Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia: prêmio de Melhor Atriz no festival CinePE 2017. Estreias: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa/ Macondo Filmes SP); “Causa Mortis” (curta/ LRJ Filmes), “África da Sorte” (série/ TV Brasil), “15 Segundos” (longa/ prod.: Antonio Fagundes). Brenda está nos longas “Todas as Cores da Noite” (Pedro Severien), “As Melhores Coisas do Mundo” (Laís Bodanzky), “Sangue Azul” (Lírio Ferreira), “Bruna Surfistinha” (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão “Sob Pressão” (Rede Globo), “A Mulher do Prefeito” (Rede Globo), “Beleza S/A” (GNT), “9mmSP” (Fox), “Somos Um Só” (TV Cultura). Formada em Comunicação Social na Faculdade Oswaldo Cruz/ SP. Cursou Técnico Profissionalizante em Teatro no Teatro Escola Macunaíma/SP. Em Teatro, foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida”. Cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). Idiomas: Português, Inglês, Francês. Publicidade: Vivo, Santander, Sebrae, Coca-Cola, Mc Donald’s, Nossa Caixa, Nestlé, Nextel. Também APRESENTADORA e videomaker. CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

31 de maio de 2015

Sublime

Quando o tempo para e o amor paira
Enquanto mama, ele me fita com olhinhos inocentes, de um cinza azulado profundo, como dos anjos. A mãozinha prende meu dedo e juro que gostaria de congelar este momento pela eternidade... impossível. Ele suga, o amor flui, e é natural. Ele sonha, risonho. Me derreto por dentro, sentindo o que não se vê. Eu sou ele e ele me é, também... tão bom. É sagrado, só nosso.
Se espreguiça, charmoso. Um gemidinho-neném; acho graça. Em câmera lenta, libera o mamilo: se encheu. Leite escorrendo pelo canto da boquinha perfeita; passo a fralda bordada. Os dedinhos relaxam. Parece que dormiu.
É, dormiu. Meu anjo. Contemplo em silêncio. Afago. Ternura.
Acorda logo, meu filho... pra recomeçar essa felicidade grátis que dura pra sempre no coração da gente e faz o tempo parar.

17 de maio de 2015

RABUTAIA



Muitas vezes eu penso: "isso daria um filme". Um dia, com essa ideia na cabeça e câmera à obra, imagine: fizemos um filme. Quase caseiro, mas ainda assim, um filme. Desses do tipo documentário: tudo verdade. Quando você tiver oito minutos livres, por favor, assista nosso "RABUTAIA".
RABUTAIA (direção, roteiro e edição: Brenda Ligia) from Brenda Ligia on Vimeo.
Direção, Roteiro e Edição: Brenda Ligia Miguel
Com: Gilson Silva, Diva Miguel & família
Direção de Fotografia: Marcelo Pinheiro
Correção de Cor: Cristiano Lemos
Música: Gustavo DA Lua e Ricardo Miguel
https://vimeo.com/97046643
(ENGLISH SUBTITLES / LEGENDAS EM INGLÊS)


-Prêmio Especial Link Digital no festival de cinema Cine Pe 2014

-Estreia internacional com exibição no Golden Orchid International Festival em 2014 (Pensilvânia, E.U.A.)

"Pura linguagem e pura política. Amei".
Luiz Carlos Merten, Estadão

"'Rabutaia' foi um dos poucos filmes que conseguiram se destacar no festival".
Carlos Helí de Almeida, O Globo

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"Orson Welles, provavelmente mentindo, afirma que na verdade: 'um filme, além de morto, não está nem muito fresco. Vem numa luta. Fazer um filme leva tempo. O filme que estreia na semana que vem é do ano passado'. É um fato. Mas nós, que nos sentamos no escuro para seu velório, sempre o ressuscitamos. E quando isso acontece, que bela eternidade ele nos dá para o que sobrar do dia. Experimente."
José Wilker

14 de maio de 2015

Memória de infância


Uma das primeiras memórias que tenho da infância é de quando vi, pela primeira vez, a lua. Eu tinha uns 4 anos e viajava no banco de trás da nossa Variant branca, indo de Ilhéus para Itabuna. Ia solta, sem cinto de segurança nem nada, porque nos anos 80 era assim, mesmo. Minha mãe, a motorista, com grandes bobes coloridos escondidos nos cabelos, sob um lenço estampado, dirigia pela estrada enquanto fumava feito caipora, soltando baforadas do seu Plaza longo c/ piteira (nos anos 80 era assim, mesmo).
A Lua e Eu

Eu, sarará de maria-chiquinha e barrigão cheio de verme, observava o mundo com os olhinhos atentos de criança curiosa... via o mar, a fumaça, e a joaninha que eu trazia, com cuidado, na palma da mão.
"Essa vai morar com a gente", pensei meu segredo, "e dormir comigo, no meu quarto". Satisfeita, eu.
Via o céu, as estrelas, a lua... mas, peraí: a lua estava seguindo a gente. Os coqueiros passavam, as casinhas de beira de estrada ficavam pra trás, tudo sumia de vista... mas a lua, não! Ela estava, definitivamente, se-guin-do a gente!
-Mãe! A lua está seguindo a gente, mãe!
Pelo retrovisor, ela me olhou, sorriu e disse "ãrran".
Como assim? Só "ãrran"? Um evento daquela dimensão, descoberto por mim, e ela apenas "ãrran"!? Tsc, tsc, tsc... que decepção, Dona Marizia.
E assim foi até chegarmos em casa: a lua nos fez a escolta exclusiva mais brilhante de que se teve notícia. Eu, me sentindo importante, esboçava um sorriso tão largo que exibia até as estrelas do céu da boca. "Só podia ser coisa da joaninha da sorte!"
Menina mais satisfeita, naquele dia, não havia em toda a Bahia.

Ao longo dos anos, descobri que a lua me seguiria sempre, por onde quer eu fosse. Desde quando nasci (virada pra lua?), na minha amada Ibiá/MG (onde a vida tem cheiro de pão de queijo de vó), passando por São Paulo, Suíça, Trinidad & Tobago, Panamá, Recife... por onde andei, até os dias de hoje, ela (soberana) me vigia (e reina) atenta, lá do topo.
No céu de minha existência, ao longo das últimas décadas, a lua deu 481 voltas na Terra, mantendo sempre sua beleza majestosa, única. Quem mudou fui eu... bastante. Mas aquela menininha ainda brinca em minha alma... principalmente esta noite, quando encontrei uma joaninha na calçada e trouxe escondida, pra morar comigo. Me sinto, de novo, como aquela criança ingênua que guardo desde sempre, com carinho, aqui na minha memória emotiva; que se encantava com as maravilhas do mundo e os mistérios dos céus, sem saber ao certo onde termina um e começa o outro.

E você, qual é sua primeira memória de infância?

10 de maio de 2015

Disse não disse

Minha mãe disse "ele está com cólica porque tomou vento".
Minha avó disse "ele estranha tudo porque nasceu na água".
Minha sogra disse "passe farinha de tapioca nessas brotoejas".
Meu irmão disse "não deixe ele chupetar o peito na hora de dormir".
Minha cunhada disse "ele está mamando sem ter fome".
Minha amiga disse "coloca a pontinha do supositório na bundinha dele".
Minha vizinha divorciada disse "ele chora demais; dê o peito a ele".
A diarista exemplar disse "se ele não dormir no berço, vai ficar com problema".
A cozinheira desempregada disse "acho lindo neném com chupeta; você devia dar".
O cineasta pernambucano disse "ele está suando muito, coitado".
O balconista tricolor da padaria disse "está muito frio pra ele".
A gordinha no semáforo disse "o sol está quente demais para um bebê".
O taxista disse "você é louca!, meus filhos só saíram de casa depois dos oito meses".
O mendigo da pracinha disse "este horário é ruim pra ele por causa da poluição".
O cabeleireiro careca disse "ele está engordando muito e ficando com papada, ó!".
A tia do interior disse "cuidado na hora do banho porque quem tem pulmão fraco não pode engolir água".
A madame invejosa de Boa Viagem disse "peito muito grande desse jeito é ruim porque afoga o bebê, coitado".
O ator famoso disse "é normal dar umas gotinhas de Luftal pro bebê".
A velhinha de cabelo violeta que estava na fila quando fomos pegar o formulário do batizado disse "segura a cabecinha atrás; cuidado com ele".
Por boa intenção, ignorância ou má-fé, muita gente diz coisas sobre meu filho. Mas ninguém diz o indizível: o instinto materno se encarrega de tudo, pois nossa sintonia tem conexão eterna. Meu bebê passou mais tempo dentro de mim do que fora, me conhece por dentro e se acalma ao som das batidas do meu coração de mãe. E recorro a ele Emoticon heart ao tentar encontrar respostas para as tantas dúvidas que assolam uma mãe de primeira viagem. No fim das contas, dá certo! Emoticon smile

Adivinha o que EU disse? Que estou curtindo muito meu melhor papel. É uma delícia ser mãe e viver o mais puro amor.  

Não perturbe: estou parindo

No século passado, na região do extinto Quilombo do Ambrósio, no triângulo mineiro, existiu uma generosa enfermeira que, como parteira, auxiliou almas nascidas naquele vilarejo; seu nome era Dona Isaura. Assim, na presença dela, mulheres pariram cidadãos aos montes. Décadas depois, quase todos os povoadores da cidade (costureiras, padeiros, delegados, professoras, médicos, policiais, vagabundos etc) tinham sido recebidos pelas mãos daquela senhora, figura ilustre da pequena Ibiá, Minas Gerais, Brazil.
Gerações adiante, uma sobrinha-neta de Dona Isaura, dessas balzacas que engravidam depois dos 35, resolveu ganhar neném numa piscina cheia de água morna, com desenhos de peixes coloridos. Pesquisou: “parto na água” em sites, blogs, textos; “parto normal” em vídeos, fóruns, grupos; “parto natural” em livros, revistas, depoimentos; “parto humanizado” em filmes, artigos, rodas. E, obviamente, chorou rios com "O Renascimento do Parto - O Filme". Essa grávida monotemática e empoderada, sobrinha-neta da saudosa tia Isaura, que resolvera receber seu bebê com doçura e delicadeza, claro, sou eu. E, sob meu olhar, esse é nosso relato de parto humanizado, que foi o que de mais intenso aconteceu em toda minha existência. Todo o amor ao homem mais lindo que já amei (por dentro e por fora); Marcelo (mar+céu), que é meu marido, melhor amigo e maior amante desde 1978.

RECIFE, NOVEMBRO DE 2014
Naquela noite, na sala de bem-estar, depois da sopa de legumes, o casal preparou-se para dar play num filme no DVD. Aí, surpresa: a mulher começou a sentir as benditas contrações. “Se for só isso, beleza”, pensou. Fechava os olhos, respirava fundo, soltava o ar. O filme, no pause. O marido, em alerta. Ah! E continuaram. Gradativamente mais intensas. E mais, e mais.

Horas depois, a solução foi entrar no chuveiro; banho de água quente ajuda. Melhorou um pouco, ufa. Tudo ficou mais forte; inclusive ela própria. Impossível fugir do encontro com sua natureza. Deitou-se para descansar; e veio outra... ah! Obcecada, se viu usando aplicativo de iPhone para tentar registrar a duração e os intervalos das contrações (árdua missão). Madrugada adentro, ligou para sua doula Ludmila Cavalcante, que acalmou: “Brenda, quando for, você vai saber”. Ah bom. Mensagem do Doutor: “São os pródromos, aproveite”. Palavra nova, essa. Ah! Veio outra.

Com custo, dormiu. Sonhou. Delirou. Acordou. Gemeu. Foi uma noite cheia de vida própria: a própria vida e a gerada dentro de si, que, na verdade, seria parte da sua até seus últimos dias.

32 HORAS DEPOIS...
Já na Maternidade Santa Lúcia, pendurado à maçaneta da suíte hospitalar, o aviso “Não perturbe, estou parindo”. No canto mais espaçoso, a piscina (olha a mangueira esguichando). No centro, a cama (tem até alavanca). A bola de pilates (logo eu, que nunca levei jeito pra pilates). O som lá de casa, o abajur meia-luz, as almofadas cheirando à lavanda, o aroma dos óleos relaxantes, a bandeja de guloseimas (com castanha, chocolate, suco)... pronto. Depois de mais de 12 horas ininterruptas de trabalho de parto, de 9 meses de uma jornada inexplicável, de 8 centímetros de dilatação e de 10 anos de um amor que floresce, lá estava eu, com meus medos e vontades, prestes a parir dentro d’água e colocar uma pessoinha no mundo. Pessoinha esta que mudaria a razão da minha existência, diga-se.

Quanto mais difícil ficava o trabalho, mais importante a confiança na equipe. A doula me fazia massagem mágica. O obstetra Doutor Renato Grandi Ramalho (eterna gratidão) me dizia palavras-coragem. A parteira mais que incrível Suzely Aragãosempre ali, só coração. O amor-marido Marcelo me dava beijo na boca para liberar ocitocina... ah! Veio outra. Mais forte que a anterior. Aí me sugeriram vocalizar bem alto, com força, na hora da dor. No início, o fiz com um pouco de vergonha, confesso, me sentindo meio ridícula. Depois, pela sensação amenizadora, adotei como essencial ao bem parir. Ah! Outra. Ondas...

Entrei na piscina como num mergulho sem volta; e era, mesmo. Calor, muito calor. Senti a compressa de água fria na testa... ô beleza de doula. Cadê o chocolate que disseram que tinha? Minha mãe Marizia sempre disse que 'é a pior dor do mundo essa tal dor do parto'; se ela tiver razão, a coisa tende a ficar feia pro meu lado. Sim, porque, até o momento, estava quase suportável. Chegaria num estágio de dor para “cavalo do cão chupando manga”? E lá vem outra... ah! Vem, Raul. Meu filho, vem.

Marcelo colocou “Afrosambas” para tocar: Vinicius de Moraes e Baden-Powell. “Pergunte ao seu Orixá, o amor só é bom se doer”, cantavam... ah! E como doía. O tempo ia passando... e nada. Eu lá, esparramada na piscina, com a barrigona do tamanho do sol, e nada de neném. Parece que, por instantes, me vi fora do meu corpo... mas depois voltei. Acho que estive num universo paralelo, transportada para outra dimensão chamada “partolândia”, onde as coisas não são muito claras. Ou são, não sei.

*EXPULSIVO*
Tá na cara que isso não vai dar certo. Não tem como. Pra quê fui inventar moda?! Já deve passar das 5 da tarde... esse povo todinho aí, e nada. E agora, gente?
Auscultam meu bebê: batimentos fetais perfeitos. Ufa... ah! Lá vem a danada... ah!
-Doutor Renato do céu, não consigo fazer mais força que isso!
Ele, sereno, só ri:
-Não precisa. Faça só a força que sentir vontade. Ele está vindo no tempo dele.
Nossa. Então é isso. É normal. E lindo. Ah!
-Coloque sua mão para tocar a cabecinha do seu filho.
“Ah! É demais pra mim”, penso. Coloco, sinto... é meu filho! E ele, então, “desnasce” pra dentro de mim. Juro: a cabecinha do menino entrou.
-Ah, não! Ele tá entrando- choramingo. Todos riem, meus amigos.
Eu, cansada dessa última fase de vai-não-vai... socorro. Eu sabia que seria assim? Lá vem outra... ah! O bebê sabe nascer. Mas eu vou, mesmo, saber parir? Delírio, tremo. Tia Isaura sussurra no meu ouvido: “Nossa Senhora passa a mão na cabeça”. Água. Quero água, anda logo, porra... ah! Lá vem. Arranho a batata da perna do Marcelo, controlando a vontade de mordê-lo pra arrancar pedaço, estraçalhar o coitado. Está pegando fogo, gente! Puta que pariu, merda... ah! Gente, estou me rasgando todinha; pela metade. Juro. Ah! A maior força do mundo, estou fazendo agora. Olha... ah! Não aguento mais isso. Meu lado-bicho vai me explodir... ah! “Amar é morrer de dor”, cantam, no som. Estéreo, acho. Está vindo outra. Respiro, fundo. De novo. Força! Desliga essa merda de música, Marcelo, vai, anda logo. O som. Porra! Silêncio. Eu respiro. Mas tenho certeza que estou morrendo. Vem, meu filho. Meu menino, serafim. Será fim? Agora. Vem, Raul. Morri. Olha. Saiu. De dentro de mim. O meu filho. Ali, olha a cabeça dele toda pra fora de mim. Parou no ombro, normal. Parou o tempo, aqui. Estou paralisada, olhando pra ele sob a água. Ah! Nasceu meu bebê. Todo, inteiro, com dedinhos magros em cada mãozinha. Nasceu com os olhos bem abertos; recém-nascido curioso, esse meu Raulzinho. Jorrou vida afora, já pronto, com o cordão laçado no pescoço; doutor Renato e parteira Suzely desenrolaram, com delicadeza e segurança. Eu, a mãe, peguei meu bebê no colo e o coloquei junto ao meu coração, cujas batidas, certamente, lhe eram familiares...

Seu cheiro, meu filho... nunca me esquecerei do seu cheiro. Tão bom! Cheiro de deleite doce, meu amor, vérnix e vida. Bem vindo, meu bebê. Conseguimos! Nós conseguimos, filho. Graças a todos nós, juntos, ali renascemos, com mais força e poder. Às 11:13h de uma manhã de sexta-feira que mudou todo o meu viver. E, a partir daí, só nos resta toda a vida pela frente, Raul, meu filho, meu presente.
Houve olhares, lágrimas, sorrisos, silêncio. Lufada de ar no pulmão: dor. Choro. Cantei nossa música; reconheceu de imediato. Suspirou. Chorou o pai, a mãe, o filho... chorou toda a equipe. Afinal, vida, morte e sexualidade tocam fundo no coração da gente. O quarto é inundado por um amor tão visceral que é quase palpável: flutua no ar como um halo que coroa a aura.

-Respire, Brenda. Você está respirando por ele, continue respirando.

Quando para de pulsar, o pai corta o cordão umbilical. Mas o invisível permanece atado, para sempre. Dequita-se a placenta: o sangue marca, no papel Canson, uma árvore da vida. Pontos. Ele, sempre colado à mãe; formamos quase um só. O ambiente é calmo, temperatura agradável, luz amena. Ele mama. Eles amam. E dorme o anjo, contemplado com ternura e silêncio. Que transformação sagrada: do divino ao humano e do humano ao divino em segundos e para sempre, amém. Nada como a bênção perene da suma perfeição. É uma dádiva confiar na vida e desfrutar dessa coisa mágica que é ser mãe. MUITO OBRIGADA!