Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

Minha foto
Brenda Ligia, atriz, atuou em 17 longas, 13 séries de TV e 10 espetáculos teatrais. Também é mestre de cerimônias, apresentadora, diretora e locutora trilíngue; fala inglês fluentemente e francês. 6 prêmios nacionais e internacionais de Melhor Atriz e Melhor Direcão. No CINEMA, atua em Lusco-Fusco, Amadeo, Cerrates Robin Hoods, Meu último desejo, Lispectorante, Cidade;Campo, Amado, Sangue Azul, Onde Quer Que Você Esteja, Todas as cores da noite, Bruna Surfistinha, Flores do Cárcere, As melhores coisas do mundo, Bom dia, eternidade, Dente por dente, Contra a parede. Na TELEVISÃO, atua na série Na Batalha (estreia em breve). Na TV Globo, atuou nas séries Sob Pressão, Assédio e na comédia A mulher do prefeito. Na HBO Max, está no k-drama Além do Guarda-roupa. Protagonizou episódio da série História de Preta. Participou das séries África da Sorte, Hard, Beleza S/A, Ninguém tá olhando, Somos um só, 9mmSP. É apresentadora da série Gol de Letra (estreia em breve). Contato: brenda.ligia@hotmail.com

30 de janeiro de 2010

Minha amiga de 72 anos

Eu tenho uma amiga que tem 72 anos. Somos amigas desde que ela completou 60. Teve festa, bolo, parabéns, conversa de comadres no alpendre... como me lembro daquela festa! Mas ela não, porque foi diagnosticada com Alzheimer.


*monólogo interno da nega* - "Nossa, que saudade! Há tempos não visito minha amiga! Acho que vou lá na Vila Mariana hoje. Ih, mas peraí... vai chover feio. E tenho que terminar aquele trabalho. Melhor deixar pra semana que vem, então... tudo estará mais calmo."



No meio de toda essa bardena cotidiana e caótica da cidade grande, postergo a visita que devo à amiga amada. Ah, o tempo! Tão precioso tempo, que tanto nos falta. Passa voando e deixa um vazio no peito, permeado por bons sentimentos de amor, amizade e gratidão que sinto aqui dentro de mim... Cida, meio amiga, meio mãe. Um presente no meio dessa selva de pedra. É isso.
POST EDITADO EM 25 DE FEVEREIRO DE 2010 - FINALMENTE VISITEI A CIDA!

28 de janeiro de 2010

Solitários

Se você acha o BBB bizarro, é porque ainda não assistiu ao reality show do SBT, Solitários. Passa toda segunda e quinta, às 22h. É diferente da Globo, porque não depende de votação do público, não é uma casa, os participantes não tem contato um com outro, e, sobretudo, o prêmio... ah, o prêmio "quase" simbólico de 50 mil reais (não que eu tenha 50 mil dando sopa, quem me dera. Mas, pôxa, se for comparar com 1,5 milhão que o Bial oferece... imagina!).

O fato é que o programa testa a resistência física e psicológica dos participantes. Ganha quem conseguir resistir por 2 meses dentro de um cubículo, com comida regulada, sem tomar banho, passando pelas mais diversas torturas e realizando todas as provas que um computador (com voz de mulher, chamado Val, que desconfio que seja o Sílvio Santos!) estipula aos participantes.

Outro dia tinham que ficar de pé sobre uma placa de objetos perfurantes. Quem aguentou a prova por mais tempo ficou de pé ali por quase 5 horas, pense! Teve também a prova das camisetas: os participantes tinham que vestir umas 80 camisetas, uma por cima da outra, mas sem saber que os tamanhos eram diferentes. Imagine quem vestiu 30 camisetas GG e depois apareceu uma PP pra colocar por cima... que desespero!
Enfim... não assisto sempre, mas esse post se deve a uma das participantes, a de número 7 (sim, pois o Sílvio se recusa a tratá-los pelo nome), que se chama Talita Frese. É pra ela minha torcida, e estou quase convicta de que vai ganhar. Simplesmente porque Talita (número 7, que cabalístico!) merece, é iluminada e precisa.

Eu a conheci durante a filmagem (no meio do ano passado) do novo longa-metragem da dona Laís Bodanzky ("As Melhores Coisas do Mundo"). Não é atriz, sim atleta. Mas estava na cena, alegrando o set. Quem a conhece, não esquece.

A alegria da Talita é reflexo da tristeza que permeou sua vida. A história dela é digna de um filme, mesmo. Por isso fui até a casa dela numa favela em São Paulo, onde passei uma tarde agradabilíssima. Fiz uma entrevista emocionante com ela, e depois editei um filme. Está no youtube, e você pode assistir por aqui.
O mais impressionante (uma lição de vida!) é que não conta o que passou com a vitimização típica dos seres humanos. Não. O negócio da Talita é lutar. Vencer. Correr. Bola pra frente! Vale a pena conhecer.
Se conseguir assistir ao Solitários, é só sintonizar no SBT, toda segunda e quinta, às 22h (hoje tem!). Talita estará lá entre os participantes, na cela de número 7, no meio daquela loucura toda, mas brilhando mais que estrela Dalva.

24 de janeiro de 2010

Futebol

Quando eu era adolescente torcia pro São Paulo Futebol Clube. Na verdade, torcia era pro Raí (ou pras coxas dele, quando em campo - pronto, falei).
Naquela época, assistia partida pela televisão e até vibrava. Quando foi campeão da Libertadores, chorei e tudo.
No entanto, nunca soube ao certo o que é zaga, tiro de meta ou impedimento; tenho apenas vaga ideia. E ao longo do tempo descobri a verdade crua: não gosto de futebol, não torço pra time algum.

Só que meu irmão Arthur é corintiano roxo. Afro-bege, porém dos roxos. Em dia de jogo ele tira o terno, vai pro estádio e perde a voz. Chora. Ri. Canta. Grita. Pula. Reza. Sofre. E chora de novo, tadinho... chega a dar dó.

Foi pra ele (e pra tantos outros milhões de corintianos) que fiz esse vídeo hoje, afinal, irmão é sempre irmão. O meu é corintiano, do timão.

21 de janeiro de 2010

Os Astros

Minha amiga foi num astrólogo fazer um treco geográfico vibracional que se chama “Revolução Solar”. É uma espécie de mapa astral mais específico, digamos assim. Deve ser feita sempre antes de aniversariar.

O bem conceituado profissional do ramo da astrologia com o qual minha amiga se consultou a recebeu em sua casa, no Pacaembu. Tinha como currículo uma dúzia de fotos com celebridades que se consultam anualmente com ele, todas ali estampadas na parede. Depois da consulta e análise, informou que ela deveria estar em Galápagos no dia do seu aniversário. Sozinha, partiu rumo ao Equador. Nunca pensara em conhecer todas aquelas ilhotas, imagina... e adorou a experiência astrologicamente inusitada.

Pois bem: com a notícia, uma outra amiga resolveu também fazer sua Revolução Solar. Foi numa mulher que lhe deu três opções: Portugal, Curitiba ou Índia (uau! pra todos os bolsos). Há alguns dias ela desembarcou em Porto, antes de seguir para uma cidadezinha minúscula no extremo norte do país. Estou ávida por notícias.

E daí que dentro em breve será meu aniversário. Ô vontade que tenho de ir fazer esse treco, também. Pensei, pensei… mesmo porque, vamos combinar, dinheiro não dá em árvore (infelizmente). Então, sensata que sou (economicamente ponderada ou pão duro, como preferir), embora com uma (in)certa dúvida no coração, concluí que não é meu momento de fazer essa tal viagem astral, ou seja, não vou fazer minha revolução solar para o mês, em 2010.
E viva o bom senso.

Mas… ah, como Deus é bom e se manifesta rápido! Antes que eu pudesse me arrepender da sábia decisão recém tomada, recebi telefonema de uma produtora que me deu a ótima notícia: fui aprovada para um trabalho incrivelmente bom, e uma diária cai justamente no dia do meu aniversário! Ou seja, não poderia mesmo viajar pela minha revolução solar. Só que por uma boa causa! Senti como se o Universo me desse um presente de aniversário! Por isso estou felicíssima, tão contente por começar 2010 com o pé direito. Não há tempo para pessimismo.
Agora vou estudar meu personagem para a série 9mm do canal Fox. Que delícia, estou muito feliz! Sobretudo porque sei que nada acontece por acaso…

LINK DA SÉRIE 9MM DO CANAL FOX
http://canalfox.com/br/series/9mm

13 de janeiro de 2010

Terremoto no Haiti

Quando eu era mocinha, morava numa ilha caribenha chamada Trinidad (& Tobago). Na ilha, os tremores não eram raros, embora de baixo grau na escala Richter, ufa.

E o primeiro terremoto a gente nunca esquece... eu estava na faculdade (University of the West Indies), que, propositalmente, era toda térrea, plana, em meio à natureza; bem mais verde que concreto.

Guardo na memória o "barulho de terremoto" no ar. É como se um trovão brotasse do centro da Terra, mas de um lugar tão fundo, mas tão profundo, que faz o som de um bumbo atômico ecoando entre o físico e o espiritual da gente. Cruz credo!

Pense no Haiti, reze pelo Haiti...

DOAÇÕES

Li na internet que o FBI detectou fraudes nas doações ao Haiti. A questão é: só se fala em cifras de 30 milhões. Quero saber se nós, reles mortais (e quem não é!), podemos também ajudá-los de alguma forma. Justo eles, os mais pobre de todos nós. Putz.

Olha, que Deus proteja. Às vezes me pego pensando na minha vó e no meu primo que foram embora "feito passarinhos", cada qual em seu momento. Penso que foram chamados com doçura, e não como essas tantas pobres almas (mais de 100 mil!), agonizando entre ecombros, dor, angústia... imagina. É, o planeta expulsando gente, e poderia ser qualquer um de nós. Tão perto, pensa.

O Haiti é aqui. O Haiti não é aqui.

COMO PROCEDER EM CASO DE TERREMOTO

-tente sair de prédios e se afastar de fios elétricos. Ao ar livre estará mais seguro.
-se não conseguir sair, esconda-se embaixo de um sofá, sentado no chão e encolhido. Não fique perto de janelas, espelhos, fogões. Não use elevadores nem escadas.
-se estiver dirigindo, pare o carro e desça. Não pare perto de pontes nem sob viadutos.
-MANTENHA A CALMA e ESPERE PASSAR (imagina!).

CONCLUSÃO

E eu, no conforto do meu lar, com minha jarra de água potável e fresca sobre o criado-mudo, não consigo dormir com o peso da tristeza deles.

12 de janeiro de 2010

São Paulo

Geralmente, não sou apreciadora do centro da cidade, mas ontem fui e gostei bastante.

Primeiro porque fez um dia lindo, com céu azul e tudo, dos de brigadeiro. Tá certo que esse calorão leva embora o glamour da minha visita nesta enorme-trópole. Afinal, nos anos 50 era outro clima, tinha a tal da garoa, a famosa. Hoje é o povo que tá garoando, suando que nem chaleira dentro da super-lotação. Aff.

Enfim, gostei foi da sensação de chegar ao centro de São Paulo. Senti no ar, apalpei com as mãos. O som da cidade: canções, veículos e gente. Gente falando brasileiro nas ruas.

Tem quem venda falafel, churrasco grego. Tem os tiozinhos das placas "Compra-se Ouro". Os vendedores de pirataria com Besouro e 2012 a 5 reais cada.

E tem as rodinhas de gente... ah! Só o centro tem! Lá dentro tudo pode acontecer: desde show gospel de guitarrista paraplégico a venda de fórmula milagrosa que cura de azia a aids. E o povo se junta em volta, pra aplaudir no final. Uma beleza, é São Paulo, é Brasil!

O centro ocupa bem o seu lugar: no centro de tudo.



PS1.: A performer que me inspirou a fazer este vídeo se chama Silvana de Abreu, que apresentou um espetáculo de mímíca chamado Risco de Vida. Muito bonito. E o sol rachando o coco de toda a gente, aff. 31 graus celsius, pense!

PS2.: Acho que o dono daquele lindo e moderno par de tênis que aparece no filme é o tal do Fause Haten, do mundo da moda. Acho.

9 de janeiro de 2010

Em nome de Jesus

Este é o vídeo mais recente que fiz. Saiu hoje, fresquinho, embora datado. Em nome de Jesus.

Chove, chove...

Toda vez que um relâmpago traz trovão,
o coração da gente se encolhe de medo da chuva. Peguei esta foto do IG: igreja ruindo ao ser atingida pelas águas em São Luiz do Paraitinga.
Já o vídeo abaixo é meu, mesmo: fiz no celular, na Zona Oeste, em um dos dias caóticos na capital paulistana. Porque agora isso é normal, humpf.

Como vai ficar essa história (interroga).

A Sala Fantasma

No interior de Minas Gerais (e de outros tantos lugares), é comum existir, em casa, um cômodo só para receber visitas. Só que, visita boa mesmo, sempre prefere ficar na cozinha (atire a primeira pedra quem não tiver um pé na cozinha). Por isso apelidei este cômodo de "Sala Fantasma", carinhosamente.

Um sucesso arquitetônico. Paredes verdes, tapete felpudo, cristaleira espelhada, lustre colorido-reluzente.. imagine quanto brilho. Tem um sofá que é branco por dentro e marrom por fora, por causa da capa que minha mãe usa para cobri-lo. "Sofá branco não combina com criança", explica a vovó, dona da casa. Claro, pois Sala Fantasma que se preze tem que ser na Casa da Vovó, obrigatoriamente.

O mais alto grau de funcionalidade da Sala Fantasma vem em datas comemorativas, tais como aniversários. Ontem, por exemplo: aniversário do meu irmão Arthur Eustáquio. O local ideal para uma festa surpresa? A Sala Fantasma, BINGO! Na última década, toda e qualquer festa surpresa vem sendo oferecida aos membros da família ali. Na doce e terna Sala Fantasma. Aquele brilho no olhar das crianças (sobrinhos) quando ouvem o portão da garagem se abrindo... ele vem chegando: silêncio!

Quando tem muita gente escondida no escuro e o aniversariante se aproxima, o silêncio torna-se mais difícil que sobreviver com salário mínimo. Então acontece o "fenômeno do SHHHH": um diz "SHHH" para encobrir o "SHHH" de outra pessoa, e começa uma cadeia de "shhh's" cada vez mais altos, que culmina no "parabéns pra você", com a entrada do sujeito. PRONTO!

Monólogo interno do cabra a caminho da Sala Fantasma:
"Hoje é meu aniversário e ninguém da minha família me ligou. Fui chamado à Sala Fantasma. Opa, escuto um zum zum zum, falação contida e sussurros. Agora ouço um SHHHH. E outro SHHHH ainda mais alto. Acho que a Sala Fantasma é realmente mal-assombrada... pois não haveria de ser uma festa surpresa pra mim!"

Por trás de cada festa surpresa existe a obrigação implícita do aniversariante de agir como se jamais tivesse imaginado o que poderia acontecer. Aja como se o improvável absoluto tivesse acontecido. Pra isso servem as surpresas. E os organizadores agradecem. Na Sala Fantasma ou não.

7 de janeiro de 2010

Consciência Ecológica

Não sou ecochata nem militante de peito estufado, mas ir contra o bom senso já é demais... explico.
Tem uma vendinha perto da minha casa, estilo quitandinha da vovó. É uma fartura só (farta laranja, farta queijo, farta tudo!) -o lado bom é a conveniência de ter pão assado na hora na esquina de casa. Por isso todo mundo acaba indo lá, mesmo.

Embora o serviço seja "uó", aff. Tem que ter paciência, porque tudo demora! Calcular, cobrar, fatiar... bocejo na fila! Ainda bem que é de uma gente simpática. Tudo da mesma família. Uma família mole, mole... pra trabalhar. Bocejo de novo. Avanço um passo na fila.

(Ai, me acode, tomara que nunca leiam isto!)

E vamos ao pior. Sim, pois lá na vendinha eles tem uma mania muito feia (mas feia MESMO, muito pior que deixar à venda iogurtes vencidos, imagina!).

Eles, pobres, sofrem do bizarro hábito -calcado na ignorância!- de distribuir sacolinhas plásticas a dar com pau. São sacolamaníacos. Que coisa feia!

Lá sou conhecida como 'aquela "morena" alta que não gosta de sacolinha', ouvi a senhora dizendo outro dia. Eu, meio fula da vida, respondi "é pra poupar a natureza da agressão". Ela riu, mostrando claramente não ter ideia do que estou falando. Talvez se explicassem na novela das oito, ela saberia. E se engajaria. Helena, recicle! Pelo bem da humanidade! Que o Brasil pare de tratar as sacolas plásticas como brinde! O planeta agradece.

E hoje, por um descuido meu, a dona da venda não perdeu tempo: botou o Trident numa sacolinha e o iogurte na outra. Juro.


PS.: Tá tudo aí, a Terra expulsando o homem... só não vê quem não quer. E esse calor louco. Os desastres naturais... enchentes, desabamentos, desgraças de toda sorte, que azar!
ECONOMIZE SACOLA PLÁSTICA, PELO AMOR DE DEUS!

5 de janeiro de 2010

Não faço mais perguntas

Desde o natal não faço mais perguntas. De nenhum tipo, nadica. Supro minha curiosidade com o benefício da dúvida. Não pergunto mais o que devo me privar de saber. Não espere de mim interrogaçôes diretas, pois eu sou plena afirmação, agora. À revelia pode surgir um "gostaria de saber se" ou "me avise caso" -em casos extremos. Dizem que o gato foi morto pela curiosidade (ainda que bichanos tenham 7 vidas por vez), mas estou pagando pra ver. Isso porque um portador do Panamá me trouxe um computador portátil que foi encomendado nos Estados Unidos (da América. A do norte). E o dito cujo chegou todo belo, azul marinho, leve tal qual pluma... mas sem interrogação no teclado. Já apertei tudo que é tecla a meu alcance: Shift, Control, com e sem Alt. Uma loucura. E me pergunto... ainda que sem interrogação.

25 de dezembro de 2009

Amigo Oculto


Meu amigo oculto e alguem... que eu nem conheco. Mas eu sei que esperava muito por esse presente. E alguem que eu espero que tenha um 2010 muito melhor, cheio de realizacoes, cheio de amor, e principalmente, cheio de vida. Eu desejo pra ele um feliz 2010, 2011, 2012...

20 de dezembro de 2009

E a vida continua...

No dia 20 de dezembro de 2003, no Rio, um homem sofreu acidente de carro e morreu. Seu coração foi doado: veio para São Paulo e fez renascer meu amigo-ator Norton Nascimento, que estava sem coração havia 4 dias (imagina).
Norton, pós-reNascimento, viveu feliz da vida com sua esposa Kelly, seus filhos, sua religião, seu trabalho... até que, exatos 4 anos depois, no (mesmo) dia 20 de dezembro de 2007, teve uma parada cardíaca por infecção pulmonar (só depois da doença Norton parou de fumar) e não resistiu. Partiu. Aos 45 anos (do segundo tempo); tão jovem, tão alegre, tão bom... mas a vida continua! Sua história não acabou, porque a família doou todos os seus órgãos. Então Norton ainda vive, por aí. Um consolo.

Eis que hoje, dia 20 de dezembro (exatamente 2 anos depois!), gravei um comercial para veicular no país ainda essa semana. A campanha do Ministério da Saúde, lindíssima, incentiva a doação de medula óssea (É POSSÍVEL DOAR VIDA EM VIDA, gente!). Boa causa e ótimo trabalho; me emocionei e amei.
Se eu não fosse tão cética, poderia jurar que até vi o Norton ali; aquele baita negão sorridente, fazendo palhaçada, e todo orgulhoso da gente no estúdio, aqui em Curitiba.
É... o curso dessa vida besta. Que sirva para ajudar a quem precisa, fortalecendo a corrente do bem, sempre!

MEU PASSADODireto do túnel do tempo: Edu Silva, Brenda Ligia, Norton Nascimento e o diretor Jeferson De –foi meu primeiro trabalho em cinema; inesquecível! Hoje: 2 anos sem Norton... que saudade!

MEU PRESENTE

Atriz Brenda Ligia com o diretor nota dez Marcos Jorge (assista "Estômago", filme nacional de primeiríssima qualidade, que traz grandioso elenco estrelado). Prazer enorme ser dirigida por ele; um presente!

Aqui, o maior dos presentes: com o pequeno porém ENOOOOORME ator Vitinho. Ele é demais, me inspira e traz a lágrima que não cai. Como valeu!



Comercial com Norton, na Rede Globo.

6 de dezembro de 2009

Viagem de negócios

Gravações em Belo Horizonte.
Mineira que sou (de Ibiá, a capital do leite), confesso que não conhecia a capital (direito). BH: cidade que tem transporte público a noite toda, cinco mulheres pra cada homem (dizem!), e pão-de-queijo (clichê!) a dar com pau. Também tem a famosa Rua do Amendoim, onde os carros, ao serem desligados e desengatados, deslizam ladeira acima ao invés de descê-la (explica-se isto como um fenômeno ótico). E (pasme!) lá não tem lei anti-fumo (ainda!), então todo mundo pode fumar em qualquer lugar o tempo todo (confesso que não estava mais acostumada com isso; meu cabelo fede cigarro).

O bolo da cereja foram os esquetes de comédia com este personagem: uma jovem senhora jamaicana que sofre de distimia (é a velha mais mau-humorada do planeta Terra!). É meu primeiro personagem que fala inglês + dialeto da Jamaica. Adorei tudo!

26 de novembro de 2009

Rua Aurora, centro de SP

Enquanto isso, lá fora...
Enquanto isso, aqui dentro...


Brenda Ligia

Cris Lago

Deborah Secco

Drica Moraes

Erika Puga

Fabíula Nascimento

Simone Iliescu

Longa-metragem "O Doce Veneno do Escorpião" -Bruna Surfistinha

18 de novembro de 2009

Deus ajuda quem cedo madruga? -5:30am

No set, Kelly canta com Bruna Surfistinha
Estamos filmando todos os dias ali no privê da Dona Larissa (papel de Drica Moraes, maravilhosa atriz que nos encantou a todas com seu talento fenomenal, senso de humor implacável, e humanidade notória).

Com o horário de verão, tudo começa mais cedo naquele mundo. Inclusive a movimentação na cracolândia, que observo curiosamente (e sempre que possível), da sacada da cobertura decadente (de novo esse papo?).

Meu dia começa subindo 10 andares do edifício abandonado no centrão. Antigo. Subimos todas em fila indiana (que gracinha!) para o ensaio matinal. Calor insuportável: 28 graus e 242 degraus às 7 da manhã.

Fabíula Nascimento (Janine!) vai cantando brega canção que nos faz delirar (mas que voz bela tem a donzela! Sobre seu talento nato, sua luz e presença em cena –e fora dela! – nem é preciso comentar).

Atrás vai Simone Iliescu, a Yasmim (que é incrííííível! Antunes Filho que o diga), Cris Lago, a Gabi (que levou prêmio de melhor atriz em Paulínia, pense!), Érika Puga, a Mel (que, ora bolas!, já foi tema neste blog – ver post BRUTAL, de Mário Bortolotto), Deborah Secco (sempre linda -por dentro e por fora! -protagoniza Bruna Surfistinha, nossa amada "mocoronguinha" -com ela aprendemos tudo sobre eixo + o dom da concentração no set), Drica e eu, Brenda Ligia (ou Lenda Brígia, alter ego), bufando de cansaço pós tantos lances escada acima.

Cássio Gabus Mendes, Gabi Ribeiro, Drica Moraes e eu, no set.
Hoje, lá pelas 5 e pouco da tarde, enquanto as quase 50 pessoas da equipe de cinema trabalhavam vigorosamente em prol da iluminação perfeita da última cena do dia, já dava pra ver o fogo do isqueiro chamuscando lá embaixo. Pedra de crack: diz que isso mata até quem não quer morrer.

Lá de cima vejo boyzinho que vai caçar assunto atrás da droga; estacionando carro chique (dá pra perceber que é chique pelo capô, sabe? Mesmo porque nome de carro, não sei... embora goste do cheiro de gasolina. Vai entender!). Hoje à tarde vi uma criança fumando ali na calçada, com suas pernas curtas e passo nervoso, no meio dos adultos zumbis, também perdidos. E a Gabi Moraes, maquiadora, disse que domingo tinha até uma grávida ali no meio (com um barrigón enorme!), que fumou o dia inteiro, imagina!

E todo dia eu aprendo mais. E agradeço. Ele ajuda quem cedo madruga, amém. E boa noite, já é tarde... amanhã tem mais, graças a Deus.

Brenda Ligia, Deborah Secco, Cris Lago
Erika Puga, Fabíula Nascimento, Simone Iliescu
PS.: Prometo não falar mais sobre crack nesse blog, pra não virar uma chata redundante. Às vezes até entendo por que tenho pouquíssimos leitores. No próximo post vou procurar falar sobre a importância da farinha de linhaça na alimentação de um adulto, que nem o Globo Repórter faz quase toda semana. Pronto falei.

28 de outubro de 2009

O Poder do Soul

Eu, ser complexo que sou, entre tantas outras, tenho as duas seguintes características (e olha que não sou mulherzinha de nutrir frescuras vãs!):
Primeira- tenho gastura de melado. Coisas que grudam, colam em mim, sabe? E não é metáfora. Dedos besuntados de Leite Moça, sola de sapato gosmentada de chiclete, cola adesivada na pele... aff, me faz mal. Arrepio. Que gastura! Existe a palavra MELADOFOBIA?
E segunda- não gosto de ficar assistindo a videoclipes. Não me deem dvd de show. Gosto de música ao vivo; pela tela, não. Nem que seja o James Brown: eu não ligo.

Tá. Daí, ontem, hora do rush (se bem que agora qualquer hora é hora), garoinha fria na capital, eu na frente do shopping Frei Caneca... convidativo: resolvi escolher meu primeiro filme da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - O PODER DO SOUL (documentário sobre um show que fizeram na África, quando eu nem era nascida).

Entrei. Sentei. E fiquei vendo James Brown cantar, dançar, pular, tocar. Também B.B. King. Miriam Makeba. Celia Cruz. E até Muhammad Ali, falando mais que o homem da cobra; quase um Jair Rodrigues. As pessoas, na sala de cinema, se ouriçavam quando aparecia o povo de calça boca de sino, de tecido colorido. E eu ali.

Acabou o filme. Titubeei no "regular", mas votei no "não gostei". Depositei na urna, quase escondida (sim, porque imagino quantas pedras me jogarão pelo meu embate com Soul Music, ó! Que nem quando eu falo que não gosto de rock; querem me matar, me humilhar, me crucificar!).

Na saída, encontrei o Rodrigo Brandão (do Mamelo Sound System), que me disse "filmaço, hã?". Fiz que sim com a cabeça e saí querendo meus 14 reais de volta. Humpf. Eu queria ter visto a África. Conhecido o Zaire. Os costumes locais. Me situar nos anos 70. Eu gosto é de gente. Mais que de música. Pronto, falei.
E parei.
*Quem quiser assistir O Poder do Soul, tem dia 30, às 22h, no mesmo shopping Frei Caneca, e também dia 31, às 21;50h, no shopping Bourbon. E é isso.

Bala na Agulha

Esse é o nome do último livro que li. De grife, bem: Marcelo Rubens Paiva (satisfação garantida ou seu dinheiro de volta). Olhei, comprei e devorei numa sentada só (foi deitada, na verdade).
É daqueles livros que te transforma numa Amy Winehouse; viciada. "Vou ler só mais uma hora" - e lá se foram duas. "Então, quando der uma da manhã, eu paro" - até que o relógio acusa 2:37h. É assim. Bala na agulha (de 94, acho?).
E é "unissex": romance policial com muita ação, suspense, drogas, prostituição, submundo, poder, dinheiro, fracasso... amei! Recomendo. Delicioso é viajar por Nova York, Lima, Brasília, Miami... tudo sem sair do lugar. Obrigada, Marcelo. Até sonhei com os bastidores do poder, no congresso nacional. E com otras cositas más. Por causa de você.


*Ter bala na agulha é estar municiado de recursos, sendo capaz de realizar algum evento com rapidez e com boa qualidade (dinheiro, poder, etc).

26 de outubro de 2009

Pra inglês ver

*algo feito apenas para preservar as aparências, sem que efetivamente ocorra*
Sábado me senti patriota: orgulho de ser brasileira! Levamos um amigo inglês pra passear na "discoteca" mais fervente de São Paulo, A LOCA (perto do coração da cidade, Avenida Paulista). Justo eu, que para tolerar o gênero musical "putz-putz", tenho que estar com muita boa vontade na ideia. E estava. Fui junto. Me diverti. Que orgulho de ser brasileira, ali numa balada cheia de brasileiros "do bem". Todos com um intuito comum: diversão, sem penetrar no caminho de ninguém.
Nosso amigo gringo, Mr. English, se divertia a valer. Fazia sucesso entre os jovenzinhos emotivos que transitavam no local, vindo abordá-lo. Eu traduzia tudo e explicava, solícita, as diferenças entre as baladas de Londres e as de SP, entre tantas outras coisas. Meu amigo, primeira noite no Brasil, vibrava com o clima, com a música, com os rapazes...
"Vamos embora, já é tarde" - resolvemos, lá pelas tantas. Todas concordamos que Mr. English deveria ficar mais, voltando pro hotel de taxi, quando bem entendesse. "I'm on vacation, I'll enjoy", que quer dizer "estou de férias, vou aproveitar" -ele disse, tendo como resposta gritinhos quase histéricos que saíram espontaneamente (e em coro) das bocas das meninas presentes (eu inclusive). Sábia decisão hedonista, pensei.
A parte boa da história, "pra inglês ver", termina aí. Desse ponto em diante o que vier é desfecho trágico ou consequência violenta.
No dia seguinte, após meio dia (óbvio), alguém resolveu ligar pra ele pra saber se queria almoçar fora. E nada de atender. Clima tenso. O dia inteiro extendendo o suspense; e nada dele atender telefone. Até que resolveram ir até lá. Tamanho foi o choque ao verem que ele foi ESPANCADO. Está com olho roxo, braços cheios de hematomas, com dificuldade pra respirar, coitado. Murchou por completo; não mais sorri, é um ser pequeno numa terra estranha, inóspita. Está nu. Sim, é uma metáfora.

Mr. English, nosso novo amigo gringo, gente boníssima, que apanhou na primeira saída aqui em São Paulo, disse que não se lembra de nada, absolutamente nada. Do momento seguinte a nossa partida na noite anterior, tudo é black out e dor. A da alma ainda maior que a física. Ele só sangra por dentro; está coagulado.

Hoje, terceiro dia no Brasil, está sem celular, sem relógio, sem dinheiro (levaram), e, sobretudo, sem vontade de viver a vida e aproveitar as férias (roubaram). Eu, com vergonha de ser brasileira. E, pra testar sua fé, Deus ainda mandou uma chuvarada forte de segunda-feira braba, só pra alagar toda a cidade e deixar Mr. English chovendo baixinho e sozinho.

*sobre a expressão "pra inglês ver": a origem da expressão tem várias versões, mas provavelmente deriva de uma situação vivenciada no Período Regencial da história brasileira. Os britânicos, que tinham explorado a escravidão durante mais de duzentos anos, sobretudo monopolizando o tráfico de negros africanos, passaram a liderar os movimentos antiescravistas. Em 1826, a Inglaterra obrigou o Brasil a firmar um tratado de abolição do tráfico, o que não foi efetivamente cumprido, fazendo circular pela Corte o comentário de que o Regente Feijó fizera uma lei só "para inglês ver" - fonte Wikipedia.
PS.: Agora é tarde e vou dormir. Boa noite, cinderela...

23 de outubro de 2009

Isso é coisa de CINEMA!

Paris a Gosto foi exibido no cinema Matilha Cultural, com direito a esquete de comédia (Dra. Herculana Maria). Num pseudo-coquetel, muitos amigos reunidos. Obrigada a todos que compareceram, em nome da Mexerica Filmes. E em 2009, Matilha Cultural bombando na Mostra Internacional de Cinema (SP).
PS.1: Obrigada, também, aos amigos bons que estavam presentes "em espírito"! Vejam o vídeo do que "rolou na noite".
*A música deste vídeo é de um grande músico chamado MUNHOZ. Se chama PASSEIO NOTURNO. Está, também, no filme. Ele me autorizou. E ontem prestigiou. Obrigada, Tiago! (sem hagá?)

PS.2: Obrigada Ismael, pela projeção. Irmãos Carneiro, pela cópia, apoio, paciência e "tamu-juntice". Clarence, Ju, Titão... valeu! E, Ricardo, OBRIGADA POR ME EMPRESTAR SEU CINEMA! Que bom saber que a Matilha está aí pra isso! (viu, gente?)

PS.3 (e último): mistério não solucionado -dois amigos de tenra infância, a Geovana e o Lell Trevisan, que eu não via há 20 anos, apareceram por lá. Mas isso não foi registrado pelas câmeras. Assim como o Criolo Doido. Será que foi tudo sonho?

"Sonho que se sonha só é só sonho. Sonho que se sonha junto, é realidade" - Raul Seixas, que maluco...