Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz, atuou em 17 longas, 13 séries de TV e 10 espetáculos teatrais. Também é mestre de cerimônias, apresentadora, diretora e locutora trilíngue; fala inglês fluentemente e francês. 6 prêmios nacionais e internacionais de Melhor Atriz e Melhor Direcão. No CINEMA, atua em Lusco-Fusco, Amadeo, Cerrates Robin Hoods, Meu último desejo, Lispectorante, Cidade;Campo, Amado, Sangue Azul, Onde Quer Que Você Esteja, Todas as cores da noite, Bruna Surfistinha, Flores do Cárcere, As melhores coisas do mundo, Bom dia, eternidade, Dente por dente, Contra a parede. Na TELEVISÃO, atua na série Na Batalha (estreia em breve). Na TV Globo, atuou nas séries Sob Pressão, Assédio e na comédia A mulher do prefeito. Na HBO Max, está no k-drama Além do Guarda-roupa. Protagonizou episódio da série História de Preta. Participou das séries África da Sorte, Hard, Beleza S/A, Ninguém tá olhando, Somos um só, 9mmSP. É apresentadora da série Gol de Letra (estreia em breve). Contato: brenda.ligia@hotmail.com

24 de março de 2010

Presente

-Brenda, tenho um presente pra você! -ela me disse.
Sacou um pacotinho da bolsa de palha e entregou-me; abri. Era uma meinha de celular. Daquelas... que algumas pessoas tem.

Silêncio.

Nunca entendi direito o porquê de deixar o celular dentro de uma meinha (geralmente feinha; embora a minha seja até bonitinha) que precisa ser removida às pressas cada vez que o telefone toca. Meias são para pés, não para celulares. Pronto falei! Quer dizer, só pensei.

-Obrigada, Dona Ofélia.

Agradeci e parti. Pensando que talvez tivesse sido uma pegadinha com câmera escondida e tudo, e que o Ivo Holanda estivesse com máscara de Dona Ofélia.

22 de março de 2010

Meia Boca

Hoje fiquei boquiaberta ao saber que pessoas evoluídas não precisam do terceiro molar. Seu papel na sociedade dentária era somente facilitar a mastigação da carne de bisão-antigo, que está extinto há muito tempo.
Fonte: Kleber Lúcio Miguel, meu dentista desde os anos 90 e meu irmão desde que me entendo por gente (evoluída).
http://www.youtube.com/watch?v=4WQ21TwLBHU

18 de março de 2010

Criei juízo

Nunca fico doente e não sinto dores. Mas ontem uma incômoda dor de dente me acordou pela manhã. Tentei ignorá-la (tudo a que se põe atenção, cresce!); em vão, pois à tarde senti ainda mais forte. Ao cair da noite fui levada a bater à porta do meu dentista Kleber Lúcio (irmão de Arthur Eustáquio, Vanessa Noëlla, Daniel Felipe e Brenda Ligia). Este, piedosamente prestativo, passou o nenê Paulinho pro meu colo e foi até a cozinha. Salvou-me do infortúnio da dor de dente com 1 comprimido que tomei sem titubear (mais confiável, impossível: meu IRMÃO, MAIS VELHO, e FORMADO NA USP, imagina!). Engoli aquele diclofenaco (hein!) pensando "viva droga de drogaria!". Engasguei. Tossi, ejetando a pílula. O neném se assustou, chorou (com lagriminha e tudo, tadinho!).
Agora eu crio juízo, porque (acho que) tá nascendo meu dente do siso.

15 de março de 2010

Contos de Fadas


2 contos de Fadas para Mulheres do Século 21

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu: NÃO!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

FIM!!!
(Luís Fernando Veríssimo)

Outro conto de fadas para mulheres do séc. 21

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo....den...do!

FIM!!!
(Luís Fernando Veríssimo)

10 de março de 2010

Para Drica Moraes

Drica, tenho claro em minha mente o momento em que nos conhecemos. Naquela manhã de setembro você chegou na casinha geminada onde passamos aquele tempo infinitamente arrastado pelas horas. Você já entrou gritando ordens e remexeu o turbilhão que existia dentro da minha personagem.
Até hoje ecoa na minha mente a primeira frase que me disse (na vida fictícia, embora tão real): "engole esse choro!" -foi o que ouvi da Dona Larissa que enxergava através dos seus olhos. Me olhava por cima dos óculos; era de meter medo na Kelly dentro de mim.

Você chegou encantando, dominando, trazendo luz e sombra. O conflito mais que necessário: indispensável. Enriquecedora. Essencial. Cada uma deu vida a pessoas inventadas por outras, e criamos um time denso, real, de forma profundamente inenarrável.

O que vivemos ali não pode ser relatado na íntegra, pois nem imaginávamos o quão longe podíamos ir no exercício da cena, da verdade, do não-desmontar. Convivíamos naquele silêncio triste em contraponto com a gritaria ensandecida ("Favo fecha as janela quando a Dona Larissa começa a grita" - dizia o bilhete de Kelly imantado à geladeira).

A acuada menina Raquel chegou na casinha pra engrossar o caldo, mudando o curso do todo (juro que era impossível enxergar a mulher Deborah naquela pequena perdida no mundo). Foi uma das experiências mais verdadeiras e profundas que já vivi. Naquele mês de setembro nós até sonhávamos com tudo aquilo, sobretudo depois de 60 horas corridas sem dar trégua ao laboratório que viria mudar minha concepção de preparação de elenco.

Não houve, na história do filme, lembrança mais engraçada que o dia em que você estava com a macaca, Drica, e resolveu botar pra quebrar na casinha. Ao despedir-se do "cliente" Seu Nelson (não temos vaga ideia se este é seu nome verdadeiro), um dos atores contratados para visitar o privê em "horário de expediente", você cismou que ele não tinha "acertado" o serviço. Dona Larissa queria dinheiro. Você andava pra lá e pra cá, fitando o senhorzinho por cima dos óculos, e dizendo: "Seu Nelson, o senhor não vai sair daqui enquanto não pagar o que deve". E ele, coagido, quase sussurrando: "Eu queria falar com a Drica Moraes... porque vim aqui por causa de um filme...". E você: "Que filme, Seu Nelson! Aqui não pode filmar nada! Não me cause problemas!"; e ele: "Então vou ligar pro meu agente...", tadinho! hahahaha

FLASH DE MEMÓRIA: o senhorzinho fazendo o gesto de dar dinheiro pra você (de mentirinha), pra ver se saía do jogo, e você olhando com estranheza para a mão dele, vazia: "Quê isso, Seu Nelson! Tá me achando com cara de trouxa!" - hahahaha

Olha, Drica, é impagável a lembrança dele na sala da nossa casinha, beirando o estado de insanidade, perguntando se você não era a atriz Drica Moraes, e você, deslavadamente, dizendo "que Drica que nada, Seu Nelson! Não muda de assunto que o senhor tem que pagar o que deve!". Desde o "engole esse choro!", foi ali que comecei a te amar; e olha que ainda nem sabia que ser humano maravilhoso de coração gigante mora dentro de você. Sinta-se abraçada agora, Drica.

Castigo Público


http://www.youtube.com/watch?v=GTwekYo7lsE
Metrô de São Paulo na hora do rush: o castigo público do trabalhador que acorda cedo, paga impostos e dá duro labutando. CAOS!


*Note que nem todos os trens param na estação, pois o volume de pessoas é muito maior do que pode comportar.


*E quanto a segurança dos usuários: ZERO. Observe como todos (MESMO!) ultrapassam a dita "faixa de segurança" (linha amarela). Se cair, caiu. Um verdadeiro ABSURDO!

ESTE É O RETRATO DO TRANSPORTE COLETIVO NA MAIOR CIDADE DO PAÍS.
Por falta de opção, esses brasileiros não desistem NUNCA.

(Video gravado via celular)

9 de março de 2010

Estreia!!!


Minha estreia (agora sem acento por causa da reforma ortográfica) vai ser esse sábado, 13 de março, às 21h, no Teatro Shopping Sílvio Romero (200 lugares). Com coquetel (ui, que chique)! É risada garantida nesta comédia de-li-ci-o-sa!

Aos meus amigos "duros": mandem um email com seus nomes para brenda.ligia@hotmail.com (o quanto antes do dia do espetáculo). A lista-amiga, com número limitado por apresentação, dá desconto de 50%! Oba-oba!

Sábados -21h - R$ 40 (meia R$ 20)
Domingos - 19h - R$ 30 (meia R$ 15)
* meia entrada: estudantes, terceira idade, classe artística mediante identificação (DRT), E (tcham tcham tcham tcham!) casais portadores de certidão de casamento!

Ficaremos em cartaz todos os finais de semana, até maio, MÊS DAS NOIVAS, ui ui ui... venha gargalhar a valer!

4 de março de 2010

Energia

Do site PORTAL DA PROPAGANDAA Eletropaulo estreia esta semana a nova campanha de uso consciente de energia elétrica, que visa conscientizar a população sobre o uso racional de energia. Os filmes serão veiculados na Rede Globo, Rede Record, Bandeirantes e SBT.

3 de março de 2010

Chupeta

Essa semana passamos a ensaiar no teatro onde estreiaremos dentro em breve (dia 13!), rumo a uma temporada de quase 2 meses num shopping center de São Paulo. Obá!, estava com tanta saudade do palco, da comédia, do processo... que delícia.

Tem uma magia que só acontece ali, durante os ensaios. A troca, a criação, a repetição, a adaptação, o desafio, a interpretação, o corpo, os sentimentos, os movimentos, a marcação, a pulsação... uma alegria que só se sente quando está fazendo o que gosta, mesmo. O trabalho. As vidas. As linhas (imaginárias ou não). O "se mágico". A memória, a resistência, o físico, a mente. Como é inexplicavelmente bom!

E foi assim que eu e minha amiga de trabalho, Ariane Ferrari, deixamos o teatro naquela noite (de paredão recorde do BBB10, diga-se de passagem); tomadas pela euforia e o bem-estar de toda aquela endorfina liberada durante o ensaio.

Conversávamos animadamente quando a ironia do destino nos sorriu: estacionado em frente ao shopping, o carro da moçoila estava com os faróis, lanternas, e tudo o mais acesos, desde 5 da tarde, sendo que eram 11 da noite, então. Fizemos cara de "putz!". Otimista, ela tentou dar partida. Em vão, pois o carro estava, obviamente, sem bateria. Precisávamos fazer uma chupeta com urgência, antes que ficasse tarde demais para duas madames indefesas nas redondezas de um shopping fechado.

Num olhar cruzado, percebemos que deveríamos correr atrás do restante do elenco, de preferência alguém do sexo masculino (como se tal diferença de gênero garantisse algum tipo de segurança emocional e física a nós, mulheres). Atabalhoada pelo frisson do momento, Ariane (ou Bruxinha Ririca, como é conhecida nos bastidores) deixou cair no chão as páginas soltas do seu texto. As quase 80 páginas facilmente esparramaram-se pelo asfalto, justamente na hora em que o farol abriu e os carros avançavam. Hilária a cena de nós duas, histericamente femininas, catando folhas esvoaçantes ao meio fio, no mais puro estilo "Os Trapalhões" (eu o Mussum, e ela o Zaca).

Ok, fim do primeiro desafio. Corremos ao encontro dos 3 amigos atores-trabalhadores, que deixavam o local naquele mesmo instante. Cada qual com seu carro, e nenhum deles (pasme!) tinha condições de ajudar com a tal chupeta.


PERSONAGEM 1
Eu troquei de carro com meu marido e deixei lá.
PERSONAGEM 2
Eu nunca tive, mesmo.
PERSONAGEM 3
Eu tinha, mas sumiu.



Nova cara de "putz". Unidos pelo uníssono do companheirismo, decidimos que o jeito seria acionar o seguro. Mas Ariane não tinha nem ideia do nome da seguradora, pois o carro era do seu pai, que fizera a apólice na cia do tio do interior, que naquele momento estava no velório de um amigo que falecera na cidade de Botucatu naquela manhã. Parece crônica à la Roque Santeiro, mas é a mais pura verdade.

Desenrolados os devidos trâmites, fez-se o contato. Esperamos. Fechou o shopping. Ventava naquela esquina onde o vento faz a curva. 50 minutos e alguns telefonemas DDD depois... chegou a moto com o mecânico. Êêê, festejamos em coro. Demos os devidos pulinhos que prometemos a São Longuinho.

O processo de ligar aquele treco e fazer a tal da chupeta não chegou a durar nem 1 minuto. Assistimos em silêncio. Pronto. Fechou o capô. Nos despedimos, entramos no carro e cada qual seguiu seu caminho rumo à zona oeste da cidade. Estava certa de que tudo acontece por uma razão, embora muitas vezes não saibamos exatamente qual.

PS.: O filósofo espanhol José Ortega y Gasset (cuma!) definiu ENSAIO como "a ciência sem prova explícita". Só pode ser isso, mesmo.

Dê uma "espiadinha" no site da encantadora de plateias Ariane Ferrari, que também manja tudo de cozinha e de mecânica!

26 de fevereiro de 2010

MEU VESTIDO DE NOIVA



Hoje fui provar meu vestido de noiva na Tutti Sposa, da estilista Renata Borges. LINDO! Amei.
LINK DO VÍDEO: http://www.youtube.com/watch?v=UvBvFBYghf8


25 de fevereiro de 2010

Mulher Microondas

Ontem fui gravar um filme comercial. Minha cena era na cozinha: uma mulher (feliz que só ela!) abria o microondas, colocava uma xícara, fechava. Depois de 5 segundos, abria novamente e retirava a mesma. Sempre, vale lembrar, com um sorriso estampando sua felicidade e satisfação para com a vida.
O fato é que a câmera, posicionada no fundo falso do eletrodoméstico, revelava nada além do prato giratório (com a xícara) e meu carão redondamente retangular de pano de fundo. Sorridente, obviamente :-) . Numa cozinha lindamente modificada. Eu, corpo de mulher, cabeça de microondas.

Em tempos de Mulher Melancia, Mulher Jaca, Mulher Abóbora e outras tantas frutas e leguminosas, alguém da equipe técnica e espirituosa soltou o jargão "Mulher Microondas". Pegou a piada e também o apelido. Que bom que a gente, às vezes, trabalha rindo.
PS1.: O ser humano é o único animal que tem o dom do sorriso. Sorte a nossa! Imagine eu, que tenho irmão dentista!
PS2.: A hiena só ri, não sorri.

PS3.: A produtora com a qual trabalhei foi a Cine Vídeo. São incríveis! Com eles fiz um comercial que eu adoro (antigo): "obrigada, Seu Matias".

E foram eles que fizeram aquele das Havaianas, que foi CENSURADO, BANIDO da TV.

http://www.youtube.com/watch?v=P69ik25jWsw

18 de fevereiro de 2010

Quarta-feira de cinzas, gotas, ondas

Ontem, quarta-feira de cinzas, saí de casa para ir ao ensaio da minha peça de teatro (aguarde! Estreia em algumas semanas!), na Pompéia.
Lá fui eu de ônibus, como sempre, pois tenho carro mas não dirijo. Primeiro porque é um Corsa velho que insiste em morrer quando breco nos semáforos, causando um nó na boca do meu esôfago e constante tensão na região da minha nuca (tamanho estresse de ter carro velho, aff, me poupo disso).
O segundo motivo pelo qual não dirijo mais é indiscutivelmente trágico: a cidade de São Paulo não comporta tantos veículos. O trânsito, que era caótico, ficou estático. O tempo que o paulistano passa no trânsito só faz aumentar; uma agonia sem fim. De lambuja, temos as enchentes e alagamentos... ah! Sendo assim, me sinto mais livre e segura dentro de ônibus, que são os únicos que conseguem atravessar as enxurradas.
E foi exatamente o que aconteceu comigo ontem, a caminho do ateliê onde ensaiamos. Após apenas 15 minutos de chuva, me vi no foco de um alagamento. Claro: saquei meu celular, gravei, editei e ei-lo aqui (el video).


A Polyanna Moça que vive em minh'alma diz que tive muita sorte por estar em segurança na hora do toró: no banco mais alto do veículo mais alto! Embora ficar ilhada num ônibus por mais de uma hora não seja "sorte", e sim "azar"...

FOTO TIRADA DO MEU CELULAR, NA RUA CORIOLANO

17 de fevereiro de 2010

Ufa!


Sobrevivi ao carnaval 2010!

EXTRA, EXTRA! Furo de reportagem: o ex-governador Arruda engajado na folia de carnaval! Não está na cadeia, e sim no Vai Quem Quer! Sassaricou por 4 dias seguidos sobre a alegoria!
E o melhor dos presentes é que o Arruda agora é meu! Está na minha casa! Presente do grande artista Vai Quem Queriano, Pato. Muito obrigada! Valeu, Pato!
Valeu, meu povo! 30 ANOS DE TRADIÇÃO, pelas ruas de Pinheiros!

11 de fevereiro de 2010

R.R.

Hoje meu vizinho me chamou de canto e cochichou, em tom de segredo.
-Tenho uma coisa pra te mostrar.
Abriu sua pochete (é!), sacou uma fotografia e chacoalhou-a no ar, com o peito estufado digno de um avô coruja.
-Nasceu meu netinho!
Olhei, sorri, parabenizei pelo lindo bebê joelhinho. Naturalmente, perguntei o nome do rebento.
-Ruan Riquelme.

Silêncio. Ruan Riquelme... eu refletia. Ele prosseguiu, contando vantagem:
-Vai assinar que nem o pastor R.R. Soares. Uma bênção!

É... o silêncio é de ouro, a palavra é de prata.

Ruan Riquelme. Mais um nesse mundo dos nomes duplos... eu, Brenda Ligia, irmã de Arthur Eustáquio, Kleber Lúcio, Vanessa Nöella e Daniel Philipe; prima de Clecinara Lane, Alex Thúlio, Réges Marcel, Marcela Iza, Fábio Henrique... enfim, eu que o diga!

Que Deus abençoe o R.R.!

10 de fevereiro de 2010

É Carnaval!

Contrariando todos os clichês das ditas "mulatas brasileiras", sempre afirmei, bufando: "não gosto de carnaval". Eis que, no ano passado, o namorado me apresentou ao bloco de rua "Vai Quem Quer" (se concentram todas as noites, às 21h, ali na Praça Benedito Calixto, e percorrem as ruas de Pinheiros). MARCHINHAS DE CARNAVAL, com classe e categoria!
Fui no primeiro dia, desconfiada. Gostei.
No segundo quis ir de novo. Adorei.
No terceiro, levei a família (inclusive sobrinhos crianças, pois o clima é bem familiar).
No quarto e último, amei. Por pouco não chorei.
Toquei surdo com a banda, e foi SENSACIONAL! Passei as noites de folia fazendo som pra tanta gente dançar, cantar e pular. Uma experiência única, mágica, lúdica.
E chegou a hora... sábado. É carnaval! Todos (que forem ficar em São Paulo) estão convidadíssimos pra essa festa! É só chegar na concentração do bloco, ali na Praça. Estaremos todos lá, com certeza! ALEGRIA, ALEGRIA!
PS1.: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"... Então, agora eu gosto de carnaval!
PS2.: E, como não poderia faltar... segue o vídeo que fiz no ano passado.
PS3.: Esse vai ser um ano especial pro bloco, pois completam 30 anos de tradição! FESTA, Brasil! Vamos chegar, meu povo! E quem disse que pra se divertir precisa ter muito dinheiro, hã (interroga).

8 de fevereiro de 2010

Show da Beyoncé

Quando soube que a diva Beyoncé viria ao Brasil, óbvio que tive vontade de ir ao show. Mas além dos ingressos terem se esgotado rapidamente (ah, impossível competir com aqueles fãs incondicionais que acampam à porta da bilheteria beeeem antes das vendas começarem, aff!), confesso que o preço salgadíssimo (600 reais, quase um salário mínimo nesse país, aff!) me demoveu da ideia.

Então descobri um site ( http://www.facebook.com/jeitospeedy ) que lança, esporadicamente, promoções de toda sorte, geralmente relacionadas a grandes shows internacionais nas capitais brasileiras. CONCURSO CULTURAL "BEYONCÉ AO PÉ DA LETRA". Arregalei os olhos ao ler o regulamento: "fazer uma paródia de alguma música da Beyoncé, gravar um vídeo de até 30 segundos, e enviar". "Tá no papo", pensei (salve a comédia!).

Pesquisei a moça-diva no youtube: assisti aos videoclipes da musa e escolhi uma música para parodiar e concorrer a 2 ingressos. Escrevi, decorei, cantei, gravei, editei e mandei. E no dia do meu aniversário (4 de fevereiro, shhhhh!, que não conto pra ninguém!), TCHAM TCHAM TCHAM TCHAM: eis a notícia. Fui premiada! Uhuuuuu!

Foto: Clecinara Lane

De bate-pronto convidei minha prima Clecinara Lane, que deu pulos de alegria, pois além de tudo é fã da Ivete Sangalo (que abriu o mega show). Eu, particularmente, não gosto do gênero, mas respeito e sei do seu valor.

E sábado, 6 de fevereiro, no horário combinado, o motorista simpaticamente bonachão veio nos buscar em casa. A produtora, gente finíssima e atenciosa, nos presenteou com lanchinho gostoso, cds da Beyoncé, mochilas, camisetas... e lá fomos nós. Morumbi lotado; 60 mil pessoas. Primeiro teve Ivete, que, respeitavelmente, conduziu o espetáculo com descontração e leveza, fazendo várias menções àquela entidade musical que estava por vir. Naquele dia, especificamente, todos aguardavam a diva.

E eis que entrou a bichona; o estádio veio abaixo. Gente do céu! A mulher é um furacão! Chega dominando tudo com o olhar, postura, dança, voz, corpo, presença, charme... ela É o próprio show, que transcorreu maravilhosamente bem. Impressionante tudo que consegue fazer no palco. Canta, dança, brinca, cativa. Até as coisas mais cafonas transbordam glamour quando vem de Beyoncé. Num passe de mágica, ela consegue transformar até o ato mais piegas em gesto lúdico. É absoluta, indiscutível.

No final do show, concluí duas coisas: a primeira delas é que hoje, pós segunda-feira, devo, IMPRESCINDIVELMENTE, começar uma DIETA, com urgência. Que a Beyoncé me sirva de inspiração!

E a segunda conclusão é que não sou fã tão fervorosa, em comparação aos incondicionais que acampam à porta do estádio. O telão mostrava, ao vivo, o êxtase de cada um deles ao vê-la dançando com a bandeira do Brasil, feito pluma dourada. Vi gente até desmaiada (a idolatria suga a força). Choravam, gritavam, cantavam com emoção (todas as letras de todas as músicas, de cor e salteado, com coreografia inclusa!).

Que loucura... o mundo virtual me possibilitou fazer uso da tecnologia para realizar algo que há muito não fazia: ir a um grande show, de porte internacional. De quebra, fui de graça, como ganhadora de concurso culural (imagina... eu, que achava que essas coisas eram LENDA...). Graças ao Jeito Speedy e a agência Alquimia, que prova que são realmente sérios, profissionais, e super fofos! VALEU!

3 de fevereiro de 2010

Série "9mm" - canal Fox

Gravação da série "9mm" do canal Fox (direção: Michael Ruman, Moonshot Pictures).
Intriga, tensão, burocracia, delegacia, abuso, investigação, polícia... na foto, Conselheira Adriana (eu) com Doutor Eduardo (Luciano Quirino).

30 de janeiro de 2010

Minha amiga de 72 anos

Eu tenho uma amiga que tem 72 anos. Somos amigas desde que ela completou 60. Teve festa, bolo, parabéns, conversa de comadres no alpendre... como me lembro daquela festa! Mas ela não, porque foi diagnosticada com Alzheimer.


*monólogo interno da nega* - "Nossa, que saudade! Há tempos não visito minha amiga! Acho que vou lá na Vila Mariana hoje. Ih, mas peraí... vai chover feio. E tenho que terminar aquele trabalho. Melhor deixar pra semana que vem, então... tudo estará mais calmo."



No meio de toda essa bardena cotidiana e caótica da cidade grande, postergo a visita que devo à amiga amada. Ah, o tempo! Tão precioso tempo, que tanto nos falta. Passa voando e deixa um vazio no peito, permeado por bons sentimentos de amor, amizade e gratidão que sinto aqui dentro de mim... Cida, meio amiga, meio mãe. Um presente no meio dessa selva de pedra. É isso.
POST EDITADO EM 25 DE FEVEREIRO DE 2010 - FINALMENTE VISITEI A CIDA!