada, sensível Penna, por não acreditar em preparação. Nós acreditamos em você.  E creditamos a você. Com amor às minhas meninas, Brenda Ligia, a Kelly.

FOTOS DA CASINHA (preparação de elenco)
facebook Sergio Penna/ Preparação para cinema: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.202731366410867.60963.100000220161515&type=3

Cenas do FILME - http://youtu.be/hKDkIxsY_l8

 

28 de agosto de 2012

Cinema em Pernambuco

Atualmente, existem 7 novos longas sendo produzidos e 20 em desenvolvimento, aqui no Estado de Pernambuco.


Brenda Ligia por Edson Kumasaka
Um grande VIVA à sétima arte! Eu gosto assim.

23 de agosto de 2012

Coletivo Angu de Teatro

Oficina ministrada no Coletivo Angu de Teatro- "Ator- POESIA em carne viva". "A espontaneidade e a disciplina são os aspectos básicos do trabalho do ator, e exigem uma chave metódica" - Jerzy Grotowski
Estamos estudando Teatro (Método das Ações Físicas/ Grotowski) e isso é muito bom! "A arte não é um estado da alma (no sentido de algum momento extraordinário e imprevisível de inspiração), nem um estado do homem (no sentido de uma profissão ou função social). A arte é um amadurecimento, uma evolução, uma ascensão que nos torna capazes de emergir da escuridão para uma luz fantástica" - Grotowski

14 de agosto de 2012

TV com pegada de CINEMA

Estou radiante e feliz com este (novo) trabalho: atriz convidada da série 9MM São Paulo (Moonshot Pictures), da Fox. Direção: Michael Ruman. Com Marcos Cesana (in Memoriam), Luciano Quirino, Clarissa Kiste. De Roberto D'Ávilla. O papel de Conselheira Adriana foi um PRESENTE! Obrigada. *A série estreou também em Portugal.

7 de agosto de 2012

6 de agosto de 2012

Odara

Música brasileira & Tropicalismo Selvagem
"Deixa eu dançar
pro meu corpo ficar odara"
ODARA: da língua Iorubá, “dara” - belo, bom, bonito, positivo.
Origem: Hindu
Significado: Paz, Tranquilidade.
É usada em expressões e cânticos afro-brasileiros. Sintetiza a idéia de beleza suprema qualificando tudo o que é bom, bonito e positivo.
'Ficar odara' tem o significado de se enfeitar, se preparar para ficar em boa sintonia espiritual.

Fotos: Fabíola Melo









É também o nome de uma festa incrível que acontece quinzenalmente no Catamarã Recife, à beira do rio, ao entardecer. Mágico!


DJs Lala K e Allana Marques