Semana passada fui visitar a família em SP. Foi ótimo: teve dia das mães, churrasco, bate-papo, amigos... paz à alma e ao coração. Uma grande riqueza, de graça.
No dia seguinte, quando eu estava prestes a chamar um taxi para embarcar rumo ao Rio de Janeiro, meu irmão (não o dentista) me viu de saída. "Esqueça o taxi, eu levo você", e insistiu.
No caminho, fomos batendo papo... falando da vida, da gente, dos outros, de ideias, de fatos... dando risada à tôa. Irmãos são presentes pra toda vida; é como a gente já nascer com grandes amigos fiéis! Uma sorte, mesmo. Assim como absolutamente todos os semáforos estavam abertos pra nós. Tudo verde, esperança.

Nesse clima alto astral, embarquei. Ia correndo tudo bem ao longo do caminho certo; sem turbulências nem obstáculos. Cheguei numa cidade linda, com muito mar, muita montanha e muito verde... cobertos por um céu de um azul claro e límpido.
Peguei o taxi de um senhorzinho educado e bem humorado, que me deixou na portaria 4 do Projac. Comentou: "menina, você tem sorte! Nunca vi tão livre esse percurso do Recreio dos Bandeirantes!"
De fato, cheguei antes do horário marcado pelo departamento de elenco da Globo. Esperei tomando um capuccino que estava uma delícia, servido por atendentes super simpáticas.
Já no estúdio, houve entrosamento total entre mim e a parceira de cena, uma atriz generosa e bonita chamada Thaís. O diretor (pesquisador) Lauro, então, nem se fala! Extremamente bem preparado para dirigir atores e perito na arte da boa comunicação, conduziu minha cena de comédia de forma sensível e criativa (também tem formação de ator; uma visão que faz bastante diferença). Acho que todos estávamos num dia bom!
Voltei pra São Paulo num ônibus leito, da empresa 1001 (Double Deck): a poltrona era uma cama larga e confortável. Viajei sozinha, dormi e sonhei que meu nome era
Poliana Moça, vivendo o "Jogo do Contente" num mundo tão lindo...
PROJAC